O rádio instalado na colheitadeira pode até estar ligado no hit do momento, mas o único som que os agricultores apreciam neste momento da colheita é o barulho produzido pelas máquinas durante o trabalho no campo. A melodia, apesar de repetitiva, está sempre nas ‘paradas de sucesso’ dos produtores rurais. E quanto mais afinado o instrumento de trabalho, melhor será a apreciação da música, num claro sinal de que o som da safra, principal-mente num ano plenamente favorável ao trabalho, é uma das recompensas de tantos meses de dedicação e investimentos.
No sítio dos Pontim, na região de Saltinho, em Engenheiro Bel-trão, o barulho da colheitadeira dá o tom do lucro esperado há duas safras. “Estamos satisfeitos com a produção, que concretizou as nossas expectativas iniciais”, disse o cooperado Milton Pontim, fazendo referência ao bom comportamento do clima e ao rendimento da safra. Dos 70 alqueires cultivados nesta safra, o produtor destinou 20% para o milho. No restante da área ele plantou soja.
Ano positivo – Ao fechar a colheita, Milton Pontim contabilizou uma produtividade média de 130 sacas de soja e 250 sacas de milho por alqueire. “O milho sofreu com a estiagem, mas a soja rendeu bem”, destacou. Segundo o agricultor, metade da área soja foi ocupada por variedades trans-gênicas. “Foi uma boa decisão, porque os materiais RR se comportaram bem aqui no sítio e tiveram rendimento acima do esperado”, afirmou.
Com um grande sorriso no rosto, o cooperado Milton Pontim come-mora os resultados da colheita de verão. “É um ano positivo, com boa produção. Mas o preço pode-ria melhorar um pouco mais, para que nós pudéssemos saldar os compromissos que ficaram para trás e voltar a ter um fôlego na nossa propriedade”, resumiu.
Safrinha – Sem perder tempo, enquanto colhia as lavouras o trator seguia o rastro da colheitadeira, aproveitando para plantar a safrinha de milho. Neste inverno, 52 alqueires do sítio serão cultivados com o milho e o restante receberá trigo. A expectativa dos Pontim, para o inverno, também é positiva.

Colheitadeira na frente e plantadeira atrás. Esta foi a rotina dos produtores rurais na região de Juranda (Centro-Oeste do Paraná) durante a colheita da safra de verão. É que, a exemplo do que aconteceu em boa parte da área de ação da Coamo, simultaneamente à colheita a soja, eles plantaram o milho safrinha.
O cooperado José Roberto Arrabal, por exemplo, é dos que lançaram mão de cultivar o milho como alternativa de inverno. Nesta safra, ele plantou 350 alqueires de soja e já colheu toda a lavoura. Sem perder tempo, Arrabal já semeou o milho, em 250 alqueires da sua área. O restante vai ser ocupado pelo trigo.
Resultados – As médias de produtividade do cooperado não poderiam ser melhores. Segundo ele, os resultados superaram, de longe, os da safra passada. Com variações entre 145 a 180 sacas por alqueire, ele fechou a sua colheita com uma produtividade média de 153 sacas de soja por alqueire.
O sucesso é atribuído pelo cooperado uma série de fatores. Entre eles o clima favorável; o uso de tecnologia adequada; e à qualidade do solo, que é equilibrado sempre que necessário, em parceria com a Coamo. “Junto com o agrônomo eu faço a conta do custo/beneficio. Se o beneficio foi maior do que o custo eu não penso duas vezes. Precisou, nós aplicamos”, assegurou.
Herança – A opção por essa adoção de alta tecnologia, investimento e parceria com a Coamo é uma condição natural do produtor, que aprendeu com o pai e com o avô, que também são cooperados da Coamo. “Minha família sempre trabalhou com a cooperativa e eu espero deixar essa herança de bons resultados e parceria com a Coamo para o meu filho também”, desejou.
José Arrabal faz questão de dizer que sempre teve três parceiros em quem pode confiar na luta diária: Jesus Cristo, seu pai e a Coamo. “Esses três nunca me abandonaram. Estou sempre muito ligado a Deus; a meu pai, que sempre me apoiou e à Coamo, que quando precisei nunca me desamparou. Por isso que em retribuição eu entrego toda minha produção na Coamo. É o mínimo que eu posso fazer para quem sempre me estendeu a mão”, valorizou.
O engenheiro agrônomo Sérgio Bertolla, encarregado do Detec da Coamo em Juranda, disse que, no município as produtividades médias das lavouras surpreenderam. “Quem seguiu as recomendações e fez tudo certo está computando os lucros, sem reclamar”, destacou.
Produzir soja com grandes resultados é uma pratica comum entre cooperados da Coamo na região Oeste do Estado, principalmente em anos de clima bom, como o que estamos vivendo. Ao lado dos filhos, Vilmar e Márcio, o cooperado Lindolfo Toepper, de Nova Santa Rosa, colheu uma safra de soja acima da média. As produtividades foram tão boas que nem mesmo ele esperava. Toepper conta que custou acreditar quando mediu a produtividade. “Neste ano tudo deu certo. Acertamos na tomada de decisão e o clima ajudou. Nunca havia colhido tanto assim, valeu a pena”, comemora.
Pequeno, como a maioria dos produtores daquela região, Toepper é bem tecnificado e se orgulha em ter o apoio dos filhos no trabalho diário. Nos 27 alqueires de plantio da propriedade eles cultivaram 18 alqueires de soja e nove de milho, pensando na rotação de culturas. Com o cereal a média foi fechada em 320 sacas por alqueire. Poderia ter sido melhor não fosse a falta de chuva no inicio do desenvolvimento vegetativo da lavoura, justifica o cooperado. “Mas não dá para re-clamar. Faltou um pouco de chuva no início e quando ela veio trouxe junto um vendaval que também atrapalhou um pouco. Mesmo assim foi bom”, agradece.
Já a produtividade da soja não há o que questionar. Nos 18 alqueires cultivados a oleaginosa rendeu ao cooperado 175 sacas, de média, por alqueire. Resultado creditado ao pacote tecnológico utilizado, ao clima e a assistência técnica. “Nós trabalhamos para isso, mas o clima e a assistência que recebemos da Coamo foi fundamental”, afirma Toepper, que lembra do esforço e investimento de longa data, para manter o solo equilibrado e o sistema de produção da sua propriedade eficiente.
Para o produtor, a palavra desânimo, ou desistir, não existe. Conforme ele, mesmo nos anos de frustrações, como os dois últimos, nunca pensou no pior. Manteve o pacote tecnológico e o solo fertilizado. A Coamo, de acordo com ele, é peça importante neste processo de crescimento. “A cooperativa está sempre à disposição para o nosso desenvolvimento”.
Todo trabalho realizado pelos Toepper, tem a aprovação do engenheiro agrônomo Jonas Telo, do Detec da Coamo em Nova Santa Rosa, que lembra do investimento feito por eles nos tratos culturais da lavoura de soja. Conforme o agrônomo os Toepper seguiram as recomendações ao ‘pé-da-letra’. “Eles tinham aqui uma área com sérios problemas de plantas invasoras e ela foi muito bem conduzida com a aplicação de herbicidas, e foi justamente esta área que mais produziu. As aplicações de fungicidas também foram feitas no momento certo, assim conseguimos das um xeque-mate na ferrugem. Tudo isso é aposta em tecnologia e aí esta a diferença”, elogia Telo.
Transgênico bom de produção – Além da facilidade no manejo do mato e o menor custo de produção, a experiência com a soja transgênica trouxe outro benefício, nesta safra, para o co-operado Alfredo Isbrecht, também de Nova Santa Rosa. Junto com o filho, Rui, que também é associado à Coamo, Isbrecht semeou 19 alqueires de soja convencional e colheu uma média 161 sacas por alqueire. Para eles, um ótimo resultado.
Mas a surpresa mesmo veio de uma pequena área, de 3,7alqueires, onde o cooperado semeou soja transgênica. Para sua alegria, a média fechada no talhão foi de 175 sacas de soja por alqueire. Bem mais do que ele esperava. “Não parecia que renderia tanto, mas quando comecei a colher logo vi que tinha algo diferente ali”, explica.
Mas não foi à toa que Alfredo Isbrecht obteve êxito com a soja que semeou nesta safra. Toda a área cultivada pelo cooperado é bem corrigida e o uso de tecnologia é levado a sério por ele e pelo filho. A colheita dos Isbrecht já foi encerrada. Para o inverno ele investiu no milho safrinha, que foi semeado em toda a área. Eles fazem rotação de inverno e na mesma área que plantaram milho para este inverno, cultivaram trigo na safra passada.
Ao contrário das regiões Sul e Sudoeste do Paraná, onde a colheita da safra de verão avança, no Oeste do Estado os produtores comemoram os bons resultados e, inclusive, já semearam a safrinha. O cooperado Marcelo Luiz Kappes, optante da Coamo em Dois Irmãos, na região de Toledo, administra uma propriedade de 37 alqueires. Ele revela que os resultados deste ano foram além do esperado. Neste verão, Kappes cultivou 30 alqueires de soja e sete de milho. Para a surpresa dele, a produtividade média alcançada com o milho foi de 400 sacas por alqueire. “O máximo que eu havia alcançado até então era 300 sacas. Para mim foi de fato uma grande e boa surpresa. Nunca colhi tanto milho”, comemorou.
A mesma surpresa positiva o cooperado teve com a cultura da soja. A média mais alta atingida até esta safra foi de 155 sacas por alqueire. Entretanto, com o favorecimento do clima e os tratos culturais adotados por Kappes, a produtividade da lavoura subiu para 163 sacas alqueire, de média.
O resultado positivo é creditado ao bom comportamento do clima e ao uso de tecnologia de ponta, por sugestão do Detec da Coamo. De acordo com o cooperado, valeu a pena seguir as recomendações e investir. “Eu até queria ter trocado de tratamento, mas o agrônomo me abriu os olhos e disse para eu continuar que iria dar certo. De fato, ele estava com a razão e eu estou satisfeito. Não me arrependi”, agradeceu.
Como definir uma vida inteira dedicada ao trabalho na atividade agrícola? O agricultor Alcides Peruzzi, cooperado da Coamo em Ivaiporã (Vale do Ivaí, no Paraná), possui uma explicação peculiar: “literalmente nasci na agricultura; embaixo de um pé de café”. Talvez seja esta a razão da ligação tão forte que o produtor possui com terra. Aos 70 anos de idade, ainda sobra ao cooperado disposição e entusiasmo para a lida diária.
Pai de oito filhos (cinco homens e três mulheres), Peruzzi administra a propriedade de 120 alqueires como uma empresa familiar. Bem diversificado, o sítio tem de tudo um pouco. Nesta safra, o agricultor plantou 41 alqueires de soja, 14 de milho, 15 de feijão, além de 12 de café. O restante da área (38 alqueires) é destinado à pastagem, para manutenção de 120 cabeças de gado de corte.
História – Hoje a estrutura operacional dos Peruzzi funciona perfeitamente, mas nem sempre foi assim. O produtor conta que quando chegou à região, em 1964, comprou sete alqueires em uma área considerada não muito boa. Logo depois ele vendeu o sítio e começou a adquirir outras áreas.
Cooperado da Coamo há 18 anos, desde quando realizava os seus negócios no entreposto de Manoel Ribas (Centro do Paraná), Peruzzi faz questão de elogiar o trabalho desenvolvido pela co-operativa e diz que está satisfeito com a parceria que sempre lhe rendeu lucros. “Não posso re-clamar da Coamo. Sempre fui muito bem atendido e nunca fiquei desamparado”, agradece.
Resultados – As seguidas frustrações não desanimaram o cooperado, que prevê um bom ano para a agricultura. E ele sabe o que diz. Os primeiros resultados de 2007 foram bons e animaram ainda mais “seo” Alcides. Com o milho ele fechou a média em 330 sacas. Na soja, o resultado também foi bom. A média foi fechada em 150 sacas.
Segredo do sucesso – O cooperado revela que o uso da tecnologia é o segredo para o sucesso de qualquer atividade. “Sempre segui à risca as recomendações da assistência técnica da Coamo. Neste ano, fiz três aplicações de fungicida e adubação foliar na soja, além de um bom controle de doenças. O que o agrônomo receitou eu fiz”, afirmou.
Para João Francisco Pazda Júnior, encarregado do Detec da Coamo em Ivaiporã, o produtor está no caminho certo. “Não adianta ser favorecido pelo clima, ou ter áreas com boa topografia e solo fértil. É preciso investir na produção”, comentou, assegurando que “temos melhorado os índices de produtividade na nossa região e isto se deve a conscientização de nossos produtores, que investem no seu negócio e conseguem o retorno desse investimento em forma de produção”, elogiou o agrônomo.