Agromercado
Coamo entre as maiores exportadoras do Sul

Líder no segmento "Cooperativas" Coamo tem excelente performance no ranking da exportação brasileira

Em 2001, a região Sul tirou o Brasil do vermelho. No ano passado, voltou a brilhar entre as regiões brasileiras, garantindo 50% de todo o saldo na balança comercial do país. No Sul do Brasil, 29 companhias atingiram patamar superior a US$ 100 milhões de dólares na exportação de seus produtos para diversos mercados nos cinco continentes. 

Estes números da Secretaria de Desenvolvimento e Comércio Exterior (Secex) fazem parte do ranking que está sendo publicado pela revista Expressão - Anuário Exportação, da Editora Expressão, apresentando a relação das 200 maiores exportadoras do Sul do Brasil. O ranking contempla 15 setores da economia sulista, destacando segmentos como Cooperativas, Alimentos, Autopeças, Calçados, Cerâmica, Metalurgia, Papel e Celulose, Petroquímica, entre outros, que colocam a região Sul entre as de maior importância na cadeia produtiva brasileira.

Segundo a edição especial da revista, a Coamo ocupa a liderança no segmento "Cooperativas" e a 6ª posição entre as maiores exportadoras da região Sul do Brasil. No Paraná, a Coamo está na 2ª colocação (a Volskwagem é a primeira exportadora do Estado e da região Sul, com US$ 685,9 milhões em 2002). A soja foi o grande negócio para a liderança da Coamo nas exportações entre as cooperativas do Sul.

Em 2002, a Coamo registrou um crescimento de 15,9% nas exportações, registrando um faturamento de US$ 315,41 milhões, embarcando 1,86 milhão de produtos em 252 navios no seu terminal portuário em Paranaguá. As principais destinações das exportações da maior cooperativa agropecuária brasileira foram para Europa com 54,9%, Ásia com 36,3% e África com 8,6%. 

"Creditamos o aumento das exportações não só a desvalorização do real, mas também a qualidade dos grãos. Fazemos a rastreabilidade dos grãos desde as entidades de pesquisa, onde são produzidas as sementes, até o porto de entrega no país comprador. Assim podemos garantir a qualidade dos nossos produtos", afirma o diretor presidente da Coamo, engenheiro agrônomo José Aroldo Gallassini.

Novos Empregos - O governo estima que se as exportações crescerem 10% irão gerar 400 mil novos empregos em 2003. A meta, segundo o ministro Luiz Fernando Furlan, do Desenvolvimento e Comércio Exterior, é atingir US$ 66 bilhões de dólares até dezembro. Metade do saldo brasileiro de cerca de US$ 14 bilhões veio das empresas sulistas e o peso cada vez maior das exportações vem mudando a economia e a rotina das companhias da região.

No ranking da Secex, entre os estados do Sul, o Rio Grande do Sul lidera as exportações sulistas com volume de US$ 6.347,45 milhões de dólares em 2002, com crescimento de 0,47%. O Paraná é o segundo colocado, mas aparece em primeiro no percentual de crescimento. Registrou receitas de US$ 5.700,20 e um índice de crescimento de 7,20%. Santa Catarina aparece em terceiro lugar com US$ 3.157,07 e crescimento de 4,25%.

A entrega do prêmio "Maiores Exportadores do Sul" acontecerá em abril, durante solenidade especial na sede da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina, em Florianópolis. O evento reunirá importantes autoridades, como o ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan.



Análises do Mercado Agrícola
Comercialização Coamo - 18/03/03

Soja
Com o produtor na defensiva, ou seja, vendendo o mínimo necessário, o mercado continua pressionado sem ofertas e fazendo com que o preço ganhe sustentação. Até o momento a questão guerra não influenciou no mercado.

Milho
Mercado totalmente parado, sem grandes compradores, vivendo de pequenos lotes. Em contrapartida, o produtor também não demonstra pressa para a venda, praticando a comercialização em pequenas quantidades e com isso apesar da grande produtividade, o mercado encontra sustentação.

Café
Os preços do café recuaram bastante nos últimos 30 dias em função da elevação dos estoques nos países consumidores e conseqüente reversão de posições compradas pelos fundos. A queda do dólar também tem influenciado negativamente nos preços. O sentimento do mercado também mudou com os comentários de agentes do mercado sobre a recuperação da próxima safra brasileira, que estava estimada em menos de 30 milhões de sacas e agora já é vista em patamares superiores a 35 milhões. Mais uma vez, o inverno pela frente poderá trazer algum alívio para os preços. A possibilidade de leilões de opção pelo governo e a inclusão do café na PGPM (Política de Garantia do Preço Mínimo) também pode ajudar os produtores, que já vêm mantendo a política de não vender nas baixas de mercado.

Trigo
O Mercado interno continua em ritmo lento, porém com os preços bastante estáveis, face às cotações do trigo argentino (principal fornecedor de trigo importado para o Brasil) e à cotação da moeda americana, que ao manter alto o custo do trigo importado dá sustentação para o produto nacional. Há dificuldade por parte das indústrias de moagem no consumo do trigo nacional em função da baixa qualidade obtida na última safra, a qual apesar de sofrer muito com a estiagem durante o desenvolvimento da planta, foi drasticamente prejudicada pela geada na fase de maturação e chuvas na colheita, conforme observou-se na maior parte da área cultivada com trigo no Estado do Paraná. A qualidade industrial do trigo argentino por sua vez a cada ano vem caindo significativamente, o que sem dúvidas deixará o Brasil altamente dependente de trigos de boa qualidade industrial para panificação (trigo com glúten forte), portanto o produto de baixa qualidade industrial para panificação (com glúten médio/fraco) terá sua comercialização cada vez mais difícil, face ao crescente volume que, a cada ano, vem sendo ofertado às indústrias. No cenário internacional as cotações para o produto continuam firmes, dada a pouca disponibilidade de trigo panificável ofertados principalmente pelos exportadores canadenses, americanos e australianos.

Algodão
O mercado continua firme e ascendente, tanto no mercado interno como no mercado internacional, não só pelo pequeno volume ofertado no mercado interno, mas principalmente pela recuperação das cotações do produto no mercado internacional, que por sua vez deverá apresentar uma safra inferior ao consumo mundial, o que continuará dando sustentação para os atuais preços praticados. No mercado interno quanto aos volumes já exportados para embarques na próxima safra ultrapassam a casa das 150 mil toneladas, o que por si só já mostra que o país deverá importar algodão para atender a demanda. Ressaltamos que a desvalorização do real frente à moeda americana é o principal fator que tem contribuído de forma significativa para este cenário e a manter este quadro as perspectivas de comercialização desta safra que já se iniciou no Estado do Paraná são muito boas, estando o mercado de forma geral muito otimista quanto a isto.

 

Indicadores Econômicos

VARIAÇÕES Set/02   Out/02 Nov/02 Dez/02 Jan/03 Fev/03 ACUMULADO ACUMULADO
  PERÍODO 12 MESES
IGP/M (% AO MÊS) 2,40% 3,87% 5,19% 0,38% 2,33% 2,28% 21,49% 30,60%
TR (% AO MÊS) 0,20% 0,28% 0,26% 0,36% 0,41% 0,38% 1,90% 3,23%
DÓLAR
COMERCIAL
(% AO MÊS)
28,88% -6,42% -0,23% -0,21% -0,21% 1,06% 17,90% 51,75%
TJLP (% AO MÊS) 10,00% 10,00% 10,00% 10,00% 11,00% 11,00%    
SOJA 29,41% 15,38% 5,95% 5,81% 10,26% 10,13% 103,27% 289,36%
MILHO 21,43% 29,41% 3,14% 13,51 13,51% 16,67% 143,65% 207,57%
ALGODÃO (TIPO 6) 16,00% 0,00% 6,90% 8,57% 8,57% 6,04% 61,19% 93,42%
TRIGO (PH 78) 40,74% 5,14% 22,81% 0,00% 0,00% 1,75% 84,92% 193,69%
 

Poder de Troca mês a mês

MÁQUINAS/INSUMOS X PRODUTOS UNID. Set/02 Out/02 Nov/02 Dez/02 Jan/03 Fev/03

MÉDIA DO PERÍODO

MÉDIA ULT. 12 MESES

 

TRATOR JOHN DEERE 6-300 - 120 HP

SOJA sacas 2.692 2.976 2.520 2.667 3.049 3.133 2.826 3.275
MILHO sacas 6.774 6.410 4.812 5.975 6.329 6.667 6.271 6.822
ALGODÃO (TIPO 6) arrobas 7.778 8.621 7.267 7.152 6.849 6.933 7.714 8.154
TRIGO (PH 78) sacas 3.231 3.497 3.433 4.140 4.386 4.522 3.781 4.188
 

COLHEITADEIRA NEW HOLLAND TC 57 (completa)

SOJA sacas 5.103 5.238 5.272 4.972 5.610 5.783 5.333 6.678
MILHO sacas 12.839 11.282 10.066 11.139 11.646 12.308 11.815 13.860
ALGODÃO (TIPO 6) arrobas 14.741 15.172 15.200 13.333 12.603 12.800 14.571 16.600
TRIGO (PH 78) sacas 6.123 6.154 7.181 7.719 8.070 8.348 7.141 8.525
 

PLANTADEIRA PSE 8 2S (COM CÂMBIO)

SOJA sacas 836 776 753 736 795 785 815 1.108
MILHO sacas 2.102 1.671 1.439 1.650 1.650 1.671 1.817 2.229
ALGODÃO (TIPO 6) arrobas 2.414 2.247 2.190 1.975 1.786 1.738 2.237 2.744
TRIGO (PH 78) sacas 1.003 912 1.035 1.143 1.143 1.133 1.090 1.410
 

PULVERIZADOR COLUMBIA MAXTER FLOW

SOJA sacas 567 539 524 547 596 609 572 743
MILHO sacas 1.427 1.162 1.000 1.226 1.236 1.297 1.272 1.541
ALGODÃO (TIPO 6) arrobas 1.639 1.562 1.510 1.467 1.338 1.349 1.563 1.844
TRIGO (PH 78) sacas 681 634 713 849 857 879 766 948
 

CALCÁRIO

SOJA sacas 1 1 1 1 1 1 1 1
MILHO sacas 2 2 1 2 2 2 2 2
ALGODÃO (TIPO 6) arrobas 2 2 2 2 2 2 2 3
TRIGO (PH 78) sacas 1 1 1 1 2 2 1 1
Para cálculo da paridade de produtos X máquinas e insumos foram utilizados os preços praticados no último dia do mês.