O dia começa bem cedo no sítio do cooperado Lucas Stipp, de Manoel Ribas, na região Centro paranaense. Primeiro é a retirada do leite e os cuidados com a vacada. Depois, é a vez da granja de suínos. Em seguida, atenção para as lavouras da época. Novamente o manejo do gado para a segunda ordenha e para finalizar o dia mais uma visita aos suínos. A rotina da família é pesada e funciona como um relógio. Todos ajudam no cumprimento das tarefas e para que eles consigam fechar a meta do dia nada pode dar errado.
Como é possível imaginar, trabalho é o que não falta no dia-a-dia dos Stipp. Sistema que passou a funcionar no sítio depois que a família decidir diversificar a propriedade. Com o incremento de atividades como a bovinocultura leiteira e a suinocultura, além do melhor aproveitamento das áreas de lavoura, o cooperado aproveita melhor a mão-de-obra familiar e acaba se tornando mais competitivo no mercado. “Na pequena propriedade não tem jeito. O segredo é fazer render. Produzir sempre mais no mesmo espaço de terra”, ensina Lucas Stipp.
Dinheiro diário – Além do sítio de oito alqueires, onde mora, o cooperado possui outra área de 7 e arrenda mais 12. Como resultado do intenso trabalho, dividido com a esposa Helena e os três filhos: Willian, Elyne e Wilson, o produtor comemora a melhoria da rentabilidade. “Vale a pena no final do dia, da semana e do mês ver o resultado das atividades. Antes o dinheiro só entrava, no máximo, duas vezes por ano. Hoje ele aparece todos os dias, praticamente”, destaca.
Atividades – No sítio onde mora é que o cooperado concentra a maior parte das atividades. As áreas separadas do lote são usadas para o cultivo de milho, feijão e soja, no verão e no inverno, trigo, triticale e aveia para o pastoreio dos animais. O feijão é uma das culturas que mais plantamos. São quatro safras por ano”, comenta o produtor. Em média, segundo Stipp, a produtividade do feijão é de 80 sacas por alqueire, enquanto que a soja rendeu, na última safra, 160 sacas por alqueire.
Cinqüenta animais formam o plantel leiteiro no sítio de Stipp. Destes, 37 vacas estão em lactação, respondendo por uma produtividade média de 400 litros de leite por dia. E com a suinoculltura a família trabalha na cria, recria e engorda de leitões. Por ano, cerca de 800 animais são comercializados na granja.
Gerenciamento – “Todos os dias, quando chega à tardinha, não há como esconder o cansaço. Mas junto, também vem um sentimento de dever cumprido”, afirma o co-operado. Ele mesmo é o responsável pela administração dos negócios. Técnico agrícola formado e com um curso em agronegócios concluído recentemente, o produtor gerência as atividades com competência e bom-humor. “Nada acontece por acaso. É preciso muito trabalho e vontade de crescer para alcançar o sucesso. E aqui no sítio trabalhamos com este espírito, espelhados na grande parceria que temos com a Coamo, que sempre nos ensina o caminho para que possamos agregar mais conhecimento ao trabalho diário na propriedade”, valoriza.
O entreposto da Coamo em Ivaiporã (Vale do Ivaí, no Paraná), realizou, em parceria com a Bayer, um dia de campo sobre a cultura do café na comunidade de Jacutinga, que é a maior região produtora no município. Cerca de 60 agricultores participaram do evento, que tratou de repassar informações aos produtores sobre adubação e condução dos cafeeiros e também sobre as principais pragas e doenças da cultura. O dia de campo, segundo o agrônomo João Pazda Júnior, responsável técnico pela unidade da Coamo em Ivaiporã, contribuiu para o trabalho que a cooperativa vem desenvolvendo na região para aprimorar ainda mais o manejo e, consequentemente, a rentabilidade com a cultura do café.