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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 392 | Março de 2010 | Campo Mourão - Paraná

Safra de verão

Colheita acima da média

Depois de um ano inteiro de dedicação o sorriso ao recolher os resultados do campo

Na área de ação da Coamo as máquinas trabalham em ritmo acelerado no recolhimento da safra. Depois de um ano inteiro de dedicação, é hora buscar os lucros do campo. Até o fechamento desta edição mais de 80% da soja cultivada na região já havia sido colhido. No caso do milho, a colheita já havia superado a casa dos 70%. Os dados constam no relatório de acompanhamento de safra da Gerência Técnica da Coamo. A partir de agora a colheita se concentra nas lavouras mais ao Centro e Sul do Paraná e Oeste de Santa Catarina.

PRODUTIVIDADES – Em Juranda, no Centro-Oeste do Paraná, o associado Manassés Fabrício dos Santos foi um dos que não perdeu tempo durante a colheita. Até porque, ele teve que agir rápido para recolher os 250 alqueires cultivados com soja na sua propriedade. Uma atitude que valeu a pena. O produtor fechou a colheita com uma produtividade média de 160 sacas em cada alqueire cultivado e comemora a maior safra em volume já colhida em sua propriedade. “Esse ano deu tudo certo. Aqui sempre colhemos bem, mas nessa safra os resultados surpreenderam”, avalia Santos.

SORRISO NO ROSTO – Quem também comemora o rendimento da colheita de verão é o cooperado Beno Ruch, de Mamborê, ainda no Centro-Oeste paranaense. Ele plantou 18 alqueires e soja nessa safra e não poderia querer resultado melhor. Depois de fechada, a produtividade média do associado chegou a 170 sacas em cada alqueire cultivado. Surpresa até para ele mesmo, que viu alguns talhões do sítio renderem médias superiores a 200 sacas por alqueire. “No meu caso, penso que alguns fatores contribuíram para esse resultado: o investimento em tecnologias; o apoio técnico da Coamo e a colaboração do clima. Quando há uma convergência entre esses três fatores, não tem erro: é sucesso na certa!”, salienta Ruch.

RECOMPENSA – O caso do associado Abbas Ali Ayub, de Campo Mourão, também no Centro-Oeste do Paraná, não é diferente. No sítio de 18 alqueires, ele optou, nessa safra, pela primeira vez, pela soja transgênica. “Re-solvi experimentar e estou muito satisfeito. Sempre colhi bem, mas nesse ano me surpreendi. Uma boa recompensa pela dedicação que nós, agricultores, dispensa-mos às nossas lavouras”, come-mora Ayub. O produtor fechou a colheita com uma produtividade média de 150 sacas em cada alqueire cultivado. “É mais do que eu imaginava. Estou muito contente”, afirma o associado, aproveitando para elogiar a assistência técnica da cooperativa. “Essa parceria com a Coamo tem sido decisiva para a construção dos meus resultados no campo”, valoriza.

Agradáveis produtividades

Bons resultados são comemorados, também, em Rancho Alegre do Oeste, Boa Esperança e Farol

Na propriedade do associado Sidinei Polato, em Rancho Alegre do Oeste, na região de Goioerê (Centro-Oeste do Paraná), a colheita já foi encerrada. Ele cultivou um total de 89 alqueires, sendo 17 de milho e 72 de soja e afirma que os resultados foram os melhores já alcançados em toda sua história dentro da atividade. E não é para menos, pois Polato chegou à média de 415 sacas de milho e 171 de soja, por alqueire. “Nunca tive um rendimento como esse”, comemora Polato, lembrando que o bom planejamento e a rotação de culturas, que faz na propriedade há anos, também foram determinantes para os bons resultados. Além do clima, que foi favorável, a tec-nologia utilizada e a assistência técnica da Coamo, que conforme o próprio agricultor, acompanhou de perto todo o trabalho, desde o planejamento até o plantio e a colheita da safra.

MANEJO DA LAVOURA – O cooperado Ivo Vitor Gasparelli, de Boa Esperança, ainda na região Centro-Oeste paranaense, também teve uma grata surpresa nesse ano. Nos 25,6 alqueires de plantio em sua propriedade ele conseguiu colher uma média de 148 sacas de soja, e conta que só não foi além porque em um talhão de solo misto a produtividade não ultrapassou a média de 125 sacas, enquanto o pico de produção foi de 170 sacas da oleaginosa em um outro talhão de solo roxo. Gasparelli revela que se certificou de todos os cuidados para buscar o máximo do potencial produtivo da lavoura, desde a aplicação correta de fungicidas e o controle da buva, que naquela região, se tornou um problema para os produtores nas últimas safras, até a utilização de inoculantes. “Até que não tenho muito problema com essa erva aqui no sítio porque faço já um bom controle, principalmente o cultural, que ajuda bastante. Quanto à ferrugem, fiz as aplicações de fungicida na hora certa e bem orientado pela assistência da Coamo consegui conter a entrada da doença. Isso realmente foi muito importante e contribuiu para os bons resultados que tive”, garante.

ANIMAÇÃO – Em época de colheita o ritmo de trabalho também é intenso na propriedade do co-operado Jovelino Moreira, do município de Farol, ainda no Centro-Oeste do Paraná. Depois de fazer a lição de casa caprichando no trabalho, desde o planejamento até a semeadura e os tratos culturais da soja, Moreira, recolheu os frutos do trabalho que também foi coroado pelo bom clima e assistido de perto pelo departamento técnico da Coamo. A produtividade, segundo ele, foi a melhor já registrada na propriedade, chegando aos 140 sacas de soja em média, numa área de 128 alqueires de plantio. Um resultado que segundo o cooperado nunca foi alcançado por ele e que favoreceu até o trabalho de corte da lavoura, que ficou mais prazeroso. “Graças a Deus esse ano trabalhamos bem mais animados. Com essa boa média foi muito mais gostoso recolher a produção”, diz Jovelino, que fez questão de subir na colheitadeira e participar ativamente da colheita.

Na opinião do produtor o ano não poderia ser melhor, uma vez que tudo correu bem, desde a implantação da lavoura até o momento de retirar do campo todo o investimento aplicado. “Não posso reclamar, fiz tudo que me foi orientado, procurei fazer bem minha lição de casa e acabei premiado com um bom clima e boa produtividade”, agradece Moreira.

Cooperados satisfeitos também no MS

Colheita de verão rende bem nos campos de Laguna Carapã e Aral Moreira

As frustrações de safra ficaram no passado para os cooperados sulmatogrossenses. Nos últimos três anos eles sentiram as perdas. No entanto, neste ano, enfim, eles estão comemorando os lucros com as lavouras de verão.

Na propriedade do cooperado Renê Marques, de Aral Moreira, que trabalha em parceria com o pai, “seo” João, e o irmão Fábio, os resultados foram considerados bons e, de certa forma, voltaram a estimular os produtores quanto ao investimento na atividade. Com a utilização de alta tecnologia, sempre preocupados com o sistema de produção, os Marques cultivaram, no total, 153 alqueires nesse verão, sendo 136 de soja (78,5 de variedades convencionais e 74,5 transgênicas) e 17 de milho. A média de soja foi fechada em 143 sacas em cada alqueire colhido, enquanto o milho atingiu os 334 sacos de média. O cooperado lembra ainda que foi favorecido pelo contrato de soja convencional oferecido pela Coamo, onde conseguiu um bônus de R$ 1,60 por sacas de soja, melhorando o preço do seu produto. “Esse realmente é um grande beneficio para nós produtores de convencional. A produção já foi boa e com esse bônus fica ainda melhor. Já era hora de tirarmos uma safra cheia, pois sofremos bastante com as frustrações dos últimos anos”, comenta Rene, que está cultivando milho safrinha consorciado com brachiária Ruzizienses e aveia para pastoreio do gado. O cooperado está iniciando na propriedade um processo de integração lavoura-pecuária.

ANO BOM – Nos 290 alqueires de plantio do cooperado Ladi Cassol, de Laguna Carapã, o rendimento da soja neste ano foi melhor do que ele esperava. Segundo ele as chuvas generosas que atingiram a região foi um dos elementos que contribuíram para o bom resultado. Os outros, lembra Ladi, são a assistência técnica da Coamo que esteve sempre presente e a tecnologia utilizada. O fato é que a produtividade média do cooperado foi fechada em 133 sacas de soja por alqueire.

Cassol compara a cooperativa a sua família, que está sempre unida do plantio à colheita. “De fato, a Coamo é a extensão da nossa casa. O nosso braço forte. Por isso, penso que somos agricultores privilegiados, nessa parceria com a Coamo, já que ela mudou muita coisa, por aqui, e para melhor”, agradece o cooperado. Cassol faz questão de dizer que está satisfeito com o rendimento da sua lavoura. “Não tenho do que reclamar nesse ano. Enfim estamos tendo um bom resultado com as nossas lavouras. Chegou nossa hora de comemorar”, enfatiza o cooperado.