| Opinião |
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Editorial: Engenheiro agrônomo José Aroldo Gallassini, diretor presidente da Coamo
O Encontro de Cooperados na fazenda experimental foi novamente um sucesso. Foi um excelente dia de campo e de trabalho, constituindo-se em oportunidade única para que os nossos cooperados tivessem contato direto com os mais renomados pesquisadores de importantes instituições de pesquisa como Embrapa, Iapar e Coodetec, Universidade Federal do Paraná e Universidade Estadual de Maringá, a quem agradecemos publicamente pela participação ativa e imprescindível, valorizando sobremaneira o nosso evento tecnológico. Além de disponibilizar o acesso, conhecimento e aproveitamento das novas tecnologias, o encontro na fazenda experimental é importantíssimo na medida em que é promovida a padronização e a uniformização das informações repassadas pela pesquisa aos produtores. Assim, os cooperados da Coamo são privilegiados por contarem com este importante benefício e uma orientação totalmente voltada para o aumento da produtividade e qualidade de vida através de uma assistência técnica diferenciada, consistente e produtiva. Uma assistência que repassa o que há de melhor para o gerenciamento da propriedade e o êxito na atividade. Realizamos no dia 8 de março a assembléia geral da Credicoamo, a nossa cooperativa de crédito rural. Os números do balanço confirmam que 2001 foi novamente um ano de bons resultados para orgulho dos nossos cooperados. A Credicoamo movimentou volumes financeiros da ordem de R$ 124 milhões e contabilizou sobras de R$ 5 milhões, com distribuição significativa para o contentamento do quadro social. Uma devolução de parte dos resultados, que diferencia a Credicoamo de outras empresas mercantis e instituições financeiras. Estamos colhendo a safra de verão 2001/2002, uma safra que teve ciclos normais até a chegada da colheita. Colheita esta que vem sendo prejudicada em algumas regiões pela longa estiagem, que pode ocasionar reduções de produtividades nas lavouras de verão. Esperamos que os problemas sejam resolvidos e que na média geral tenhamos bons resultados na colheita dos frutos do nosso trabalho. A comercialização da safra é uma das dificuldades que enfrentamos neste momento de colheita. O milho é um produto basicamente do mercado interno e o retardamento do plantio da safrinha pode provocar um desabastecimento no mercado. O ideal é que tivéssemos uma produção em torno de 36 milhões de toneladas, considerando a safra normal e a safrinha. No tocante a soja, estamos verificando a queda dos preços na medida em que se aproxima a colheita. O dólar que é fator determinante de formação de preços da cultura chegou no ano passado valendo R$ 3,00 e atualmente, registra valor em torno de R$ 2,34. Isto está fazendo com que os preços estejam mais baixos, na faixa dos R$ 19,00 a R$ 20,00 a saca, resultado da baixa cotação do dólar e da bolsa. Esperamos que esta tendência de baixa do dólar seja alterada, que haja reação nos preços a exemplo do que ocorreu no segundo semestre de 2001 para que tenhamos um ano com boa comercialização e como conseqüência, produtores mais capitalizados e satisfeitos com os resultados da safra.
Após a safra de verão e do milho safrinha, os produtores passam a dar especial atenção para o plantio do trigo. Estamos observando um grande interesse por parte do governo no incentivo ao plantio deste cereal num país que consome cerca de 10 milhões de toneladas por ano e que produz cerca de 30% da necessidade brasileira. Já dissemos em outras oportunidades que o Brasil tem condições de ser auto-suficiente em trigo, mas, para que isto seja realidade, precisamos do apoio do governo já que o produtor não pode assumir sozinho todos os riscos da cultura. Temos reivindicado a criação de um seguro rural com participação do governo subsidiando parte do prêmio até que o seguro rural seja estruturado. |
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