Agromercado     



Presidente da Bolsa de Chicago visita Coamo

Americanos vieram conhecer potencial produtivo da agricultura brasileira


A Coamo recebeu no dia 16 de fevereiro a visita do presidente da Bolsa de Chicago (Chicago Board Of Trade – Cbot), Charles Carey, que esteve acompanhado de diretores e operadores de mercado. A comitiva veio ao Brasil com o objetivo de conhecer o potencial produtivo nacional. A Coamo foi uma das empresas brasileiras escolhidas pelo grupo para visitação.

Com sede em Chicago, no centro-oeste dos Estados Unidos, a Cbot negocia milhares de contratos diariamente e serve de referência na formação de preços das principais commodities e no caso da soja brasileira, é um fator decisivo para a cotação.

Para o presidente da Coamo, Dr. Aroldo Gallassini, a visita foi um acontecimento histórico não só para a Coamo mas também para o agronegócio brasileiro. “Nunca sonhamos que um dia poderíamos ter esta oportunidade de receber uma visita tão importante como a do presidente da Bolsa de Chicago”, explica. A Coamo tem um grande número de operações na Bolsa de Chicago e a visita dos americanos confirma o avanço e a importância do Brasil no cenário internacional, figurando entre os principais países produtores de soja no mundo.

A Bolsa de Chicago está estudando, em parceria com a Bolsa de Mercadorias de São Paulo, a possibilidade de criação de uma extensão de suas atividades no Brasil visando a prática de operações de empresas e até de produtores, de forma organizada em coberturas na bolsa. “Isto seria muito bom. Uma excelente oportunidade para melhoria das operações dos nossos negócios na bolsa, fato este que já é comum para os produtores americanos. Com a extensão da Cbot no Brasil poderemos ter uma bolsa forte, sem riscos e sem manipulação de valores”, afirmou Gallassini.

Agroanálises

SOJA
Com a quebra na safra da América do Sul e o produtor vendendo em doses homeopáticas, o mercado fica com pouquíssimas ofertas, fazendo o preço reagir de imediato. O relatório do USDA (10/03) não trouxe boas novidades, reduzindo a safra brasileira em apenas 1,5 milhões de toneladas, ou seja, de 61,0 para 59,5 milhões de toneladas. E mesmo assim, contra-balanceou com a redução no esmagamento, o que deixou o estoque final inalterado. Prevalecendo a matemática da compensação, o que no primeiro momento é ruim, acreditando que ninguém concorda com este número. Agora, por enquanto, é difícil percentualizar a quebra. Mas ela existe e o USDA, nos próximos relatórios, deve chegar mais próximo da nossa realidade.

MILHO
Em função da forte estiagem, compradores procuram adquirir lotes e, por outro lado, as ofertas estão restritas. Sendo assim, o mercado interno ganha força e isto deverá permanecer até que normalize as chuvas, até para se ter uma dimensão das quebras. No momento, a parte ruim dos preços aparenta ter passado, mas com a volta das chuvas as ofertas podem aumentar e com isso retrair o comprador momentaneamente. Ou seja, o preço depende de como a safrinha vai se desenvolver e do maior interesse pelo comprador do mercado externo que no momento está praticamente parado.

ALGODÃO
As sucessivas quedas registradas nas cotações do produto no mercado internacional, deprimiu significativamente o ritmo das exportações brasileiras desde o início do ano, o que certamente deverá colaborar para um aumento na quantidade do produto a ser ofertado neste ano-safra para o mercado interno. Neste momento as cotações para o mercado interno seguem bastante estáveis, com certa preocupação em relação à estiagem que castiga o algodão do Paraná e o excesso de chuvas o algodão do Centro-Oeste, o que deverá reduzir a produção destas regiões, porém não se tem uma avaliação do impacto que isto representará sobre a safra brasileira, tornando incerta a tendência do mercado para os próximos meses.

TRIGO
O mercado internacional vem apresentando ao longo das últimas semanas um quadro de estabilidade, após um período de sucessivas altas, altas estas que não repercutiram no mercado interno face à grande pressão de venda exercida pelos produtores e comerciantes paranaenses, principalmente no mês de fevereiro, onde houveram significativos volumes ofertados a preços baixos, com a finalidade de desocupar os armazéns para fins de se armazenar a safra de milho e soja que estão por ser colhida, isto deprimiu o mercado que esperava uma recuperação nos preços já a partir de fevereiro, desta forma acredita-se em uma melhora nas cotações do produto no mercado interno entre final do mês de março e início de abril e de forma mais expressiva a partir de maio, quando entrará em vigor para produtos importados a nova lei da PIS/COFINS, a qual tornará o produto importado 9,25% mais caro em relação ao produto nacional, abrindo caminho para uma melhor valorização do trigo nacional com qualidade equivalente.


CAFÉ
O fato dos volumes exportados pelo Brasil e alguns pequenos exportadores da América Central terem diminuído deram suporte aos preços. No entanto, o Vietnam tem sido agressivo nas vendas e os estoques certificados na bolsa têm aumentado diariamente. Considerando-se também o fato de que o clima no Brasil tem sido favorável às condições da lavoura, o mercado acaba por ficar acorrentado a uma faixa de preços, entre R$2,70 e R$3,00/Kg renda. Na ausência de fatos novos, deve-se aproveitar os momentos de alta para vender.



Indicadores Econômicos 


VARIAÇÕES out/03 nov/03 dez/03 jan/04 fev/04 Acumulado
Período
Acumulado
12 meses
IGPM (% AO MÊS) 0,38% 0,49% 0,61% 0,88% 0,69% 4,30% 5,49%
TR (% AO MÊS) 0,18% 0,19% 0,13% 0,46% 0,18% 1,04% 3,51%
DÓLAR COMERCIAL (% AO MÊS) -2,30% 3,26% -2,04% 1,79% -0,92% -1,78% -18,23%
TJLP (% AO MÊS) 11,00% 11,00% 11,00% 10,00% 10,00%    
SOJA 16,54% 8,53% 3,57% 1,90% 5,95% 64,89% 174,34%
MILHO 7,69% 9,63% 2,07% 1,90% 0,00% 29,47% 121,75%
ALGODÃO (TIPO 6) 0,00% 5,71% 0,00% 1,90% 0,00% 5,71% 49,75%
TRIGO (PH 78) 0,00% 0,00% 0,00% 1,90% 0,00% 0,00% 18,04%


Poder de Troca mês a mês


MÁQUINAS/INSUMOS X PRODUTOS set/03 out/03 nov/03 dez/03 jan/04 fev/04 MÉDIA
DO
PERÍODO

MÉDIA ULT.
12 MESES

TRATOR NEW HOLLAND TM-135 - 125 CV (COMPLETO)
SOJA 4.247 3.478 3.409 3.481
3.930 3.815
3.727
4.085
MILHO 11.355 10.963 10.601 10.157
11.545 11.379
11.000
10.736
ALGODÃO (TIPO 6) 9.394 8.970 8.824 8.043
8.166 6.875
8.379
8.502
TRIGO (PH 78) 5.849 6.167 6.250 6.200
6.975 7.857
6.550
5.973
COLHEITADEIRA NEW HOLLAND TC 57 (completa)
SOJA 8.219 7.004 7.273 7.070
7.641 7.283
7.415
7.968
MILHO 21.978 22.074 22.615 20.631
22.448 21.724
21.912
21.004
ALGODÃO (TIPO 6) 18.182 18.061 18.824 16.338
15.878 13.125
16.734
16.645
TRIGO (PH 78) 11.321 12.417 13.333 12.594
13.563 15.000
13.038
11.694
PLANTADEIRA PSE 8 2S (COM CÂMBIO)
SOJA 1.044 896 866 985
989 988
962
1.043
MILHO 2.793 2.824 2.694 2.875
2.905 2.948
2.840
2.743
ALGODÃO (TIPO 6) 2.310 2.310 2.242 2.277
2.055 1.781
2.163
2.173
TRIGO (PH 78) 1.438 1.588 1.588 1.755
1.755 2.036
1.694
1.530
PULVERIZADOR COLUMBIA MAXTER FLOW
SOJA 813 697 674 630
632 670
686
750
MILHO 2.173 2.197 2.096 1.839
1.789 1.999
2.016
1.969
ALGODÃO (TIPO 6) 1.798 1.798 1.745 1.456
1.314 1.208
1.553
1.569
TRIGO (PH 78) 1.119 1.236 1.236 1.123
1.123 1.380
1.203
1.097
CALCÁRIO
SOJA 1 1 1 1 1 1 1 1
MILHO 3 3 3 3 4 4 3 3
ALGODÃO (TIPO 6) 3 3 3 3 3 2 3 3
TRIGO (PH 78) 2 2 2 2 2 2 2 2
Para cálculo da paridade de produtos X máquinas e insumos foram utilizados os preços praticados no último dia do mês.

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