Safra:
Alta tecnologia permite salto na produtividade
Cooperados comemoram bons resultados com sucessão de práticas que agregam valor à exploração agrícola
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Donasollo,
com o agrônomo Orso (esquerda): atenção dobrada ao
controle de doenças de final de ciclo
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Ferri, com o
agrônomo Bueno (esquerda): construindo os resultados ao
longo dos anos
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| Polvani com
Beline, o gerente da Coamo em Bragantina: aposta no
resultado eficiente |
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Enquanto o agricultor ainda comemora os bons resultados conquistados na última colheita, sobretudo no momento de comercializar a produção, a nova safra chega indicando volumes expressivos na produtividade. Não é a toa que o sorriso está estampado no semblante do produtor rural, acostumado a dificuldades. Este verão promete ser um dos melhores, sobretudo em volume de colheita. E os agricultores já comemoram.
Mas os bons resultados alcançados a campo pelos agricultores não são frutos do acaso. Eles foram construídos ao longo dos anos, com planejamento e utilização das mais modernas tecnologias de cultivo. "O produtor está mais consciente de que é preciso analisar o plantio sob o ponto de vista de resultados", revela o engenheiro agrônomo Roberto Bueno da Silva, do Detec da Coamo em Campo Mourão. Ele alerta que não se deve olhar apenas para o preço do produto. "É bom manter uma estreita relação entre o cultivo técnico e a comercialização da safra, para ganhar mais na performance da lavoura e na rentabilidade da produção".
Para o associado Moacir Ferri, de |
Luziana, o uso da tecnologia preconizada pela assistência técnica
da cooperativa tem influenciado na resposta da lavoura.
Ele espera fechar esta safra com resultado entre 5% a 10% superior ao
conquistado no ano passado. "A meta é alcançar uma média de
145 sacas de soja por alqueire", revela. Mas ele afirma que
pretende ir mais além. "Estamos trabalhando para chegar a uma
produtividade média, na soja, de 170 sacas por alqueire".
A diferença no resultado, na opinião de Ferri, está na sucessão de práticas que agregam valor à qualidade do solo, como o plantio direto, o equilíbrio da fertilidade e a rotação de culturas, sem descontar o potencial das cultivares. "Como empresários rurais, temos que visar produtividade e lucratividade", lembra o cooperado Alberto Donassolo, de Toledo. Ele diz que o caminho dos resultados estáveis é longo e que exige dedicação do produtor rural. "Não há como desanimar, uma vez que o nosso sucesso depende do nível de tecnologia empregado na condução das lavouras", ressalta.
Neste ano, Donassolo está colhendo 6% a mais de soja do que a média da safra passada. A produtividade média do cooperado é 160 sacas por alqueire. "Utilizei mais adubo no plantio e não descuidei do controle das doenças de final de ciclo", conta. Satisfeito com os resultados, ele revela que o investimento em tecnologia compensa para o agricultor. "É possível alcançar o dobro de retorno, em relação ao investimento, dependendo do nível de produtividade da lavoura", completa Mauro Bruno Orso, engenheiro agrônomo do Detec da Coamo em Toledo.
Manejo químico - No caso do cooperado Antonio Cosme Polvani, de Bragantina, o manejo químico também fez a diferença no resultado final da lavoura de soja. Ele cultiva a propriedade em parceria com o filho Fabrício e os sobrinhos José e Pedro. A produtividade média nesta safra deve ficar em 150 sacas por alqueire. "Poderia até ser melhor, não fosse a decisão de plantar parte da área mais cedo", lembra o cooperado.
Com um bom controle preventivo para doenças de final de ciclo, Polvani garantiu resultados vantajosos. Comparando com lavouras que receberam a mesma tecnologia que a dele - menos o manejo químico, a diferença chegou a 30 sacas por alqueire. "Estamos colhendo mais porque prestamos atenção nos detalhes. E eles fazem uma grande diferença", comemora, completando que de acordo com as experiências anteriores, nos talhões onde não há investimentos o resultado chega a ser até 10% menor. "Hoje deixo as lavouras testemunhas para os vizinhos. Não faço mais testes. Aposto tudo no resultado eficiente".
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