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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 348 | Março de 2006 | Campo Mourão - Paraná

18° Encontro de Cooperados

Combinação alia velocidade e efeito residual na dessecação

DESSECAÇÃO NO DIA DO PLANTIO E MORTE ACELERADA DO MATO, SEM COMPROMETER A PRODUTIVIDADE

O projeto de pesquisa direcionado para a ampliação da produtividade das lavouras, através de um trabalho bem feito de dessecação das plantas daninhas em preparação para o plantio da cultura, que vem sendo desenvolvido pela Coamo em parceria com a Universidade Estadual de Maringá (UEM), foi reapresentada aos cooperados durante o 18º Encontro de Cooperados, neste ano, na Fazenda Coamo. E com uma novidade: um estudo sobre os resultados da dessecação com velocidade e efeito residual.

O professor da cadeira de Plantas Daninhas, da escola de Agronomia da UEM, Jamil Constantin, coordenadou do trabalho. Ele explica que nos anos anteriores, em áreas onde o produtor possui uma massa vegetal muito grande, a recomendação era direcionada para duas dessecações, ou seja, antecipar a aplicação em quinze ou vinte dias antes, e depois, no dia do plantio, dessecar outra vez. “Porque quando o agricultor utiliza o sistema ‘aplique/plante’, ou seja, desseca e planta no mesmo dia, nesse tipo de infestação e de área, ele terá uma queda de produção da cultura”, ensina.

Este ano os técnicos prepraram uma terceira opção para a dessecação, onde o produtor não precisa que fazer duas aplicações para buscar eficiência no trabalho. “Foi então que idealizamos a opção para que o produtor pudesse dessecar apenas uma vez e já entrar plantando a sua lavoura, englobando velocidade e também efeito residual na dessecação”, conta.

A alternativa trabalhada no experimento, segundo Constantin, teve como base a aceleração da morte do mato, para propiciar um plantio mais rápido. “Então este foi o grande segredo deste ano, que, felizmente, deu um bom resultado, quando usamos um produto de contato misturado junto com o glifosate”, come-mora.

O maior efeito residual foi outro benefício do trabalho. “O que estamos vendo é que a com-binação de produtos na dessecação é bastante benéfica para o plantio. Aumentamos a velo-cidade de dessecação e tivemos um efeito residual, que diminuiu a infestação na soja que saiu depois, facilitando o trabalho do herbicida pós-emergente”, afirma.

Produtividade – Segundo o professor da UEM, o sistema ‘aplique/plante’, com a com-binação usada no trabalho, apontou uma tendência nítida e concreta de diminuir perda de produtividade. “Nós viabilizamos uma nova tecnologia para que o produtor pudesse fazer o ‘aplique e plante’ sem perda de produtividade. Assim, apesar do aumento no custo da dessecação, o aumento da produtividade com-pensou e sobrou na questão do custo, ou seja, houve lucro nessa história, mesmo gastando um pouco mais”, contabiliza.

Fala Cooperado:

Ronel Gobbi, de Mamborê (Centro-Oeste do Paraná) – “Nesse encontro, o cooperado não está em contato direto só com assistência técnica, mas também com o pesquisador que desenvolveu a tecnologia, tendo uma aula realmente bastante prática”.
Reginaldo Albuine, de Candido de Abreu (Centro do Paraná) -“A diferença para outros eventos do gênero é que aqui na fazenda da Coamo os trabalhos são reais, sem maquiagem. Para mim, hoje é o melhor dia de serviço do ano”.
Valdemir Bortoluzi, de Juranda (Centro-Oeste do Paraná) – “Considero os resultados gerados pela fazenda da Coamo a realidade do dia-a-dia. O que está no campo está aqui também, não tem nada por boniteza”.

Um time de técnicos

PARTE DA EQUIPE DE PROFISSIONAIS DA ASSITÊNCIA TÉCNICA E DA PESQUISA QUE ESTIVERAM NO ENCONTRO

Linha de frente da Astec e da pesquisa

CERCA DE 70 PESSOAS DESENVOLVERAM E COMANDARAM A APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS DOS TRABALHOS NAS ESTAÇÕES