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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 350 | Maio de 2006 | Campo Mourão - Paraná

Rotação de Culturas

Feijão de outono é alternativa

Cultura se encaixa no sistema de rotação, garantindo ao produtor três safras num mesmo período

Entre as alternativas de plantio para no período outono-inverno, o feijão tem ganhado espaço na preferência dos agricultores como opção de incremento de renda e, principalmente, de rotação de culturas. A lavoura, normalmente plantada em fevereiro, depois da colheita do milho de verão, tem um ciclo ao redor de 100 dias, o que favorece a exploração de três safras num mesmo período. “O feijão ocupa o espaço entre o final da colheita do milho verão e o início do plantio de trigo, triticale ou mesmo de uma cobertura verde, como a aveia preta, por exemplo”, esclarece o engenheiro agrônomo Luiz Lima, do Departamento de Assistência Técnica da Coamo Agroindustrial Cooperativa, em Campo Mourão (Centro-Oeste do Paraná).

A alternativa foi apresentada a um grupo de agricultores durante um dia de campo realizado pela Coamo na propriedade do cooperado José Bagini, de Campo Mourão. O evento aconteceu dia 18 de maio e apresentou as características das principais variedades recomendadas para a nossa região.

Vantagem econômica – Neste ano, os produtores que optaram pela soja safrinha estão convivendo com uma pressão muito grande por parte das doenças, principalmente a ferrugem. O milho safrinha também é uma opção, no entanto, se plantado na sucessão com o milho verão, ele deixa de fazer parte do sistema de rotação de culturas. E nesta visão técnica, o feijão pode ser considerado a melhor das três opções.

Segundo Lima, os únicos cuidados que os agricultores devem ter com a cultura é com relação aos controles de doenças e com a possibilidade de chuva na colheita. Fora isso os tratos fitosanitários são considerados normais.

O custo de produção de uma lavoura bem feita pode variar entre 40 a 50 sacas por alqueire. Mas o feijão tem potencial para alcançar, facilmente, uma produtividade média de 100 sacas por alqueire.

Aposta lucrativa – Esta não é a primeira vez que o cooperado José Bagini aposta na cultura do feijão como alternativa para o período outono-inverno. “Todos os anos planto entre 10 a 20 alqueires e sempre tenho conseguido bons resultados”, comemora o produtor, que tem fechado a colheita com médias entre 70 a 100 sacas por alqueire. Parte da área implantada neste ano (10,4 alqueires) já está pronta para ser colhida. Bagini espera uma produtividade média de 100 sacas por alqueire. “O clima foi bem favorável à cultura neste ano”, salienta.

Uma outra área cultivada pelo cooperado (4,5 alqueires) ainda está em fase de formação de vagens. “Esta estiagem preocupa um pouco, mas acredito em uma boa produtividade, também nesta área”, analisa.

Moreira Sales

A importância do milho verão para o esquema de rotação de culturas foi tema do 3º Encontro Tecnológico realizado no dia 12 de maio, pelo Detec da Coamo em Moreira Sales (Noroeste do Paraná). “O cereal ajuda a quebrar ciclo de doenças e pragas, sendo um importante aliado para a produção ampliar a produtividade das culturas da propriedade, sobretudo a soja”, garante o engenheiro agrônomo Pedro Dias da Silva Júnior, da unidade da cooperativa no município.

O evento também contou com a presença do professor-pesquisador Cássio Tormena, da Universidade Estadual de Maringá (UEM), que apresentou o tema Física do Solo, dando ênfase à sustentação do sistema de plantio direto no arenito.