| Agromercado |
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Milho e algodão: Mercado oferece preços atrativos Queda na produção interna garante boa liquidez aos dois produtos Pode parecer fácil, mas não é. Definitivamente, a comercialização da produção é um dos momentos mais difíceis para o agricultor. Todos os anos a situação é a mesma: como saber o momento exato de comercializar a safra? A dica para enfrentar essa importante fase do processo de produção é planejamento e bom senso. Tomar a decisão correta e na hora certa pode ser a salvação da lavoura, garantindo boa rentabilidade e fôlego para as próximas safras. Para quem plantou milho ou algodão nesta safra a notícia é boa. Já no início da comercialização, os dois produtos estão com preços atrativos no mercado. A boa liquidez, esperada também para o segundo semestre, é motivada pela queda na produção interna, conforme explica o superintendente Comercial da Coamo, Roberto Petrauskas. O milho, segundo ele, deve reduzir a produção de 43 milhões de toneladas, na safra passada, para 30 milhões de toneladas neste verão, já considerando a safrinha, que responderá por 8,5 milhões de toneladas. Em contrapartida, o consumo interno aumentou em torno de 1,2 milhão de toneladas, motivando a reação do mercado. "Diante desses fatores, o preço do primeiro semestre já está sendo considerado atrativo para o agricultor iniciar o seu processo de venda", esclarece. Lembrando que no ano passado, neste mesmo período, os preços de comercialização estavam na faixa de R$ 7,50 a R$ 7,80. O nível de preços de hoje é relativamente bom: na faixa de R$ 11,10. Na opinião de Petrauskas, uma boa maneira de verificar se realmente o preço do milho é bom para o momento é comparar com o valor da saca de soja no mercado. "A proporção já baixou de 2 para 1, ou seja, duas sacas de milho para cada saca de soja. Hoje essa proporção já é de 1,7 sacas de milho por 1 de soja", contabiliza. "Continuando essa situação climática no Paraná, a produção do cereal pode ser afetada ainda mais. Isso pode refletir também na formação dos preços para o segundo semestre", completa. Sorgo - Um outro fator considerável, no caso de uma redução ainda maior na produção interna de milho, é a utilização de produtos alternativos que podem substituir o milho na ração animal. É o caso do sorgo, cuja produção brasileira é volumosa para esta safra. Isso, segundo Petrauskas, pode inibir um pouco o deslanchar do preço do milho no segundo semestre.
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Análises do Mercado Agrícola Comercialização Coamo - 15/02/200
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