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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 370 | Março de 2008 | Campo Mourão - Paraná

Safra de Verão

Um dia de colheita no Oeste

No pico da colheita, cooperados do Oeste comemoram rendimento das lavouras e bom momento para a agricultura

Alto rendimento e preços bons. Tudo que o produtor rural pode querer no momento de recolher da lavoura os frutos de quatro meses de investimentos. Na região Oeste do Paraná estes dois fatores fizeram com que a colheita da safra de verão ficasse ainda mais animada. O clima, que colaborou para o bom desenvolvimento da soja e do milho, também ajudou na hora da colheita. Os produtores e suas máquinas não perderam tempo. Ao mesmo tempo em que recolhiam a soja, os agricultores plantavam o milho safrinha, cultura que ganhou espaço na preferência dos produtores rurais como alternativa de inverno. Um sincronismo de se admirar. Colheitadeira na frente, plantadeira atrás e o trabalho rompe o cair da tarde e entra noite adentro. Tudo para não perder tempo na busca pela recompensa do suor e do trabalho de uma safra inteira.

A reportagem do Jornal Coamo aproveitou o pico de colheita na região e fez um giro por diversos municípios do Oeste do Paraná. Conversando com agricultores e técnicos da Coamo, foi possível conferir a animação dos cooperados com o rendimento das lavouras e com os bons preços dos produtos no mercado.

Toledo – O cooperado Henrique Gunzel, de Toledo, plantou nesta safra 123 alqueires de soja e 63 de milho. Em média, sua safra de soja foi fechada com uma produtividade de 160 sacas por alqueire. “Cheguei a colher área de 185 sacas por alqueire”, comemora o produtor, com um grande sorriso estampado no rosto. O milho também rendeu bem na propriedade de Gunzel: 430 sacas por alqueire. “Foi a melhor média que já colhi até agora”, revela. Para o cooperado, nesta safra o produtor só tem a comemorar. “Além dos bons resultados, tem os preços que estão bem atrativos. Isto é tudo que o agricultor quer”, afirma.

Dois Irmãos – O cooperado Pedro Werle, de Dois Irmãos, também não perdeu tempo na hora de colher a safra. “Quatro meses de investimento e agora temos que pensar só na colheita”, destaca. O produtor plantou nesta safra 130 alqueires de soja e 17 de milho e comemora um verão cheio. “A produtividade está ótima: 30% a 40% a mais que a alcançada na safra passada. Sem contar o preço, que também está ajudando o produtor”, valoriza. Neste ano, Werle tem só comemorado. “Depois de passar por dificuldades nos últimos anos, temos que celebrar esta boa safra”, justifica. A produtividade média da soja, na propriedade do cooperado, foi fechada em 150 sacas por alqueire. O milho rendeu 340 sacas por alqueire. “Fiz a minha parte, ao investir na produção com apoio da Coamo. O restante veio lá de cima”, valoriza Werle.

Vila Nova – Ao descer do caminhão quase cheio de milho para atender a reportagem do Jornal Coamo o cooperado Ervino Egon Krebs, de Vila Nova, também tinha a face estampada pela satisfação. É que a lavoura também rendeu bem na sua propriedade. A produtividade média do cooperado, neste verão, foi fechada em 150 sacas por alqueire. “Eu e meus filhos, que trabalhamos em parceria, estamos muito satisfeitos com este resultado. Esperamos que o milho também renda bem, em produtividade”, avalia Krebs. O produtor plantou 80 alqueires de lavoura, entre soja e milho, e garante que tudo correu dentro do esperado. “Aplicamos o pacote tecnológico recomendado pela Coamo e com a ajuda do clima não teve erro. Agora é só comemorar”, agradece. Na área colhida, o produtor plantou o milho safrinha e também espera uma boa safra.

Nova Santa Rosa – Quem também comemora a boa safra é o cooperado Celito Ballmann, de Nova Santa Rosa. Ele fechou a sua área de 45 alqueires de soja com uma produtividade média de 160 sacas por alqueire. Além do bom resultado no campo, Ballmann também aproveitou o melhor preço do mercado para comercializar a sua produção. “Não tenho do que me queixar, nesta safra. Acertei nas duas pontas”, comemora. Onde colher a soja, o produtor plantou milho safrinha e também espera uma boa produtividade, que, segundo ele, é a maior motivação que um agricultor pode ter. “Podemos até conviver com preços menores, mas sem produção não conseguimos sobreviver”, afirma.

Bragantina – Nesta safra a comemoração do cooperado Ademar José Finkler, de Bragantina, só não foi maior porque ele não conseguiu bater as 163 sacas de produtividade média da soja alcançada na safra 2002/2003. Mas ele chegou bem perto. Fechou a colheita de soja com uma média de 140 sacas por alqueire. “Na verdade a comemoração é a mesma, porque o momento atual da soja está muito favorável ao produtor rural”, garante Finkler. De soja, o cooperado plantou 59 alqueires de soja. O milho também ocupou uma parte da sua propriedade (17 alqueires), com a produtividade média fechando em 350 sacas por alqueire.

Colheita de sorrisos

Em anos bons, ou mesmo naqueles não tão bons para a produção, o agricultor preparado sempre colhe melhor os benefícios da terra

Foi o que aconteceu com o co-operado Francisco Paschoetto, de Campo Mourão (Centro-Oeste do Paraná). Investir no equilíbrio da fertilidade do solo; garantir a aplicação total do pacote tecnológico preconizado pela assistência técnica; e cuidar das culturas com dedicação e carinho é a receita de Paschoetto para ganhar mais, em anos favoráveis à produção, como este, ou mesmo em períodos onde o clima não contribui muito para o desenvolvimento da cultura. A lavoura de soja plantada na região do Anel Viário rendeu, nesta safra, uma produtividade acima do esperado. “Tínhamos a certeza de uma boa colheita, mas o resultado foi além”, anuncia o cooperado, sorridente, ao comprovar que a produtividade média da propriedade fechou em 190 sacas de soja por alqueire.

Caminhão cheio – O produtor faz questão de agradecer os seus parceiros de trabalho, com quem divide os elogios pela conquista de mais um bom resultado. “Trabalhamos em sintonia. Somos um time que busca sempre o mesmo objetivo. Assim, todos ganham no final”, valoriza. Para Paschoetto, o bom da agricultura é ver encher o caminhão. “Quando o caminhão sai cheio da propriedade para descarregar na cooperativa tenho a sensação de dever cumprido. É gratificante”, destaca.

Rotação de culturas – Essa safra, para o cooperado, é para ser comemorada com um grande sorriso. “Talvez este bom resultado não tenha ocorrido em outros lugares, mas aqui ele é realidade”, lembra. Paschoetto aproveita para informar que na área que recebeu soja neste verão ele plantou aveia no inverno retrasado, milho no verão passado e milho safrinha no último inverno. “Quando se trabalha com o sistema de produção todos os controles ficam mais fáceis e mais eficientes”, orienta.

Dinheiro no bolso – Quando a safra rende bem o produtor co-memora. É sinal do que o trabalho foi bem feito. “Mas não é só produtividade no campo. Também temos que buscar um custo balanceado na hora de produzir, porque o produtor também gosta de dinheiro no bolso”, diz.

Produtor preparado – O agrônomo Roberto Bueno da Silva, do Detec da Coamo em Campo Mourão, quando vem o bom tempo o produtor tem que estar preparado para usufruir desses benefícios. Nesta safra, segundo ele, o agricultor conviveu com o fenômeno climático conhecido por La Nina, que propiciou alguns períodos de veranico. Sendo assim, na cultura do milho a produtividade chegou a ser menor que a registrada na safra passada. No entanto, para a soja houve incremento na produtividade da soja, principalmente em solos argilosos bem manejados. “É possível comprovar isso na lavoura cultivada pelo nosso cooperado Francisco Paschoetto, que tem um sistema muito interessante de rotação de culturas. Confesso que nunca tinha vivenciado esse volume de produtividade em uma área grande. Não são em todas as lavouras que isto acontece, mas em áreas onde há uma boa estratégia de produção”, revela o técnico.

Na região de Campo Mourão, onde há diversos tipos de solo, a produtividade variou bastante: de 80 a 180 sacas por alqueire. “É um ano de safra média para boa, devendo fechar em níveis de 130 sacas por alqueire”, indica Bueno da Silva.

Bom de produção

Em outras regiões da área de ação da Coamo o cooperado Francisco Paschoetto também colheu bem. Em Juranda (Centro-Oeste do Paraná), por exemplo, onde também plantou soja, a produtividade média foi de 155 sacas por alqueire. Em Piquirivaí (distrito de Campo Mourão), o produtor plantou milho e fechou a safra com uma produtividade média de 446 sacas por alqueire.

 

 

Em Luiziana, muito milho no pé da serra

O cooperado Vicente Barcarol Soares fechou a colheita milho com uma produtividade média de 505 sacas por alqueire

Era para ser, como de costume, um bom aquecimento para iniciar a colheita dos 160 alqueires de soja cultivados no pé da Serra Molhada, em Luiziana (Centro-Oeste do Paraná). Mas o que era para ser bom foi muito bom. Os 20 alqueires de milho cultivados neste verão pelo cooperado Vicente Barcarol Soares, rendeu muito além do esperado, fechando com uma produtividade média de 505 sacas por alqueire. Um alto rendimento justificado pelo cooperado: “Servimos ao solo e às plantas toda a comida necessária para que o nosso retorno seja em produção”, brinca Soares, ao se referir ao pacote tecnológico que adotou para chegar a este resultado. “O ano também ajudou bastante, mas sabemos que o milho responde bem ao uso da tecnologia”, resume.

Soja também surpreende – A produtividade de soja também surpreendeu o cooperado nesta safra. A colheita rendeu, em média, 150 sacas por alqueire. “Trabalhar de forma correta é o grande segredo para quem quer alcançar altas produtividades”, indica o agrônomo Breno Rovani, do Detec da Coamo em Luiziana. Ele elogia a disponibilidade do co-operado Vicente Soares para investir na produção. “Quem trabalha com planejamento chega mais fácil aos objetivos desejados. É uma questão de bom senso e também de gostar do que faz”, afirma.

Parte da produção de soja colhida na propriedade de Soares foi entregue para semente, na Coamo. Ele mesmo é quem dirige o caminhão. Faz questão de acompanhar cada carga. “Na hora da colheita é que saberemos se não erramos nas decisões que tomamos durante quatro meses de trabalho. E quando acertamos são muitos os motivos para comemorar”, finaliza.

Lucro no verão e olho na safrinha

Este é o período em que o homem do campo precisa correr atrás do tempo. É o momento de recolher da lavoura o investimento feito ao longo de meses de trabalho. E os cooperados Coamo sabem bem disso. Outra corrida dos cooperados foi para implantar a safrinha de milho, para quem é optante do cereal no inverno.

Francisco Bartozek, cooperado em Juranda (Centro-Oeste do Paraná), não dormiu no ponto. Nos seus 113 alqueires de plantio, entre soja e milho, ele colheu acima do esperado. A produtividade chegou a 145 sacas por alqueire, no caso da soja.. “Estou satisfeito. Caprichei no uso de tecnologia e deu certo. Até agora não posso reclamar”, comemora.

Rotação - O milho verão, que foi cultivando pela primeira vez na propriedade de Bartozek, rendeu uma média de 380 sacas por alqueire. A animação de Bartozek é tanta que ele promete aumentar a área cultivada com o cereal na próxima safra de verão. “Tive muitos problemas de morte de plantas e também de pragas nas últimas safras. Meu agrônomo me convenceu a fazer a rotação, que é um importante aliado neste sentido, e resolvi seguir o conselho. Deu certo. Minha lavora de soja se comportou bem melhor neste ano e a produtividade do milho também foi satisfatória, sem contar o preço que está muito bom”, comenta.

Safrinha - Ao mesmo tempo em que colheu a soja, Bartozek  plantou o milho safrinha. Tudo para garantir que a cultura não sofra com a possibilidade de uma geada precoce. “Não dá para perder tempo. Estou colhendo a soja e o trator vem logo atrás com a plantadeira de milho. Um dia perdido aqui faz muita diferença lá na frente”, explica o agricultor.

Produção moderna - O engenheiro agrônomo Ulisses Rocha Neto, do Detec da Coamo em Juranda observa que o Francisco Bartozek está na rota da modernidade produtiva. Conforme o agrônomo, o cooperado não abre mão de consultar sempre a assistência e seguir as recomendações. “Ele é um produtor que gosta de utilizar tecnologia. Está sempre ligado nas novidades de mercado e vem fazendo um bom trabalho. Os resultados podem ser medidos pelos números que estão comprovados na produtividade que o ‘seo’ Francisco vem alcançado”, elogia Rocha Neto.

Investindo na lavoura

O cooperado Osvaldo Pereira, de Boa Esperança, no Centro-Oeste Paranaense, também já encerrou a colheita de soja e sem perder tempo semeou o milho safrinha em toda sua área de plantio, no total de 40 alqueires. Pereira está comemorando as boas produtividades obtidas no verão. “Pretendo, além do milho safrinha, cultivar também trigo no inverno, e depois fazer uma rotação com milho verão e soja na próxima safra”, revela.

A média de soja do cooperado foi fechada em 150 sacas por alqueire, o que para ele foi um excelente resultado. “Mantenho o meu solo sempre bem equilibrado. Penso que por isso os resultados são bons”, diz.

Os bons preços e as altas produtividades são para Osvaldo Pereira uma “injeção de ânimo”, segundo ele mesmo declara. Conforme o produtor, é um motivo a mais para continuar investindo, acreditando na Coamo e na sua assistência técnica, na busca de melhores resultados.