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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 348 | Março de 2006 | Campo Mourão - Paraná

Safra de Verão

Milho com produção recorde em Mamborê

COOPERADO ANTONIO VOLPATO TEVE UMA AGRADÁVEL SURPRESA AO FINAL DA COLHEITA: 474 SACAS POR ALQUEIRE

Na região da Coamo, a maioria dos produtores rurais já encerraram a colheita do milho verão. Alguns deles alcançaram resultados surpreendentes com a cultura, principalmente em função da estiagem verificada neste ano/safra, que atingiu em cheio as lavouras de milho.

É o caso do cooperado Antonio Volpato, de Mamborê (Centro-Oeste do Paraná). Ele plantou 27 alqueires e colheu uma média que jamais havia alcançado. Foram 474 sacas do cereal por alqueire, para a surpresa do cooperado. “Penso que levei sorte, porque não faltou chuva na minha propriedade”, brinca Volpato, atribuindo o sucesso a uma série de fatores, entre eles a assistência técnica preconizada pela Coamo; a escolha do híbrido e o manejo da cultura, além da boa fertilização do seu solo.

Para o engenheiro agrônomo Nilson Liasch Junior, do Detec da Coamo em Mamborê, a média alcançada por Volpato foi expressiva, “mas o investimento feito pelo produtor buscava esta alta produtividade”. Junior lembra que o cooperado trabalha de acordo com as orientações técnicas e está sempre buscando informações e trocando experiências com a assistência técnica, numa atitude que garante uma menor margem de erro na condução da atividade. “A parceria da Coamo com os seus cooperados, em todos os momentos, tem garantido resultados altamente positivos”, orienta.

O cooperado Antonio Volpato valoriza a parceira com a Coamo e reforça a confiança que têm no profissionalismo e nos produtos fornecidos pela cooperativa. “Estou satisfeito com o que a Coamo me oferece no dia-a-dia. Com ela temos ótima assistência e produtos de excelente qualidade”, salienta.

Soja - Ao final da colheita de soja, Volpato também comemora. A exemplo do milho, a cultura não sofreu os efeitos da estiagem. A produtividade média do cooperado foi fechada em 130 sacas por alqueire. Resultado considerado acima da média regional.

Soja na época certa rende mais em Altamira

COOPERADO ESTEFANO OSTRUKA TEM RESULTADO MELHOR EM ÁREAS ONDE O PLANTIO FOI FEITO NA ÉPOCA PREFERENCIAL

A tarefa de plantar a safra não consiste apenas em lançar a semente ao solo. Ela é parte estratégica do planejamento da lavoura, até porque um plantio bem feito, quando o agricultor segue corretamente as ori-entações preconizadas pela assistência técnica, garante praticamente metade do sucesso da cultura.

O cooperado Estefano Ostruka, de Altamira do Paraná (região Centro-Oeste do Estado), pôde comprovar esta teoria na prática, nesta safra. Na colheita dos seus 120 alqueires cultivados com soja ele acompanhou a diferença de produtividade entre as lavouras plantadas no cedo e as que foram implantadas na época pre-ferencial para a sua região. Em média, a soja plantada na época certa rendeu até 50 sacas a mais por alqueire, em alguns talhões, em comparação com o plantio antecipado.

O agricultor diz que este resultado está fazendo com que ele repense o planejamento de plantio de verão em sua propriedade. Na próxima safra, por exemplo, ele admite que a maior parte do seu cultivo será executado de acordo com as orientações da assistência técnica, seguindo as informações para o plantio preferencial para a sua região. “Plantei a maior parte da minha lavoura de soja no dia 10 de outubro, de olho no cultivo do milho safrinha, mas percebi que este não é o caminho para o produtor rural. O risco é muito grande. Além de reduzir a produtividade da soja, a aposta na safrinha é um tiro no escuro. Sem contar que acabamos fazendo concorrência com a nossa própria safra de verão, principalmente em preços”, lamenta.

A soja que Ostruka colheu primeiro rendeu, em média, 105 sacas por alqueire. Já na área plantada na época recomendada, a colheita rendeu, em média, 120 sacas por alqueire, com picos de 165 sacas, em alguns talhões.

Decisão correta – A consta-tação do cooperado Estefano Ostruka é a mesma de muitos agricultores: buscar o máximo do potencial de produção da soja ao invés de arriscar na safrinha de milho, no inverno. Decisão que para o engenheiro agrônomo Marcos Antonio Mendes de oliveira, do Detec da Coamo em Altamira do Paraná, é o melhor caminho para garantir um melhor resultado com a cultura da soja. “Neste ano ficou bem claro que quando o produtor opta por fazer o plantio dentro da época preferencial (após o dia 20 de outubro, para a nossa região) os resultados estão sendo me-lhores”, revela. Ele reconhece que nos últimos anos o plantio mais cedo foi uma boa opção, porque não houve estiagem. “Mas neste ano, quando tivemos a seca como um fator limitante, a decisão do produtor contou muito”, destaca.

Na opinião de Mendes, entre os fatores que influenciam a decisão de plantio a escolha da variedade é o passo mais importante. “É fundamental escolher a va-riedade adequada para a época que ele está querendo plantar e, dentro do possível, trabalhar com os dados do zoneamento agrícola, porque são in-formações baseadas em le-vantamentos de muitos anos”, alerta. “Desta forma – assegura o agrônomo da Coamo, a cultura tem maior capacidade de expressar o seu potencial genético”.

Estiagem compromete resultados no campo

Quatro máquinas no campo e quatro irmãos trabalhando a todo o vapor. Seja em ritmo de colheita ou em qualquer outra atividade realizada durante o ano a união da família Sambatti, de Campo Mourão (Centro-Oeste do Paraná), tem feito a diferença na construção dos bons resultados acumulados ao longo dos últimos anos.

Neste verão os Sambatti plantaram 450 alqueires de soja e outros 45 de milho. A safra de milho já foi colhida pelos irmãos e apesar do ano difícil rendeu bem: uma média de 320 sacas por alqueire. Por outro lado, a seca comprometeu a safra de soja, que tinha tudo para ser altamente positiva. “Metade da nossa soja foi cultivada no arenito. Infe-lizmente, a lavoura sentiu a falta de chuva, que atingiu a cultura na fase de florecimento e enchi-mento de grãos”, lamenta Adauto Sambatti. Ele diz que a produ-tividade média nos talhões are-nosos foi de 50 sacas por al-queire. “Nossa média final vai ficar bem aquém das expectativas iniciais, devido a esta frus-tração”, assegura.

A família também já colheu as outras áreas, em regiões onde a estiagem não chegou a com-prometer a safra. E apesar das dificuldades do ano, a produtividade média dos irmãos Sambatti, com a soja, foi fechada acima dos 130 sacas por alqueire, com picos de 165 em alguns talhões. “O produtor rural não pode desanimar, nunca”, reflete Adauto Sambatti. Ele agradece o apoio técnico recebido da Coamo na condução das lavouras e diz vai tirar lições deste ano para tentar acertar no próximo. É assim que crescemos pessoalmente e profissionalmetne”, filosofa.