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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 348 | Março de 2006 | Campo Mourão - Paraná

18° Encontro de Cooperados

Pense em uma grande escola. Com diversas salas de aula, professores pesquisadores e especialistas em suas disciplinas, e alunos ávidos pelo conhecimento. Agora imagine toda esta estrutura transportada para o campo. Com verdadeiras salas de aula instaladas no meio de lavouras, professores pesquisadores renomados e produtores rurais no papel de alunos, em busca de novas informações para ampliar a própria qualidade de vida e renda com a atividade agropecuária.

Pensamento e imaginação se misturam à realidade criada pela Coamo há 18 anos. A cooperativa, pioneira em eventos do gênero “dias de campo” transformou a sua Fazenda Experimental em um grande laboratório, e em parceria com a pesquisa oficial tem desenvolvido um trabalho diferenciado no repasse das novidades tecnológicas para o seu quadro social. “A didática usada na transmissão das informações é semelhante a utilizada em instituições de ensino. Com metodologia simples e eficaz, transferimos conhecimento aos nossos cooperados em aulas a céu aberto, oportunidade que muitas vezes nem mesmo estudantes de agronomia encontram em suas universidades”, resume o diretor-presidente da Coamo José Aroldo Gallassini. Ele reforça que além das novidades da pesquisa oficial os cooperados também têm acesso a resultados de experimentos exclusivos, desenvolvidos pela Coamo para testar os insumos que serão indicados pela assistência técnica da cooperativa aos seus associados.

Neste ano o 18º Encontro de Cooperados da Coamo aconteceu de 2 a 10 de fevereiro, e reuniu quatro mil pessoas, entre convidados e cooperados, vindos de todos os 53 municípios da área de ação da cooperativa, no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. “O nosso encontro está na vanguarda da pesquisa brasileira e vem, de forma relevante, há quase duas décadas, sendo um eficaz instrumento de atualização técnica-agronômica”, comemora o engenheiro agrônomo Joaquim Mariano Costa, coordenador geral do evento. Segundo ele, “os cooperados têm uma oportunidade ímpar de manter contatos e trocar idéias com renomados pesquisadores, que ao lado dos técnicos da Coamo integraram uma equipe de mais de 100 profissionais, responsáveis pela apresentação de diversos temas da agricultura, pecuária e meio ambiente, buscando a melhoria do ambiente produtivo rural”.

Estações – Todos os anos no Encontro de Cooperados da Coamo, o grande desafio é selecionar os temas que serão apresentados aos agricultores, em destaque. E neste ano não foi diferente. Segundo o engenheiro agrônomo Joaquim Mariano Costa, responsável pela Fazenda Experimental da Coamo e coordenador geral do evento, a unidade desenvolveu 170 trabalhos nesta safra. “Deste total, escolhemos 11 para mostrar aos cooperados”, revela. Ele explica que os demais não são menos importante. “É que não há como mostrar todos os experimentos. Então selecio-namos os que consideramos conter as informações mais necessárias para os agricultores, no momento”.

Os trabalhos apresentados no encontro foram os seguintes: Estações 1 e 2 – Variedades de Soja da Embrapa/Fundação Meridional e Coodetec; 3 – Produção Vegetal e Adubação em Pastagens de Verão; 4 – Velocidade de Dessecação e Efeito Residual; 5 – Recomendação Adequada para Roundup Ready; 6 – Manejo de Plantas Voluntárias de Soja RR; 7 – Misturas de Defensivos e Adjuvantes; 8 – Híbridos de Milho e Tecnologia de Produção, 9 – Manejo de Doenças da Soja, com ênfase para a ferrugem asiática; 10 – Tecnologia de Aplicação em Pulverização Agrícola; e 11 – Mata Ciliar e Devolução de Embalagens Vazias de Agroquímicos.

Fazenda Coamo

Instalada numa área de 170 hectares, anexo ao Parque Industrial da cooperativa, a Fazenda Experimental Coamo surgiu da necessidade de facilitar a vida dos cooperados, com a realização de testes e experimentos sobre novas técnicas de plantio, variedades, conservação de solos e de combate a doenças e pragas, uma vez que seria muito difícil, oneroso e sem resultado confiável cada cooperado promover individualmente esse trabalho na sua propriedade. Na fazenda são desenvolvidos diversos experimentos e testadas variedades, defensivos e fertilizantes agrícolas, máquinas e implementos, além de sistemas de plantio. Desta maneira, os novos defensivos e variedades que surgem no mercado são testados primeiramente na unidade de pesquisa da Coamo para depois serem utilizados pelos cooperados.

Coamo cria ambiente da informação prática

Com o foco voltado exclusivamente aos cooperados, o 18º Encontro da Coamo recebeu elogios de pesquisadores e autoridades que visitaram a Fazenda Experimental da Cooperativa, em Campo Mourão. O professor doutor Adelino Pelissari, da Escola de Agronomia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), é um dos pesquisadores que participam todos os anos do encontro. Ele diz que a metodologia aplicada no evento é única no país e no mundo. “Sem sombra de dúvidas, os cooperados da Coamo são privilegiados. Nem mesmo as melhores escolas de agronomia do Brasil, ou cursos de pós-graduação, têm a oportunidade que estes produtores tem em ver de frente as tecnologias de ponta sendo apresentadas em primeira hora. E a oportunidade de estar com os pesquisadores, fazendo o uso correto de tecnologia”, valoriza. O encontro, segundo Pelissari, é único. “Eu já estive em vários estados brasileiros e em outros países e desconheço um evento dessa natureza, que promove esta integração: primeiro com a família cooperada e depois pela difusão da tecnologia sustentável, que alcança a sociedade com produtos de qualidade e segurança ambiental”.

Iwao Miyamoto, presidente da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem), e da Federação Latino-Americana de Sementes (Felas), veio a Campo Mourão especialmente para o Encontro da Coamo. Ele avalia o evento como fundamental para o desenvolvimento do segmento nacional de sementes. “Cada vez mais vejo a Coamo investindo em tecnologias para seus associados. Esta é uma oportunidade única para os agricultores sócios da Coamo. Percebo em outros eventos desta natureza o grande apelo comercial. Mas aqui na Coamo é diferente”, assinala, aproveitando para cumprimentar a diretoria e a equipe da Coamo.

Quem também elogia bastante o trabalho da Coamo, através da sua unidade de pesquisa, é Alexandre José Catelan, chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Soja, de Londrina (Norte do Paraná). Ele diz que “eventos como o Encontro de Cooperados, que tem a participação forte da Embrapa Soja, só reforça a nossa parceria, de muitos anos”. Para Catelan, a cooperativa cumpre bem o papel de fazer o “meio de campo” entre a pesquisa e o produtor rural. “A Embrapa Soja sempre estará ao lado da Coamo neste evento, para fortalecer as opções de cultivo do agricultor brasileiro”, assegura.

Informação “mastigada” – Para o diretor-executivo da Cooperativa Central de Pesquisa (Coodetec), Ivo Marcos Carraro, a Fazenda Experimental Coamo é um “campo de provas” para a pesquisa oficial, onde os trabalhos passam pela última lapidação. “Este é um evento onde a tecnologia está acima de qualquer objetivo”, argumenta. Para Carraro, “a agricultura é uma atividade muito dinâmica. Por isso, é necessário que o agricultor esteja bem informado e atento. Assim, ele toma decisões que ajudam na construção de melhores res-ultados na sua atividade”.

Na opinião do diretor da Coodetec, “a Coamo cumpre muito bem essa tarefa, criando o ambiente da informação prática, ‘mastigada’ para o agricultor, que vem para o encontro com a idéia de que vai participar de um dia de trabalho”. E continua: “é uma oportunidade do associado carregar para a sua propriedade um pacote de informações que serão úteis nas decisões que ele vai tomar ao longo do ano/safra. É a demonstração de um resultado já concretizado para o agricultor. Uma oportunidade que poucos agricultores têm e que a Coamo oferece aos seus cooperados”.

Alicerce da produção

Para o presidente da Coamo, Dr. Aroldo Gallassini, o trabalho desenvolvido pela Fazenda Experimental é um grande sucesso porque vem apoiando os associados e transmitindo ensinamentos valiosos a eles, fazendo com que as modernas tecnologias cheguem até o campo de maneira fácil e aplicável, para colheitas com maior qualidade e produtividade. Segundo ele, “é um projeto que representa uma vitória de todos os cooperados, que têm o privilégio de receber da sua cooperativa uma assistência de qualidade que vai desde o planejamento para a escolha da semente e insumos, passando pelo plantio e acompanhamento das lavouras com orientação eficiente até chegar ao momento da colheita e comercialização da sua produção”.