“Quanto mais informação o produtor tiver para poder cultivar o milho, melhor para ele”. A afirmação é do agrônomo Antonio Carlos Ostrowski, supervisor de Assistência Técnica da Coamo. Na coordenação da estação que tratou sobre os híbridos de milho e a tecnologia de produção do cereal, no 21º Encontro de Co-operados da Coamo, realizado na Fazenda Experimental da Cooperativa, em Campo Mourão (Centro-Oeste do Paraná), Ostrowski revelou que nos últimos 10 anos os associados dobraram a produtividade da cultura, saltando de quatro para oito mil quilos por hectare, na média. “Uma evolução como esta não acontece por acaso. E mais importante ainda: são resultados obtidos dentro da área de ação da cooperativa e estão muito acima da média nacional”, salienta, considerando que os cooperados que participam dos eventos, como o Encontro na Fazenda Experimental, recebem informações e estão sempre atualizados para buscar o máximo do potencial de cada cultura explorada.
Os avanços no campo, na opinião do técnico, são como termômetros que servem para medir como a cooperativa está conseguindo chegar aos resultados desejados na parceria com os agricultores. “O nosso principal desafio é transformar esta tecnologia mostrada durante esta semana de trabalho em produtividade e renda para o associado”, destaca o agrônomo da Coamo.
INTERAÇÃO – A cultura do milho responde bem ao investimento tecnológico e, por isso, o produtor rural tem que estar bem informado sobre as novidades do mercado. “A interação criada entre a assistência técnica e os cooperados faz diferença na hora de colher os resultados do campo, principalmente com a cultura do milho. Neste sentido, os nossos produtores estão sempre a um passo à frente dos demais. Eles querem ampliar os seus próprios resultados, acreditam e adotam as informações que recebem dos seus agrônomos. Nesta troca é que se constroem resultados como a produtividade duplicada do milho nos últimos anos na lavoura dos nossos produtores”, come-mora Ostrowski.
TRANSGÊNICOS – Uma das novidades apresentadas na estação de milho deste ano foi a tecnologia Bt (resistente às lagartas do cartucho e da espiga, e à broca do colmo). Na opinião do agrônomo da Coamo, há uma tendência de substituição gradativa do milho convencional pelo Bt já na próxima safra de verão, quando a área cultivada com a nova tecnologia deve ficar ao redor de 50% do total do milho plantado na região da cooperativa. Segundo Ostrowski, todas as empresas de milho, praticamente, já oferecem materiais com a tecnologia Bt e esta tecnologia deve dominar o mercado de milho nos próximos anos.
NOVIDADES DA ESTAÇÃO – Além do milho transgênico, os cooperados acompanharam, durante o encontro, a demonstração do potencial de produção de diversos híbridos convencionais, a resposta dos materiais à aplicação de fungicidas e a importância da adubação na cultura. “Mostramos que se o agricultor quer colher resultados positivos ele deve investir em todas as tecnologias disponíveis, tanto em relação aos insumos quanto o manejo do solo. Quando tudo está equilibrado a planta consegue amenizar os efeitos de uma estiagem, por exemplo, garantindo uma produção mais estável”, destaca Antonio Carlos Ostrowski.
Neste ano, a estação de milho apresentou 22 materiais, sendo quatro deles Bt’s. Entre as parceiras estiveram a Monsanto, Dekalb, Agroceres, a Syngenta, Pionner, Dow Agroscienses e a Coodetec.