Como no exemplo da soja, a evolução genética do milho é maior a cada ano. No 19º Encontro de Co-operados da Coamo, realizado em fevereiro deste ano, mais uma vez ficou comprovada a eficiência do cereal. A cultura é uma das mais importantes dentro do sistema de produção. Entretanto, a seleção do material a ser plantado; o tipo de planta; a qualidade do grão; adaptação a regiões mais altas ou baixas; e o clima frio ou quente; são características que precisam ser levadas em conta na hora de escolher qual híbrido semear.
O equilíbrio proporcionado pelo milho ao solo favorece em muito as culturas seguintes, em especial a soja, que recebe um ambiente mais preparado, o que contribui com o aumento da produtividade. Outro fator que deve ser levado em consideração é a rotação de culturas, que comprovadamente favorece a diminuição da incidência de pragas e doenças, e acrescenta à produção da oleaginosa. O engenheiro agrônomo Antonio Carlos Ostrowski, supervisor de Assistência Técnica da Coamo, foi responsável pela estação que abordou o assunto.
O agrônomo relembrou que nos últimos anos houve um desinteresse por parte do produtor e uma conseqüente redução de área da cultura, em razão do baixo preço do cereal se comparado com a soja. “Por ser uma cultura importante para rotação e par ao sistema de produção como um todo nós sempre recomendamos aos nossos cooperados que não parasse de plantar milho. Este ano, por exemplo, tivemos uma redução ao redor de 20% de plantio, tanto no Paraná como no Brasil, mas percebemos que muitos que por aqui passaram se arrependeram de não ter plantado milho, que produziu muito bem”, comentou Ostrowski.
Para ele, o milho pode e deve ser um dos grandes negócios do ano de 2007, em razão das tendências de preço, o boom para exportação que o Brasil esta entrando para produção do Etanol nos EUA e tantos outros fatores favoráveis.
Safrinha maior – Segundo o supervisor de Astec da Coamo, “apesar da redução em área de plantio pode acontecer uma das maiores produtividades de milho verão na história da Coamo, em razão do clima favorável e da alta tecnologia utilizado pelos cooperados, compensado a essa queda de área”. “Contudo – previu o agrônomo, na safrinha a história deve ser outra”. Na área de ação da Coamo e no Estado do Paraná, o aumento de área plantada de milho deve ser de aproximadamente 13%, em relação ao ano passado.
Ostrowski fez questão de enfatizar que nos 19 anos deEncontro de Cooperados na Fazenda a estação que trata de assuntos do milho, a exemplos das demais, incentiva o uso de tecnologia. “Quem se interessa e segue as recomendações do que mostramos aqui na fazenda, sempre colhe seus resultados positivos”, aconselhou o técnico.
A estação de milho apresentou neste ano 27 híbridos, sendo que 11 foram lançados nesta safra 2006/2007 e outros que já foram utilizados na safrinha passada e também se adaptam para o verão.![]() |
||
Reinaldo Ammes (Cantagalo, Paraná) - “Esta é a primeira vez que participo do dia de campo aqui na fazenda da Coamo. Estou impressionado com a organização e com o volume de informações.” |
Arno Dresch (Toledo, Paraná) - “Participo todos os anos e cada vez esta melhor. É um evento que não dá para perder. Sempre tem algo interessante para aprender e levar para a propriedade” |
Edu Taques de Oliveira (Palmas, Paraná) - “Para nós agricultores é um evento onde conseguimos interagir com os técnicos e pesquisadores e aprender novas técnicas de plantio e manejo”. |
Mostrar ao criador que é possível atravessar época crítica do ano (inverno) mantendo a produtividade dos animais, seja gado de corte ou leite. Este foi o objetivo da estação de pecuária, montada no 19º Encontro de Cooperados da Coamo. O tema da estação foi ‘Suplementação Vegetal e Qualidade da Pastagem’. Os produtores conheceram os benefícios da operacionalização da silagem de forragens, de cana-de-açúcar e de milho, uma estratégia quem para garantir comida para o gado o ano todo.
O médico veterinário Hérico Alexandre Rossetto, do Detec da Coamo em Campo Mourão (Centro-Oeste do Paraná), lembrou que o tema abriu discussões em torno das varias formas de suplementação animal. Na estação, os cooperados conheceram as vantagens da suplementação e também como preparar uma silagem de alta qualidade nutricional. “É preciso fazer um planejamento sobre a produção de forragem na época
de produtividade da cultura a ser ensilada”, destacou Rossetto. O ideal, segundo ele, “é utilizar a sobra da cultura, no seu período mais produtivo, para fazer a silagem, que será utilizada quando as pastagens estiverem escassas e o gado precisando de uma alimentação suplementar”, orientou.
Manejo – O técnico também explicou como e o que o produtor pode adicionar na silagem, e sobre a forma correta de manejar o silo para que o produto tenha a qualidade desejada e seja palatável aos animais. Os produtores foram orientados sobre as atuações na regulagem da máquina no momento da trituração do material; os inoculantes para cada tipo de forragem; que tipo de trator utilizado para compactação e como que se faz; além da vedação e técnica de abertura e retirada do produto no silo.
Os cooperados também foram orientados, na estação, a fazer a evolução do rebanho, e assim saber em cada mês do ano quanto será necessário de demanda de forragem para os animais. “Desta forma, é possível estruturar a quantidade de silagem que será feita, independente da matéria-prima”, revelou Rossetto.
Lavoura/pecuária – O pesquisador do Instituto Agronômico do Paraná, Sergio José Alves, que esteve na estação, falou do projeto de integração lavoura/pecuária, iniciado pela Coamo há oito anos, para intensificar a exploração da pecuária na área de ação da cooperativa.
O agrônomo disse que a suplementação, através da silagem, mantém o cocho dos animais sempre cheio, em qualquer período do ano. “O trabalho da co-operativa é abrir um leque de opções para que o produtor possa escolher. Além da cana-de-açúcar, estamos mostrando para o produtor que ele pode tirar proveito de toda aquela sobra de capim que geralmente ele tem na sua propriedade, além da silagem de milho, que tem um custo um pouco maior, mas qualidade mais alta”, sugeriu.
Um equipe de profissionais da assistência técnica, agronômica e veterinária, da Coamo, apresentou os temas aos cooperados.


Representantes da Jacto, Baldan, Semeato, Bombas Andrade, Braspec/Cremasco, Mantovani e Jan, e funcionários da área de Distribuição da Coamo: Luiz, José, Valdes, Zoir, Saulo, Alexandre, Ademir, Lairton e Brandão.