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Coamo cresceu 45,4% em 2003
Cooperativa fechou o ano com receitas globais de R$ 3,3 bilhões.
Assembléia reelegeu o Dr. Aroldo e aprovou sucesso
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O
ano começou muito bem para os cooperados da Coamo. Na boca
da colheita de uma nova safra, eles não poderiam estar mais
eufóricos. É que a cooperativa anunciou um novo recorde
no faturamento, atingindo em 2003 receitas globais de R$ 3,3 bilhões.
Os números do balanço da Coamo foram apresentados
aos cooperados durante a 34ª Assembléia Geral Ordinária
da cooperativa, realizada no dia 20 de fevereiro, em Campo Mourão.
O volume faturado pela Coamo em 2003 representa um crescimento de
45,4% em relação ao ano de 2002. Na assembléia,
os cooperados também reelegeram o engenheiro agrônomo
José Aroldo Gallassini para a presidência da Coamo
por mais quatro anos.
Com o resultado recorde, as sobras líquidas também
cresceram. Elas foram 46,3% superiores ao do ano de 2002, atingindo
o montante de R$ 249 milhões. As sobras foram distribuídas
aos cooperados a partir do dia 26 de fevereiro, na proporção
da movimentação de cada um na cooperativa durante
o exercício de 2003.
O Ativo
Total da cooperativa subiu 41,1%, chegando a R$ 1,82 bilhão.
A Coamo encerrou o ano com um Patrimônio Líquido de
R$ 782,10 milhões, representando um crescimento de 32,7%
em relação ao ano de 2002. Os principais índices
foram: liquidez corrente 1,70, liquidez geral 1,50, margem de garantia
183,3%.
“Além da excelente safra, fatores como a desvalorização
do real, conjugada com a elevação dos preços
internacionais das principais commodities agrícolas, em decorrência
de fatores climáticos e da redução dos estoques
mundiais, propiciaram aos agricultores continuarem a receber os
melhores preços na comercialização da sua produção
em 2003”, lembrou o diretor presidente da Coamo, engenheiro
agrônomo José Aroldo Gallassini. “A associação
de melhores preços com um ano agrícola de maior produtividade
e produção, tanto para a safra de verão como
para a safra de inverno, fez com que o agronegócio fosse
decisivo para o saldo positivo da balança comercial do país,
uma vez que o superávit do setor foi de US$ 25,85 bilhões”,
acrescentou.
Crescimento – Considerada a maior cooperativa singular da
América Latina, com 18 mil associados, atuando em 50 municípios
do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, a Coamo movimenta
3,5% de toda a produção brasileira de grãos
e fibras e 14,5% da safra agrícola paranaense. Nestes 33
anos, a cooperativa investiu pesado na industrialização
da produção e na sua estruturação para
recepção da safra, estando cada vez mais próxima
do seu quadro social. O valor de tributos e taxas gerados e recolhidos,
durante o exercício de 2003, foi na ordem de R$140,78 milhões,
com um aumento de 24,9% em relação ao ano de 2002.
Cumprindo
o compromisso em oferecer aos associados, maior agilidade, qualidade
e segurança nas operações, bem como manter
a cooperativa competitiva e com infra-estrutura adequada, a Coamo
investiu, em 2003, R$ 109 milhões em construção
de novas unidades de recebimentos, ampliação da capacidade
de armazenamento, recebimento, secagem, beneficiamento e expedição
de produtos agrícolas, armazenagem de insumos para posterior
fornecimento, industrialização, escritórios
administrativos, modernização na frota de veículos
e no sistema de processamento de dados. As melhorias propiciaram
um crescimento de 36,0% na recepção e armazenagem
da produção dos cooperados. “Com esse volume
de recebimento participamos com 4,2% da produção brasileira
de soja e 20,0% da paranaense; 3,4% da produção brasileira
de milho e 11,7% da paranaense e 8,3% da produção
brasileira de trigo e 16,3% da paranaense”, destacou Gallassini.
Com mercado consolidado, a cooperativa tem investido no processamento
de seus produtos primários em busca da elevação
das margens de ganho. O seu parque industrial conta com duas indústrias
de esmagamento e uma refinaria de óleo de soja, indústria
de margarina e gordura vegetal, moinho de trigo e fiação
de algodão. “A industrialização proporciona
uma melhor situação econômica para todos”,
disse o presidente.
A cooperativa
continua a expansão dos projetos agroindustriais, como a
indústria de moagem de soja em Campo Mourão que elevou
a capacidade de processamento de mil para duas mil toneladas por
dia. E com o arrendamento de outras indústrias, a Coamo entre
as cinco maiores esmagadoras de soja do País. Ela também
produz 360 toneladas de óleo refinado de soja por dia e elevou
a produção de margarina e gordura vegetal de 60 toneladas
para 120 toneladas por dia.
Exportação – Em 2003 foram esmagadas 1,05 milhão
de toneladas de soja e produzidas 771,04 mil toneladas de farelo
de soja, 198,64 mil toneladas de óleo de soja bruto; 88,12
mil toneladas de óleo de soja refinado; 2,92 mil toneladas
de margarina; 11,25 mil toneladas de creme vegetal; 4,53 mil toneladas
de gordura vegetal; 39,96 mil toneladas de farinha de trigo e 5,20
mil toneladas de fios de algodão. Através do terminal
portuário em Paranaguá, foram exportadas no ano 1,89
milhão de toneladas de produtos em 227 navios, no valor de
US$ 350,00 milhões, com crescimento de 11,0% em relação
ao ano de 2002.
Ocupando a 33ª posição entre as empresas exportadoras
do País, a Coamo é primeira entre as empresas de exportação
de commodities no Estado do Paraná. As principais destinações
das exportações da Coamo foram para a Europa com 68,0%
e Ásia com 31,4%.
Cooperativismo
na vanguarda do agronegócio
Em
2003 o cooperativismo do Paraná repetiu o crescimento que
vem sendo verificado há 3 anos. A informação
foi dada pelo superintendente da área Técnica e Econômica
da Organização e Sindicato das Cooperativas do Estado
do Paraná (Ocepar), Nelson Costa. Ele representou o presidente
da entidade, João Paulo Koslovski, na 34ª Assembléia
Geral Ordinária da Coamo, em Campo Mourão.
Costa elogiou os bons resultados conquistados pelas cooperativas
do Paraná. “Um crescimento como o registrado pela Coamo,
por exemplo, é fundamental para o engrandecimento do sistema
no agrongócio brasileiro”, valorizou. O cooperativismo
do Paraná, segundo Costa, dobrou de tamanho com os resultados
dos últimos três anos. “E as perspectivas para
2004 não são diferentes. Esperamos vencer o ano com
um volume tão bom ou até melhor do que o verificado
neste ano”, previu.
Sobre o desempenho da Coamo em 2003, o superintendente da Ocepar
teceu diversos elogios. Ele lembrou que o resultado é fruto
da participação dos cooperados e do trabalho sério
e competente da diretoria. “Isso demonstra, mais uma vez,
que a Coamo está no caminho certo. É uma satisfação
para o cooperativismo do Paraná ter a Coamo uma das nossas
maiores empresas. E o que é melhor: voltada ao interesses
dos nossos agricultores”, assinalou.
FALA COOPERADO
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| Carlos
Gitrone, de São Domingos – “Fazer parte do
quadro de cooperados da Coamo é um orgulho para qualquer
agricultor. A cooperativa só nos dá alegria e
satisfação, seja no apoio técnico, na comercialização
e, principalmente nos resultados”. |
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Ivo
Vitor Gaspareli, de Boa Esperança – “Quem
acompanha o trabalho da diretoria da Coamo sabe da competência
e da seriedade na administração da cooperativa.
Isso reforça a nossa confiança de as futuras gerações
também colherão esses frutos”. |
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Leonir
Xavier Rosa, de Iretama – “O desempenho da Coamo
faz a diferença, principalmente para nós, cooperados,
que somos os maiores beneficiados. É por isso que não
abro mão de participar ativamente da cooperativa, garantindo
a minha contribuição nesse sucesso”. |
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| Artemio
Roque da Silva, de Pinhão – “Este crescimento
contínuo da Coamo renova, a cada ano, as nossas forças.
Queremos crescer ainda mais e continuar apoiando o trabalho
da diretoria, que está no caminho certo”. |
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João
Mignoso, de Campo Mourão – “Diante das dificuldades
do país, os resultados da Coamo são um grande
exemplo. Quando todos puxam para o mesmo lado, não há
outro resultado senão o sucesso”. |
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Rudi
Wutzke, de Nova Santa Rosa – “A cada ano que passa
a Coamo nos deixa ainda mais satisfeitos. O que encontramos
aqui não vemos em nenhuma outra empresa. É uma
cooperativa em que podemos confiar”. |
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