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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 361 | Maio de 2007 | Campo Mourão - Paraná

Colheita de Verão

Milho surpreende, soja mantém média

Colheita do cereal superou expectativas na área de ação da Coamo, com produtividade média de 302 sacas por alqueire

A colheita da safra de verão 06/07 está praticamente concluída na região de atuação da Coamo. E os resultados não poderiam ser melhores, principalmente com a cultura do milho. Neste ano,  segundo dados de um levantamento do Detec da cooperativa, a produtividade média do cereal superou todas as expectativas: 302 sacas por alqueire, em cerca de cerca de 100 mil alqueires cultivados.

No caso da soja, em comparação com a safra passada, a produtividade média foi mantida, segundo informou o engenheiro agrônomo Antonio Carlos Ostrowski, supervisor de Assistência Técnica da Coamo. Conforme ele, “as médias de milho foram históricas, sendo a maior safra do cereal já colhida na área de ação da cooperativa, que compreende os estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul”.

“Supersafra” – Os números do milho nesta safra são vistos com entusiasmo por Ostrowski. O agrônomo atribui os bons resultados à confiança depositada pelo associado na cooperativa, através de sua assistência técnica, ao investimento em tecnologia de ponta, e ao bom comportamento do clima. “O cooperado fez a sua parte e nós, a nossa. Na verdade foi um conjunto de fatores, que, somados, contribuíram para este resultado positivo. A parceria Coamo e cooperado é muito forte e quando o clima ajuda não tem como não dar certo”, comemora o agrônomo, lembrando que para obter este resultado, muitos co-operados colheram acima de 400 sacas de milho por alqueire. “Média de produtor americano, onde mais se produz milho no mundo”, compara.

Soja na média – Na área de ação da Coamo a produtividade média com a oleaginosa foi fechada em 123 sacas por alqueire, atendendo, os investimentos aplicados pelos cooperados. Na opinião do agrônomo da Coamo, os números da soja refletem uma produtividade normal da cultura. “Se comparado com as duas últimas safras, quando os resultados foram ruins para a maioria dos sojicultores, os números deste ano são excelentes”, assegura.

Ele lembra que nos últimos oito anos essa é a média colhida pelos cooperados da Coamo. “Claro que já tivemos médias bem superiores, como em 2001/2002 e 2003/2004, por exemplo. Mas aconteceu poucas vezes”, explica.

Ferrugem – Ainda sobre a produtividade da soja, Ostrowski questiona sobre os reais motivos que impediram a cultura de produzir tanto quanto o milho, já que o ano foi, em questão de clima, considerado bom. A resposta, segundo o supervisor da Coamo, pode estar diretamente relacionada a ferrugem da soja – doença que mais preocupa os produtores atualmente, já que encontrou condições favoráveis para o seu desenvolvimento, com muita chuva e altas temperaturas. “Talvez – explica Ostrowski, este seja o principal motivo. Certo mesmo, é que muitos produtores acabaram atrasando a aplicação de fungicida, seja por causa do grande volume de chuva, por esquecimento ou até mesmo por resistência própria. Outros tentaram fazer controle curativo e acabaram perdendo mais que esperavam. Portanto, é possível afirmar que esta junção de fatores acabou contribuindo para que a produtividade da soja não atingisse índices mais elevados”, afirma o técnico da Coamo.