Agromercado     



Supermercado cooperativo

A VENDA DOS PRODUTOS COAMO FOI DE R$ 257 MILHÕES, COM CRESCIMENTO DE 14,2% EM RELAÇÃO AO ANO ANTERIOR

A edição de abril/2005 da revista Dinheiro Rural, uma publicação da Editora Três, de São Paulo (SP), traz uma reportagem especial sobre os produtos da linha alimentícia da Coamo. A matéria enfoca o crescimento nas vendas dos produtos Coamo, que ocupa as prateleiras dos principais supermercados e mercearias em 12 estados brasileiros. O faturamento, em 2004, coma venda dos produtos da linha alimentícia da Coamo, foi de R$ 257 milhões, o que representou um crescimento de 14,2% em relação ao ano anterior.

Para o presidente da Coamo, Dr. Aroldo Gallassini, o sucesso dos produtos Coamo é fruto de um trabalho criterioso, de 35 anos, que tem buscado investir na produção para agregar maior valor aos produtos agrícolas e fortalecer a qualidade de vida dos cooperados.

ESTRUTURA – O complexo industrial da Coamo é formado por quatro indústrias de esmagamento de soja, uma fiação de algodão e um moinho de trigo. Desse conjunto de fábricas, saíram, em 2004, 256,8 mil toneladas de óleo bruto de soja e 1 milhão de toneladas de farelo de soja. Além de: 101,4 mil toneladas de óleo de soja refinado, 3,4 mil toneladas de margarina, 7,7 mil toneladas de creme vegetal, 7,5 mil toneladas de gordura vegetal, 33,6 mil toneladas de farinha de trigo e 5,6 mil toneladas de fios de algodão.

EXPORTAÇÃO – Em 2004, 37% do faturamento de R$ 3,9 bilhões da Coamo, tiveram origem nas exportações. Foram 2,2 milhões de toneladas de produtos exportados, num valor de US$ 499,8 milhões, o que representou um crescimento de 42,8% em relação ao ano anterior.

Os principais produtos exportados são Soja, milho e trigo (in natura), farelo de soja, óleo bruto de soja e fios de algodão (industrializados). Os principais países compradores são a Europa (66,5%) e Ásia (32,1%).

Agroanálises
 SOJA
Mercado continua trabalhando de forma bastante lenta, tanto do lado vendedor como do comprador. A frustração no preço até então se dá principalmente em função do câmbio. O desenvolvimento da safra americana, anunciado em 15 de maio, é o seguinte: 46% das lavouras já estão plantadas e tendo um bom desenvolvimento vegetativo, ou seja, por enquanto tudo dentro do normal.
 MILHO
Mercado bastante ofertado e praticamente sem comprador aos níveis das ofertas. Com indícios de importação no RS e o início da colheita no MT, o comprador fica em situação bastante confortável, ou seja, se o câmbio não reagir para que possamos viabilizar as exportações, ficaremos reféns do mercado interno, o qual dita as regras.
 CAFÉ
Os preços do café têm oscilado entre 115 e 135 centavos por libra-peso nos últimos 30 dias. Uma variação grande, dado que os fundamentos não mudaram muito no período. Na realidade, o que mais tem influenciado os preços das commodities em geral é o mercado de petróleo, a inflação nos EUA, a cotação do dólar perante outras moedas, desvalorização de ações da GM e da FORD, etc. São fatores que determinam os rumos do dinheiro especulativo dos fundos, mas pouco tem haver com a oferta e a demanda por café. Acreditamos que os preços do café devam permanecer nessa dita faixa de preços, mas atento ao clima no Brasil. No mês de maio, as chuvas deverão ser leves e não há previsão de geadas.
 ALGODÃO
Conforme nosso comentário da última edição do Jornal Coamo, o mercado continua extremamente retraído pela falta de compradores, pelo volume de produto da safra passada, oriundo da região centro-oeste do país, que ainda vem sendo ofertado no mercado e as péssimas condições das indústrias de fiação na questão da comercialização do fio, haja vista existir indústrias que continuam parando as atividades diante dos grandes estoques de fio existentes. Os poucos negócios registrados no mercado, vem sendo movimentado pelas subvenções do Governo Federal, através dos leilões de PEP – Prêmio para Escoamento de Produto, com o qual e com muita dificuldade vem possibilitando o pagamento do preço mínimo ao cotonicultor, que, por outro lado, também não está conseguindo viabilizar a cultura diante dos custos de produção. Considerando a previsão de uma safra maior que o consumo, dificuldades de exportação em função da desvalorização do dólar frente ao real e a grande necessidade de venda por parte dos cotonicultores, principalmente os do centro-oeste do país, onde a colheita está praticamente se iniciando, não se vislumbra um bom cenário para este mercado no curto prazo.
 TRIGO
Continuamos a vivenciar um quadro bastante caótico na comercialização do trigo no mercado interno, provocado principalmente pelo desequilíbrio no quadro de oferta e demanda da safra 2004, onde se registrou uma safra brasileira de 6 milhões de toneladas contra um consumo também em torno de 6 milhões de toneladas (Consumo do Estado de Minas Gerais para o Sul do Brasil, já que por questões de frete torna-se inviável a comercialização de trigo para o nordeste do país). Considerando as importações realizadas temos no momento a existência de um estoque de trigo suficiente para abastecimento do mercado interno pelo menos até o próximo mês de outubro. O Governo Federal está promovendo a venda de seus estoques, semanalmente até o próximo dia 10 de agosto, que concomitantemente com a baixa cotação do dólar frente ao real, deverá manter o mercado bastante retraído. Por outro lado, há uma preocupação muito grande com respeito à próxima safra em que parte foi plantada e sofre com a estiagem e as incertezas com relação ao que falta ser plantado.

 

Indicadores Econômicos

VARIAÇÕES dez/04 jan/05 fev/05 mar/05 abr/05 Acumulado
Período
Acumulado
12 meses
IGPM (% AO MÊS) 0,74% 0,39% 0,30%
0,85%
0,86%
3,54%
10,75%
TR (% AO MÊS) 0,24% 0,19% 0,96%
0,26%
0,20%
1,02%
2,13%
DÓLAR COMERCIAL (%AO MÊS) -2,79% -1,12% -1,14%
2,74%
-5,06% -6,73%
-14,04%
TJLP (% AO MÊS) 9,75% 9,75% 9,75%
9,75%
9,75%
   
SOJA 1,75% 1,72% 11,54%
20,34%
8,77%
63,35%
234,28%
MILHO 5,93% 8,47% 1,54%
25,93%
13,33%
76,06%
161,10%
ALGODÃO 0,00% 0,00% 0,00%
0,00%
0,00%
0,00%
40,44%
TRIGO (PH 78) 0,00% 0,00% 2,15% 18,28% 0,00% 20,82% 90,31%

Poder de Troca mês a mês

MÁQUINAS/
INSUMOS X PRODUTOS

dez/04
jan/05
fev/05
mar/05
abr/05
MÉDIA
 DO
 PERIODO
MÉDIA ULT.
12 MESES
TRATOR NEW HOLLAND TM-135 - 125 CV (COMPLETO)
SOJA 6.261 6.154 6.291 5.538
6.050 6.066
5.345
MILHO 14.815 14.634 13.206
11.803
11.250 13.304
12.143
ALGODÃO (TIPO 6) 12.000 12.000 11.533
12.000 13.433 12.161
11.440

TRIGO (PH 78)

8.571 8.571 9.202 8.867 8.182 8.661 7.758
COLHEITADEIRA NEW HOLLAND TC 57 (COMPLETA)
SOJA 12.870
12.650
13.236
11.692
12.773 12.627
11.311
MILHO 30.453
30.081
27.786
24.918
23.750 27.668
25.697
ALGODÃO (TIPO 6) 24.667 24.667
24.267
25.333 28.358 25.326 24.255
TRIGO (PH 78) 17.619 17.619 19.362 18.719 17.273 18.035 16.420
PLANTADEIRA PSE 8 2S (COM CÂMBIO)
SOJA 1.487
1.462
1.555
1.269 1.387 1.435 1.300
MILHO 3.519 3.476
3.263
2.705
2.578 3.149
2.957
ALGODÃO (TIPO 6) 2.850
2.850
2.850
2.750
3.078 2.871
2.788
TRIGO (PH 78) 2.036 2.036 2.274 2.032 1.875 2.048 1.887
PULVERIZADOR COLUMBIA MAXTER FLOW
SOJA 1.200 1.179
1.255
1.062
1.160 1.171
1.018
MILHO 2.839
2.805
2.634
2.262
2.156 2.567 2.310
ALGODÃO (TIPO 6) 2.300 2.300
2.300
2.300
2.575 2.346
2.176
TRIGO (PH 78) 1.643 1.643 1.835 1.699 1.568 1.672 1.477
CALCÁRIO
SOJA 2
2
2
2
2 2
2
MILHO 4
4
4 3 3 4 3
ALGODÃO (TIPO 6) 3
3 3 3 4 3 3
TRIGO(PH 78) 2 2 3 3 2 2 2
Para o cálculo da pariedade dos produtos X máquinas e insumos foram utilizados os preços praticados no último dia do mês.

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