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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 383 | Maio de 2009 | Campo Mourão - Paraná

Tecnologia

Rotação é tema de encontro em Juranda

Técnica é orientada pela Coamo para a ampliação da produtividade das lavouras, mantendo a sustentabilidade do sistema de produção

A difusão de tecnologias para as culturas de verão, já visando o plantio da safra 2009/2010, foi tema de encontro realizado no dia 13 de maio, em Juranda, no Centro-Oeste paranaense. Promovido pelo entreposto local da Coamo, o evento registrou a presença de cooperados de toda a região e abordou assuntos como: rotação de culturas; plantio direto; fisiologia e nutrição de plantas, para obtenção de altas produtividades.

TÉCNICO E ECONÔMICO – O agrônomo Ércio Coldebella, encarregado técnico da unidade, diz que a proposta da discussão foi buscar soluções para a ampliação da produtividade das lavouras sem descuidar da sustentabilidade do sistema de produção. Ele cita como exemplo a pequena adesão regional do cultivo do milho no verão. “É bom lembrar que o milho, em rotação com a soja, ajuda a manter a estabilidade produtiva das duas culturas, que-brando ciclo de pragas e doenças e ajudando a manter o equilíbrio nutricional do solo”, explica Coldebella.

NUTRIÇÃO – José Laércio Favarin, professor doutor em Solos e Nutrição de Plantas, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP), em Piraci-caba, informa que é possível fazer uma boa rotação com o milho sem deixar de obter lucro. “É preciso ter informação local sobre o desenvolvimento da cultura naquele ambiente. Basta nutrir essa planta ao ponto dela responder em forma de produção. Potencial para produção o milho tem de sobra e nessa rotação com a soja ele faz um casamento perfeito. Se o clima ajudar, sem duvidas o custo se dilui, o lucro aumenta e o sistema de produção agradece”, esclarece o pesquisador.

MANEJO E CONSERVAÇÃO – Na análise de Júlio Franchini dos Santos, da área de Manejo e Conservação de Solo e Água da Embrapa Soja, em Londrina, a rotação de culturas tem um papel muito importante na manutenção da produtividade do sistema. “De forma geral o produtor tem dificuldade em adotar sistemas de rotação. São problemas de ordem econômica, disponibilidade de semente, entre outros. O produtor está habituado a trabalhar com soja e milho e isso acaba gerando uma resistência natural, em ele diversificar as suas culturas. Por isso mostramos alguns problemas que ele encontra ao longo do caminho quando não faz essa rotação correta, não só de área, mas também de culturas, como, por exemplo, a compactação de solo”, explica Franchini.

Treinamento técnico

Direcionado ao quadro técnico da Coamo, a Fazenda Experimental da cooperativa, em parceria com a Syngenta, realizou de 18 a 21 de maio, em quatro regiões, um treinamento que abordou as pragas que atacam a cultura da soja e as principais doenças causadas na pele por radiação solar, entre elas o câncer.

O entomologista da Fundação Instituto de Pesquisa das Cooperativas do Rio Grande do Sul (Fundacep), Mauro Tadeu Braga da Silva, disse que entre as pragas que mais causam estragos na lavoura de soja estão os percevejos, as lagartas e os ácaros. “Juntas, elas podem dizimar uma lavoura”, alerta. Para o pesquisador, o segredo é saber a hora certa de controlar. “Na maioria das vezes, em casos de danos por pagas, o produto é eficiente. No entanto, o agricultor não acertou o timing de aplicação. E isso pode causar perdas irreversíveis”, explica o pesquisador.

Ainda durante os encontros a médica Mônica Fernandes Ri-beiro, especialista em Dermatologia, fez uma exposição sobre as principais doenças de pele causadas por radiação solar, entre elas o câncer, e posicionou os técnicos sobre as formas de prevenção. “Para o caso do trabalho no campo, onde o contato com o sol é muito grande, o mais indicado é se proteger, sempre. Usar filtro solar com fator de proteção acima de 30 e procurar um médico a qualquer sinal de manchas e feridas suspeitas na pele”, destaca.