Site Coamo
Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 392 | Março de 2010 | Campo Mourão - Paraná

Sistemas de Alerta

Doenças no olho eletrônico

No encontro deste ano a Coamo mostrou além das novas tecnologias testadas e aprovadas, também uma estação que trouxe de volta todos os programas desenvolvidos através de parcerias, no tocante ao combate e prevenção de doenças da soja. O agrônomo Breno Rovani, do Detec da Coamo em Campo Mourão, observou que a cooperativa, desde a safra 2001/2002, quando surgiu a Ferrugem Asiática da Soja, intensificou ações junto com instituições de pesquisa e empresas parceiras, com objetivo de buscar novas ferramentas de prevenção contra as doenças da cultura, em especial a ferrugem.

EVOLUÇÃO – O primeiro programa implantado na época, lembra o agrônomo, foi o Sentinela, desenvolvido em parceria com a multinacional Syngenta, implantado no ano de 2003 e que consistia no plantio de uma parcela antecipada de soja, com cerca de 15 a 20 dias antes do plantio da região, apelidado de cultura isca. Em parceria com a Arysta, outro programa foi implantado e, na safra 2004/2005 foi a vez do programa SOS Soja, lançado pela Bayer, que identificava as doenças de soja através da análise das folhas, feita em laboratório instalado na sede da administração central da Coamo, equipado com lupas e aumento de até 80 vezes, que revolucionou a identificação de doenças de soja.

Já em 2005/2006 a Basf apresentou o Programa Mini Lab, que disponibilizava uma cabine (mini-laboratório) equipada com lupas de alta precisão e que estava presente nas unidades da cooperativa, onde o próprio agrônomo fazia as análises das folhas e imediatamente informava o cooperado da presença ou não de ferrugem na lavoura.

Na safra seguinte (2008/2009) surgiu o Yeld Max, outro programa lançado pela Basf, em parceria com a Coamo, que instalou mini-estações meteorológicas em vá-rias unidades de toda área de atuação da cooperativa. Essas estações faziam coletas de informações como: temperatura; umidade relativa do ar; tempo de molhamento e a quantidade chuva, coletadas a cada 15 minutos e, através de um chip de celular acoplado na estação todas as informações eram envidadas para uma central no Rio Grande do Sul, onde eram catalogadas e processadas para gerar um índice encaminhado posteriormente para o Detec da Coamo de duas a três vezes por semana. Com esses dados era possível saber qual o grau de agressividade da ferrugem na região, alertando os produtores sobre o momento ideal para iniciar as aplicações de fungicidas.

A última novidade chegou na safra de 2008/2009, quando a Basf disponibilizou para a Coamo o Digilab, hoje o mais moderno mecanismo de identificação de ferrugem do Brasil. Através de um software o programa permite a instalação no computador de uma lupa de aumento de até 200 vezes, capaz de mostrar toda e qualquer doença presente na folha da planta, não apenas de soja, mas de varias outras culturas como milho, feijão entre outras. O Digilab está presente hoje em 100% das unidades da Coamo, a disposição do Detec e dos cooperados.

Para Rovani, houve um grande avanço nesses anos permitindo um melhor entendimento por parte do cooperado sobre essas doenças e também garantindo uma maior segurança para a atividade. “Vejam que evolução. Saí-mos de uma lupa de 20 vezes de aumento e passamos para uma de 80 vezes, que já foi um marco para nós. Agora já estamos com um equipamento capaz de aumentar essas partículas em até 200 vezes, que está disponível para todos os nossos produtores, através do departamento técnico”, destaca o agrônomo, lembrando que é um privilégio poder contar com essas ferramentas, que foram fundamentais para o enriquecimento técnico dos técnicos os próprios cooperados da Coamo.

Fala Cooperado

Momento Coamo 40 anos

Parte da hisória da cooperativa contada por meio de recortes da evolução técnico-agronômica dos associados nas últimas quatro décadas