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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 383 | Maio de 2009 | Campo Mourão - Paraná

História

“A Coamo é uma benção de Deus”

Uma parte da história do cooperado Antonio Sabino Guadagnin, de Luiziana, que esteve entre os pioneiros que fundaram a Coamo

Do alto dos seus 70 anos bem vividos, gozando de perfeita saúde e com visão da propriedade rural como um todo no processo de sustentabilidade no agronegócio, o cooperado Antonio Sabino Guadagnin, de Campina do Amoral, distrito de Luiziana (Centro-Oeste do Paraná), é um dos bons exemplos de agricultores cooperativistas que têm na assistência da sua cooperativa motivos de sobra para celebrar o uso das tecnologias e das boas colheitas a cada nova safra. Nascido em Selback, que em décadas anteriores pertencia a Carazinho, no Rio Grande do Sul, ‘seo’ Antonio é filho de agricultores e lembra que desde os cinco anos de idade já ajudava na roça. “Sou de uma família de 11 irmãos e praticamente todos vivem da agricultura com lavouras no Paraná, no Rio Grande do Sul e no Mato Grosso. Esse é o nosso exercício de cada dia, graças a Deus”, diz.

O INÍCIO DE TUDO – Antonio Sabino Guadagnin chegou à região com 26 anos. Portanto, há 44 anos. E até hoje tem suas terras e reside no mesmo local, na Fazenda Santo Antonio, onde atualmente cultiva uma área de mais de 200 alqueires junto com os filhos Gilberto e Gilberto, também cooperados, produzindo soja, milho, trigo e aveia. O cooperado lembra como era o panorama da região e como foi o início do trabalho na agricultura. “Primeiro foi o meu que veio para essa região, quando comprou 24 alqueires e me deu 12, então vim para cá acreditando que daria certo e deu. Cheguei com a minha esposa Elza e os meus três filhos – Gilberto com quatro anos e Gilmar com dois anos e meio e Egídio (já falecido) que tinha seis meses. Era puro mato, a gente morava num ranchinho de três metros de largura por oito metros de comprimento”, lembra. Segundo Guadagnin, as terras eram conhecidas como sendo de três esses, com muito sapé, saúva e samambaia e eram abertas na base da foice e do machado.

BENEFÍCIO – A experiência do cooperativismo a família Guadagnin herdou do pai que já tinha conhecimento de como funcionava o sistema no Rio Grande do Sul. “Quando começou o movimento para se fundar uma cooperativa na região fiquei muito feliz e deu muito certo. A Coamo desde o início foi e é uma benção de Deus para nós, pois tudo o que eu preciso eu encontro na cooperativa, E graças a Deus eu e a minha família vamos indo muito bem”.

INVESTIMENTO – Com mente aberta e usuário de tecnologias recomendadas pela assistência da Coamo, ‘seo’ Antonio Sabino sabe que é preciso cuidar e investir no solo para melhorar os nutrientes, a produção e a sustentabilidade a cada nova safra. “No início ouvia o ‘seo’ Trombini falar que tinha colhido 90 sacas de soja por alqueire e muita gente não acreditava. Há dois anos eu colhi 179 sacas de soja por alqueire em parte da área e fiz uma média de 170 sacas, sem contar que no milho já cheguei a 505 sacas por alqueire. Esses números são muitos bons, estou produzindo bem e quero melhorar ainda mais porque vejo que isso é possível”, comemora.

TECNOLOGIAS – Para o agrônomo Roberto Bueno Silva, do Detec de Campo Mourão, o planejamento e a visão da propriedade no ambiente produtivo rural, aliado a prática do cooperativismo e dos sistemas de rotação de cultura, plantio direto e fertilidade de solos, são motivos que geram a satisfação e o sucesso do cooperado na atividade agrícola. “As próximas safras já estão planejadas e o ‘seo’Antonio mora na propriedade e faz questão de acompanhar tudo o que acontece na atividade e acompanha a evolução usando tecnologias modernas e os resultados só podem ser muito bons”.

CINCO MINUTOS – Guadagnin não assinou a ata de fundação da Coamo em 28 de novembro de 1970, por questão de minutos. “Cheguei cinco minutinhos depois da assinatura da ata e por muito pouco não estou na história da Coamo sendo um dos 79 fundadores. Sou o número 83, mas me considero um fundador, sou um cooperado privilegiado por ter tido a oportunidade de me associar a uma cooperativa que dá orgulho e tem na administração uma diretoria séria, honesta e preocupada com os nossos interesses. Valeu a pena, se tivesse que fazer tudo de novo, eu faria com certeza”, conclui.