O Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), completou no dia 20 de maio, 50 anos de atividades. Fundada em 1956, de um convênio celebrado entre o Ministério da Agricultura e o governo norte-americano, a entidade acompanhou de perto todo o processo de evolução da agricultura e dos produtores rurais paranaenses. “E é justamente este desenvolvimento que estamos come-morando, uma vez que hoje o nosso Estado é um exemplo em termos de exploração agro-pecuária”, acentua o engenheiro agrônomo Rômulo de Assis Lima, chefe do escritório regional da Emater-Paraná, em Campo Mourão, na região Centro-Oeste do Estado. “Quando o trabalho da Emater foi iniciado no Paraná a agricultura era puramente de subsistência, de extrativismo. Hoje estamos na vanguarda da agricultura brasileira. E os técnicos da Emater participaram ativamente deste salto da agricultura paranaense”, salienta Lima.
Cooperativismo – O próprio sistema cooperativismo, na maioria das regiões onde ele está enraizado, passou pela atuação dos técnicos da Emater. O diretor-presidente da Coamo, José Aroldo, quando chegou a Campo Mourão, em 1968, era extensionista da antiga Acarpa. “O município acabava de ganhar o seu escritório regional e eu fui convidado para assumir o escritório local. Foi o início da história da fundação da Coamo, com a realização das primeiras reuniões com os produtores de Campo Mourão”, lembra Gallassini, salientando a importância da extensão rural para a organização dos agricultores da região.
Foco – Com as cooperativas assumindo o papel de atender, no fornecimento de insumos e difusão das tecnologias para a agricultura comercial, coube a Emater focar o seu trabalho no atendimento do agricultor familiar. “Hoje trabalhamos, basicamente, para a consolidação da pequena propriedade sustentável, evitando, principalmente, o êxodo rural”, esclarece Lima, apontando programas como o Pronaf – Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, como uma das principais linhas de trabalho da Emater. “No Paraná, somente com o Pronaf, atendemos perto de 140 mil agricultores neste ano, com R$ 670 milhões, sendo o estado que mais aplicou recursos neste projeto”, comemora.A história da Emater remonta ao ano de 1956, quando foi implantado no Paraná o ETA-Projeto 15, em conseqüência de um acordo entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos. O objetivo era executar um programa de cooperação agrícola, atuando nos campos de educação, pesquisa, conservação de recursos naturais, produção agrícola e pecuária, economia doméstica e extensão rural. Três anos depois o projeto ganharia o corpo de uma instituição que consolidou o serviço de assistência técnica aos agricultores, a Acarpa. A partir de 1977, a Acarpa muda sua razão social para Emater-Paraná.
Na crise do café, foi a extensão rural, através da então Acarpa, fomentou a expansão de explorações alternativas, como a soja, que se transformaram na base de nossa economia. E no momento em que a expansão da agropecuária começava a representar uma ameaça ao meio ambiente, a extensão rural concentrou seus esforços em programas restauradores como o PROICS – Programa Integrado de Conservação de Solos e Águas, que se transformou no trabalho de microbacias hidrográficas.
Ao longo desses 50 anos, a extensão Rural teve a responsabilidade ainda de executar ações de interesse dos agricultores e suas famílias, dos pescadores, dos assentados, dos trabalhadores, das mulheres e dos jovens rurais, sempre em atuação conjunta com as lideranças, articulando e mobilizando instituições ligadas ao setor.