É
tempo de colheita
COOPERADOS RECOLHEM DO CAMPO A RECOMPENSA PELO SUOR E INVESTIMENTOS
Nesta
época o relógio biológico dos agricultores
sofre algumas alterações. O momento é de colheita
e o tempo, nesse caso, faz muita diferença. A maioria deles
cumprem grandes jornadas de trabalho para aproveitar o tempo bom
e ponto ideal para corte da lavoura. O produtor rural tem que ser
ágil e recolher do campo, de forma eficiente e rápida,
a recompensa pelo suor e investimentos.
Um levantamento
do Detec da Coamo, revela que o pico de colheita da safra de verão
na área de ação da cooperativa – nos
últimos 7 anos, tem se concentrado no período entre
1º de março a 10 de abirl, para o caso da soja, quando
os cooperados da Coamo colhem 70% das lavouras. No caso do milho,
o pico de colheita tem se concentrado entre 11 de fevereiro a 31
de março, quando os cooperados também colhem 70% das
lavouras.
Segundo
o engenheiro agrônomo Antonio Carlos Ostrowski, supervisor
de Assistência Técnica da Coamo, em Campo Mourão
(centro-oeste do Paraná), neste ano os números deverão
ser mantidos. Os dados indicam que até o fechamento desta
edição cerca de 70% da soja cultivada na área
de ação da cooperativa já havia sido recolhida
do campo. O milho está mais andiantado. Da safra dos cooperados,
cerca de 80% já havia sido colhido até o fechamento
da edição.
Nesta
safra, de acordo com Ostrowski, as produtividades serão menores,
em relação a safra passada. “O fator determinante
para a redução na produtivade das lavouras foi a estiagem
prolongada, ocorrida em várias regiões da área
de ação da Coamo, que atingiu as lavouras nas fases
de florecimento e enchimento de grãos”, justifica,
considerando que os investimentos em tecnologia foram semelhantes
aos da safra passada.
| MANEJO
CORRETO
É
justamente em épocas difíceis, quando principalmente
o clima não contribui – fator determinante para
o bom andamento da atividade, que o produtor consegue perceber
o benefício agregado pelo uso correto de tecnologia
e a eficiência de um manejo bem feito. O cooperado Geraldo
Corrent, de Campo Mourão, sabe bem disso. Em uma área
de 41 alqueires, Corrent obteve médias de 400 sacas
de milho e 135 de soja por alqueire, isso com quase 40 dias
sem chuvas regulares.Corrente atribui o bom resultado ao uso
de técnicas simples, como o capricho no plantio e condução
da lavoura, e, principalmente, a rotação de
culturas. “Com a rotação, o volume de
matéria orgânica no solo é maior. Assim,
a planta ganha em absorção de nutrientes e umidade”,
comemora.
Corrent
faz três safras no ano: soja, milho e trigo –
quando possível, e aveia para cobertura e adubação
verde. “Cada cultura tem uma profundidade diferente
de raiz. Por isso, as que penetram mais no solo buscam nutrientes
importantes e trazem para superfície, além apodrecerem
e armazenar água por seus micro-canais deixando o solo
com maior capacidade de aeração. Tudo isso propicia
uma condição favorável para a planta
seguinte, fazendo com que ela tenha maior resistência
para enfrentar seca”, explica.
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SAFRA
DE VERÃO:
Cooperados colhem boas produtividades
APESAR
DA ESTIAGEM PROLONGADA, COOPERADOS DE NOVA SANTA ROSA TÊM
RESULTADOS SURPREENDEM
“Custei
a acreditar quando a colheitadeira nem bem completou uma volta na
lavoura e já encostou no caminhão para descarregar.
Era o primeiro sinal de que algo diferente estava acontecendo. Felizmente,
foi motivo para comemoração”. A surpresa foi
vivida pelo cooperado Nelson Pinz, de Nova Santa Rosa, no oeste
do Paraná. A sua propriedade, de cinco alqueires, nunca produziu
tanta soja como nesta safra. E Pinz não foi o único
a fechar a colheita de verão com uma produtividade média
elevada. Na região da Coamo que abre a colheita da safra
os resultados foram surpreendentes, apresentando um volume 50% maior
que o registrado no ano passado.
O engenheiro
agrônomo Marcelo Cordeiro de Abreu, encarregado do Detec da
Coamo em Nova Santa Rosa, diz que a grande estiagem, verificada
em muitas regiões, não comprometeram o desenvolvimento
da lavouras no município, diferente do que aconteceu no ano
passado. “Os agricultores optaram por um plantio mais cedo.
Assim, o rendimento médio do entreposto têm sido muito
bom. A produtividade média geral da soja deve ficar acima
de 150 sacas por alqueire”, revela, considerando que hoje
os cooperados têm uma maior conscientização
para o uso de tecnologias que propiciem uma melhor condição
para o desenvolvimento da planta.
MAIS
GRÃOS – Condição climática
favorável, alta fertilidade do solo e adoção
de um pacote tecnológico indicado pela assistência
da Coamo. Esta foi a receita seguida pelo cooperado Nelson Pinz.
“A fertilidade natural do nosso solo é muito alta.
E o produtor tem que se utilizar disso, sabendo que ele pode alcançar
altos potenciais de produtividade”, comemora. O cooperado
diz que um fator que influenciou positivamente no resultado final
da lavoura foi a boa distribuição de chuvas. Pinz
fechou a safra com uma produtividade média de 179 sacas de
soja por alqueire e afirma: “até hoje nunca tinha chegado
a um número tão grande”.
Ele fez
questão de ressaltar que mesmo trabalhando em uma área
pequena, sempre faz algo diferente. “Neste ano o destaque
ficou por conta do plantio bem feito, na época certa; e também
teve um bom assistência técnica e acompanhamento da
lavoura, condição determinando para chegarmos a este
bom resultado”. A safra passada de Pinz não rendeu
muito. A estiagem comprometeu a produtividade da lavoura, que foi
de 120 sacas por alqueire.
META
AMBICIOSA – Com os sete alqueires que cultivou nesta
safra o cooperado Armando Petry, também de Nova Santa Rosa,
alcançou uma produtividade média de 183 sacas por
alqueire. Foi, de longe, a maior safra que ele já teve. Em
comparação com a safra passada, quando a produção
foi normal, Petry cresceu 31%. “A diferença no resultado
está no uso de um bom pacote tecnológico; no plantio
na hora certa; numa adubação mais pesada e nos controles
de pragas doenças e invasoras. E, felizmente, em todas estas
etapas eu contei com o apoio da Coamo”, valoriza.
O resultado
alcançado por Petry nesta safra está sendo comemorado
duplamente pelo cooperado. É que, mesmo com os investimentos
adicionais, o seu custo de produção foi praticamente
o mesmo do registrado no ano passado. “O segredo está
nos detalhes. Decidimos melhor sobre o que e como usar a tecnologia
neste ano e isso fez a diferença”, salienta. A meta
de Petry para a próxima safra é chegar aos 200 sacas
de soja por alqueire. “Temos tecnologia para alcançar
este resultado. É só uma questão de tempo”.
PARCERIA
DE SUCESSO – Acostumado aos bons rendimentos da sua
lavoura de soja, o cooperado Dárcio Neitzke garante que uma
conquista não formatada individualmente. “A nossa parceria
com a Coamo tem sido determinante nos resultados alcançados
nas nossas propriedades”, destaca. Neitzke cultivou seis alqueires
de soja e fechou a safra com uma produtividade média de 180
sacas por alqueire. “Já vinha de bons resultados, com
médias entre 150 e 160 sacas por alqueire. No entanto, no
ano passado a lavoura sentiu um pouco a estiagem e encerrei a safra
com uma produtividade média de 129 sacas por alqueire. Felizmente
voltei aos níveis normais e com uma boa surpresa neste ano”,
afirma.
De diferente, o cooperado diz que fez pouca coisa, como ampliar
o volume de adubação, por exemplo. “No mais,
o resultado foi construído com o nosso trabalho de parceria,
seguindo as orientações do Detec da Coamo e não
descuidando da lavoura, em nenhuma das fases do seu desenvolvimento”,
completa.
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