Pecuária
Suinocultura:
Coamo define metas para 2002


De olho no mercado industrial, cooperativa busca evolução em extensividade e na qualidade da produção
Até o final de 2003, meta é alojar 12 mil matrizes no projeto, com certa de 160 mil suínos terminados
Acompanhando as inovações que envolvem a suinocultura brasileira e o próprio mercado mundial, a Coamo tem investido pesado nos últimos anos neste segmento. E o resultado não poderia ser melhor. A iniciativa da cooperativa tem gerado um avanço significativo ao Projeto de Suinocultura, com crescimento vertical.

De olho no mercado industrial, 

a Coamo busca a evolução do projeto, seja em extensividade e principalmente na qualidade da produção. No ano passado, a cooperativa implantou a criação industrial, incentivando os integrados a produzirem leitões mais pesados. A resposta do mercado foi rápida e com a qualidade na produção. A Coamo, inclusive, assegurou uma fatia do exigente mercado internacional.
"A suinocultura é uma alternativa que tem enchido os olhos dos nossos cooperados", conta o médico veterinário Rogério Paulo Tovo, responsável técnico pelo projeto. Ele revela que hoje, entre matrizes, leitões e suínos terminados, o projeto abriga 70 mil animais. "São 180 cooperados integrados, entre iniciadores e terminadores, em 29 municípios da nossa área de ação". Segundo Tovo, até o final de 2003, a meta é alojar 12 mil matrizes, com
Tovo: novidades do projeto envolvem melhorias na genética, nutrição e manejo dos animais
cerca de 160 mil suínos terminados.

O que vem por aí - Para 2002, a cooperativa já definiu novos investimentos, buscando resultados ainda melhores ao projeto. Entre as novidades estão programas de genética, nutrição e manejo dos animais. A Granja Coamo passará de Unidade Produtora de Leitões para Unidade Multiplicadora de reprodutores. E a fábrica de rações será ampliada, passando de 2,5 toneladas por hora para 10 toneladas por hora.


O peso da pastagem
Com pastagem de qualidade, animais ganham mais peso
Já se foi o tempo em que o pecuarista observava apenas a qualidade genética dos animais na busca por melhores resultados com a atividade. Atualmente, o criador leva em conta uma série fatores, que aliados à genética, têm propiciado um crescimento vertical e ganhos mais expressivos. Na pecuária de corte, por exemplo, a  alimentação e a sanidade dos
animais segue um calendário eficaz, o que ajuda a garantir um manejo eficiente e rentável.

Na Fazenda Valadão, em Engenheiro Beltrão, a Coamo desenvolveu um experimento com um lote de dezessete animais machos, a maioria filhos de cruzamento industrial, com idade média de 2 anos e 3 meses. O objetivo do trabalho foi avaliar o ganho de peso individual dos bovinos em subpastejo e, com isso, a precocidade do lote.

O médico veterinário Sandro Colaço Vaz, do Detec da Coamo, revela que os animais foram reservados em um piquete único de 10 alqueires. A pastagem utilizada foi a Panicum maximum (colonião). "O detalhe foi a declividade do terreno, que intriga o pecuarista no ponto de vista de resultados", acentua. Segundo Vaz, os animais ficaram confinados por três meses, com toda a assistência sanitária. Eles também receberam, além da pastagem, sal mineralizado energético comercial.

Como resultado, a experiência agradou. O ganho de peso médio diária de todo o lote foi de 1,142 quilos. "A nossa conclusão é que mesmo em terrenos acidentados, quando a pastagem é de qualidade e em abundância, com animais de alto potencial genético, o ganho de peso é alto", completa o veterinário da Coamo.