Editorial:
Participação que impulsiona o crescimento
Engenheiro agrônomo José Aroldo Gallassini,
diretor presidente da Coamo
A
participação efetiva dos cooperados tem sido um dos
motivos de sucesso da Coamo, ao longo dos seus 33 anos. Os números
dos primeiros eventos de 2004 indicam que deveremos repetir a expressiva
participação do quadro social na vida da cooperativa.
No ano passado, mais de 56 mil pessoas, entre cooperados, esposas
e filhos, estiveram presentes nas diversas atividades técnicas,
educacionais e sociais, promovidas pela Coamo.
Iniciamos 2004 reunindo mais de 10 mil produtores, em 36 reuniões
de campo, quando apresentamos os números de desempenho e
dos diversos trabalhos desenvolvidos pela cooperativa ao longo de
2003. Em seguida, realizamos o 16º Encontro de Cooperados na
nossa Fazenda Experimental, que é um dos principais assuntos
desta edição do Jornal Coamo.
O Encontro na Fazenda Experimental contou com a participação
de mais de 4 mil cooperados das diversas regiões da nossa
área de ação, além de dirigentes e técnicos
da pesquisa oficial e da assistência da cooperativa, e estudantes
de agronomia de quatro faculdades paranaenses. Foi um evento de
grande sucesso. Uma oportunidade única para os produtores
terem contato direto, frente-a-frente com renomados cientistas da
pesquisa brasileira, representando importantes entidades, como Embrapa,
Coodetec, Iapar, Fundação Meridional, Universidade
Federal do Paraná, Universidade Estadual de Maringá
e Faculdade de Agronomia Luiz Meneghel, que apresentaram trabalhos
sobre as novas tecnologias que estão e estarão no
mercado.
Assim, podemos afirmar com segurança que o Encontro na Fazenda
Experimental Coamo é um dos mais importantes eventos da cooperativa
e da difusão da pesquisa brasileira, tendo como foco o desenvolvimento
tecnológico e o incremento de resultados dos cooperados na
atividade agropecuária. Observamos o alto interesse dos cooperados
nos diversos temas apresentados, como por exemplo, o inédito
trabalho da Coamo no controle de ervas daninhas resistentes a herbicidas.
Encerrando os eventos do primeiro trimestre, tivemos a 34ª
Assembléia Geral Ordinária, no dia 20 de fevereiro,
onde esteve reunido um grande número de cooperados. Na ocasião,
apresentamos o balanço do exercício 2003, que registrou
receitas globais de R$ 3,3 bilhões e sobras líquidas
de R$ 249 milhões, que após deduzida a parte dos fundos
estatutários, a Coamo devolveu R$ 73 milhões ao quadro
social. Como já dissemos em outras oportunidades, as sobras
são o grande diferencial de uma cooperativa em relação
às outras empresas, beneficiando diretamente milhares de
produtores, que têm, neste benefício, a consolidação
do seu trabalho e da sua participação no dia-a-dia
da Coamo.
Agradecemos aos cooperados pela confiança depositada em nosso
nome e dos demais diretores e conselheiros para mais quatro anos
à frente do Conselho de Administração da Coamo.
Este apoio nos emociona e serve de estímulo para continuarmos
trabalhando em prol dos nossos 18 mil cooperados. Desta forma, entendemos
que estamos trabalhando no caminho certo e observamos a satisfação
do quadro social pelo seu crescimento e aumento de qualidade de
vida e renda, e os resultados alcançados pela Coamo.
Estamos chegando ao final do ciclo da safra de verão 2003/2004
e diferente do que prevíamos, estamos vivendo um período
de estiagem, em praticamente todas as regiões do Paraná.
Esta falta de chuva tem ocasionado prejuízos em muitas lavouras
paranaenses, com redução de safra e conseqüentemente
resultará em um percentual menor nos volumes de produção
e recebimento. Uma estiagem como essa aconteceu há 18 anos,
em 1986, quando provocou sérios prejuízos à
nossa agricultura.
A redução das safras dos EUA, Europa, China e também
do Brasil e Argentina, tem provocado a elevação nos
preços dos produtos. Eles são os mais altos da história
da nossa comercialização, mesmo com o valor do dólar
controlado a níveis abaixo de R$ 3,00. A expectativa para
mudança deste cenário fica por conta das produções
do Brasil e dos outros principais países produtores do mundo
na safra do próximo ano. Se as safras forem boas, então
voltaremos a uma situação de normalidade, diferente
da que vivemos atualmente. Mas, se o panorama for diferente do momento
do que estamos vivendo, a tendência é de que os preços
continuem acima dos patamares dos anos anteriores.
Acreditamos que o Brasil terá uma boa produção
agrícola na safra 2003/2004. Esperamos que o clima volte
ao normal para que possamos plantar milho safrinha e em seguida,
o trigo, que no ano passado registrou de excelentes produtividades.
Assim, teremos novamente um bom ano na agricultura para colaborar
no desenvolvimento do nosso país, gerando empregos, riquezas,
renda e qualidade de vida, além de contribuir para o incremento
da balança comercial brasileira.