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Dinheiro no bolso

Fruto da união e participação dos cooperados, sobram garantem preparação e colheita das lavouras de verão

Os cooperados da Coamo receberam, a partir do 26 de fevereiro, as sobras do exercício de 2003. O valor corresponde a R$ 73,6 milhões e foi rateado ao quadro social na proporção da movimentação de cada um na cooperativa.

A devolução das sobras da Coamo aos cooperados foi aprovada durante a 34ª Assembléia Geral Ordinária da cooperativa, realizada no último dia 20. Na oportunidade, foi aprovado o balanço da Coamo – que registrou receitas globais de R$ 3,3 bilhões em 2003. O volume faturado pela Coamo em 2003 representa um crescimento de 45,4% em relação ao ano de 2002. Os cooperados também reelegeram o engenheiro agrônomo José Aroldo Gallassini para mais quatro anos à frente da presidência da cooperativa.

“Fechamos o ano com 18 mil cooperados ativos e todos receberam sobras. Isso representa bem o nível de participação dos cooperados na Coamo”, comemora Gallassini. As sobras, segundo ele, são muito aguardadas pelos cooperados. “Eles recebem os melhores preços durante o ano e ao final do exercício têm um complemento nos resultados dos negócios”, destacou o presidente da Coamo.

O pagamento das sobras foi feito em todos os entrepostos da cooperativa. A movimentação de cooperados foi grande nas unidades da Coamo, confirmando que a participação tem sido um dos motivos do sucesso da cooperativa nos seus 33 anos de existência. Outro ponto de destaque foi o aquecimento do comércio. Os cooperados aproveitam o dinheiro das sobras para fazer compras no comércio de suas cidades. “É o dinheiro gerado pela participação dos cooperados ajudando a fortalecer ainda a economia dos municípios da nossa região”, ressalta o presidente da Coamo.


Sobras na colheita

As sobras não poderiam chegar em melhor hora para os cooperados da Coamo. “O dinheiro é sempre bem-vindo. Estamos iniciando a colheita e as sobras vão nos ajudar na preparação para o trabalho, como na revisão do maquinário”, ressalta o cooperado Henrique Villwock Filho, de Campo Mourão. “Assim, ganhamos mais fôlego na safra, podendo comercializar a produção no melhor momento”, salientou.

As sobras são apenas um dos motivos de euforia de Villwock Filho. É que o cooperado também comemora os bons resultados da safra que está colhendo. “Já fechamos a colheita de milho, com uma média de 405 sacas por alqueire e estamos confiantes em ultrapassar a média de 143 sacas de soja por alqueire, alcançada na safra passada”, revelou.

O cooperado Getúlio Ferrari, também de Campo Mourão, aproveitou o dinheiro para comprar um novo implemento para a propriedade, que irá auxiliá-lo na colheita da safra. “O dia do pagamento das sobras é muito aguardado pelos cooperados. O que colhemos aqui, hoje, é o fruto do trabalho, da responsabilidade e da seriedade que a Coamo vem demonstrado durante os seus 33 anos”, resumiu Ferrari, que é cooperado desde o inicio da década de 70.

A carreta tipo ‘bazuca’ foi comprada pelo cooperado como forma de investir mais em tecnologia. O implemento já está sendo utilizado na colheita da safra e deve agilizar o serviço na propriedade.



Safrinha – O cooperado Arquimedes Teodoro Baretta, de Campo Mourão, também ficou muito satisfeito com o dinheiro das sobras. “As sobras chegam numa boa hora. Estou muito contente com o resultado deste ano. É uma sustentação á mais pra nós agricultores”, resumiu Baretta, que disse que vai usar o dinheiro para custear parte da safrinha.








Investir as sobras na safrinha também é a meta do cooperado Valdecir Roberto Omiak, de Farol. Ele disse que as sobras são motivo de felicidade todo os anos. “Neste ano temos um motivo a mais para comemorar: os resultados da Coamo foram melhores do que os do ano passado e, assim, a nossa participação também gerou sobras mais gordas, o que vai ajudar muito nos meus planos, no cultivo da safrinha de milho”, disse Omiak.

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