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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 383 | Maio de 2009 | Campo Mourão - Paraná

Safra de Inverno

Trigo ganha terreno

Cooperados investem na cultura, de olho nos resultados da adubação do sistema

Interessante não apenas do ponto de vista econômico, mas também para o sistema de produção, o trigo é uma das principais opções de inverno na área de ação da Coamo. Com a chegada das chuvas de maio, a semeadura do cereal, que estava ameaçada pela falta de umidade, avançou rapidamente e praticamente toda a área já foi plantada. Os cooperados da Coamo, no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, segundo dados do Detec da cooperativa, vão cobrir cerca de 300 mil hectares com o trigo, uma área 9% maior que a da safra de 2008.

Na propriedade do cooperado Francisco Paschoeto, de Campo Mourão (Centro-Oeste do Paraná), o cereal está ganhando espaço e neste ano vai cobrir grande parte da área de plantio do produtor. Ao todo, o cooperado vai semear 275 alqueires. Otimista e cuidadoso, Paschoeto não abre mão da parte tecnológica e acre-dita em um bom desenvolvimento da cultura, com a regularização do clima. “Eu plantava milho safrinha no inverno, mas já tive muitos problemas com geada. Safra de inverno para mim, de agora em diante, é trigo”, enfatiza. Diante da expectativa de clima favorável, o produtor acompanhou de perto a implantação da lavoura, conferindo cada detalhe do trabalho. “Esta é a hora do capricho. Um bom plantio é determinante para o resultado final da lavoura”, observa Paschoeto.

BEM INFORMADO – Sempre ligado com as informações acerca da atividade agrícola, o cooperado acompanha diariamente a previ-são climática e como sabia que o momento era favorável para chuva, iniciou seu plantio no pó, na esperança de que a chuva viesse logo. E ela veio logo após o plantio, para alegria de Paschoeto. Na avaliação do agrônomo Roberto Bueno Silva, do Detec da Coamo em Campo Mourão, o cooperado Francisco Paschoeto é um exemplo de agricultor a ser seguido. “O trabalho, aqui na propriedade, é conduzido profissionalmente, sempre focando os resultados”, lembra. Para Bueno, o sistema de produção adotado pelo cooperado, com o uso de tecnologia de ponta, é o mais adequado para se obter sucesso na atividade. “O esquema de produção favorece as culturas. No inverno, por exemplo, é feita uma rotação completa. Além do trigo, a aveia também entra no processo e é utilizada para formar palha e sustentar o sistema de plantio direto”.

Boas perspectivas também em Faxinal

Na região conhecida como Três Barras, no Núcleo Barracão, em Faxinal (Norte Paranaense), o cooperado Edson Pinto de Godói, já esqueceu as dificuldades recentes com a estiagem e está de olho no futuro, sem esquecer o presente. Ele também já plantou a sua lavoura de trigo. Nesta safra, o cereal ocupa 130 alqueires da sua propriedade.

Sempre com agenda e caneta ao alcance das mãos, e orientado pelo Detec da Coamo, Godói conduzida a fazenda como uma empresa. Atento às novidades, o produtor não abre mão de investir na sua atividade. “Procuro fazer tudo da melhor maneira possível, buscando resultado positivos; senão é fazer furo na água”, brinca Godói. Neste inverno, o cooperado espera alcançar uma produtividade média de 140 sacas de trigo por alqueire. “Já colhi esta média e se o clima contribuir vou chegar lá novamente”, adianta.

As notícias de que o clima será favorável ao desenvolvimento do trigo neste inverno animam Godói. E, com boa produção, o produtor torce para que o preço também corresponda e a lavoura possa render um bom lucro.

ESQUEMA DE PRODUÇÃO – A cultura do trigo se encaixa perfeitamente no esquema de produção da propriedade de Godói. Segundo ele, o trigo é uma excelente alternativa. “Além de ser bom economicamente, tecnicamente também é ótimo para o sistema”, analisa o cooperado.

O mesmo ponto de vista tem o agrônomo Roberto Shigueo Takeda, do Detec da Coamo em Faxinal. Ele lembra que ao cultivar o trigo com alta tecnologia a principal beneficiada é a soja, que no verão aproveita o adubo depositado no solo. “O clima tem sido o fator limitante nos resultados dos agricultores com a safra de trigo. No entanto, com o uso de alta tecnologia e possível produzir e ganhar mais com a cultura”, destaca Shigueo.