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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 361 | Maio de 2007 | Campo Mourão - Paraná

Gerenciamento Rural

Os Silva, com “tudo na ponta do lápis”

É hora de análise e balanço da primeira etapa do programa, com verificação dos custos de produção e das despesas invisíveis

É tempo de colheita para os cooperados da Coamo. Não no campo das lavouras, mas sim na propriedade rural como um todo, para saber qual é a realidade financeira e os resultados, provenientes dos custos de produção e das despesas invisíveis. Esta é fase em que se encontra a 1ª etapa do Programa Coamo de Aperfeiçoamento em Gerenciamento Rural, mais conhecido como “Na Ponta do Lápis”. Lançado em outubro de 2006 pela diretoria da Coamo, o programa está motivando e mudando para melhor a vida de milhares de cooperados e seus familiares.

Após receber treinamentos específicos e os cadernos para anotações, os cooperados iniciaram, efetivamente, a partir de outubro do ano passado o preenchimento dos dados referentes aos seus custos de produção que envolveram as lavouras da safra de verão 2006/07 e as despesas, estas consideradas ‘invisíveis’, relacionadas ao âmbito familiar e a propriedade. “É importante que o cooperado tenha sempre em mente que quando falamos dos custos de produção estamos nos referindo aos investimentos das lavouras, que é responsável pela renda e o sustento não só da sua atividade, mas também da família. E quando falamos das despesas invisíveis, são àquelas ligadas aos gastos diversos com à educação, moradia, transporte, alimentação e lazer, entre outros, sem contar aqueles feitos na propriedade como melhorias, benfeitorias, etc”, explica o diretor-secretário da Coamo, Ricardo Accioly Calderari.

Exemplo – A família Silva, do Sítio São Raimundo, na localidade de Graminha, em Janiópolis (Centro-Oeste do Paraná), é um dos bons exemplos de quem, após encerradas as anotações do 1º caderno está satisfeita com os resultados e com o sucesso do “Na Ponta do Lápis”. “Antes do programa eu não tinha um controle tão apurado e não sabia a minha realidade como sei agora”, informa Sidnei Silva, que recebeu o convite e não teve dúvidas, aderindo de imediato o mais novo programa da Coamo.

Para apoio às anotações de casa e das lavouras, o cooperado contou com o trabalho da esposa Eliane, que segundo ele, foi decisiva para que os objetivos fossem atingidos. “A família precisa estar ligada, se não dificilmente dará certo. Ela anotava as despesas invisíveis e eu os custos da lavoura”, comenta o cooperado que cultivou na safra de verão uma área de 104 alqueires de soja.

“A divisão das tarefas foi muito importante e desta forma, juntos ficamos sabendo onde investimos e gastamos, bem como, onde aplicamos o nosso dinheiro. Todo dia eu perguntava para o Sidnei se tinha algum custo para anotar, e assim, com muita disciplina, as coisas foram acontecendo e se mudando o nosso hábito de cada dia”, explica Eliane.

Para ela, uma das novidades do programa e que foi muito bem-vinda foi com relação às despesas invisíveis. “A gente precisa ter mais controle e as despesas invisíveis são essenciais. Antes do programa a gente não sabia de quanto era esse valor por semana e por mês, agora, tudo mudou e para melhor, pois os custos com os produtos da lavoura é fácil saber, mas as despesas com mão de obra, juros, combustíveis e as de casa, não sabíamos como estamos sabendo e acompanhando agora”, considera a esposa que, muitas vezes na safra 2006/07 levou o caderno na lavoura para não perder tempo e anotar os seus custos.

Grande lição – O cooperado Sidnei Silva diz que com o preenchimento do 1º caderno, o grande ensinamento foi saber exatamente onde investiu e o que gastou, bem como após a análise dos valores, avaliar e definir metas visando inclusive, reduções nas despesas. “Com a experiência do 1º caderno já comecei a anotar no 2º caderno os custos referente às lavouras de trigo, milho safrinha e aveia, e continuo anotando as despesas invisíveis. Quando temos controle sabemos a nossa realidade e podemos junto com a família projetar e investir no nosso futuro”.