Agromercado     



Trigo na exportação

Pool de cooperativas fecha exportação de 50 mil toneladas de trigo


Um pool de cooperativas paranaenses acertou a exportação de 50 mil toneladas de trigo. A exportação foi a alternativa encontrada pelas cooperativas para combater a crise do comércio interno e fazer frente ao posicionamento dos moinhos, que não querem pagar ao trigo nacional a paridade do produto importado que chega da Argentina. João Paulo Koslovski, presidente da Ocepar, explica que a exportação é o caminho para conquistar novos mercados e garantir liquidez à produção e ao produtor nacional, contribuindo também para a recuperação dos preços no mercado interno.

Koslovski lembra que os produtores, num acordo com o governo federal e a indústria, assumiram o compromisso de aumentar a produção interna, como forma de diminuir o déficit brasileiro na relação produção/consumo. Os produtores e cooperativas cumpriram a parte que lhes cabia nesse acordo e a produção nacional de trigo este ano deve chegar 5,1 milhões de toneladas – metade do consumo interno. O problema, é que a produção não está encontrando mercado e preço compatível no Brasil.

A exportação de trigo pelo Brasil já está acontecendo e será uma boa saída para a crise da triticultura nacional. Das primeiras exportações de milho, há cerca de 6 anos, que de início não trouxeram um bom resultado, mas na seqüência garantiram uma liquidez satisfatória. Segundo Koslovski, com o trigo não será diferente: “a questão no momento não é o preço, precisamos primeiro mostrar qualidade”, referindo-se às primeiras exportações de trigo.

O Paraná responde por 60% da produção nacional, devendo fechar a safra 2003 com um total de 2,8 milhões de toneladas. “Caso as exportações sejam intensificadas, conforme interesse demonstrado por parte de muitos importadores pela qualidade amostrada, a tendência é de que as ofertas disponíveis do trigo paranaense para o mercado interno sejam reduzidas significativamente”, afirma João Paulo Koslovski.

Fonte: Assessoria de Imprensa Ocepar


Agroanálises
SOJA
O mercado externo apresenta ter chegado ao limite para os acontecimentos gerados até o momento. Caso não tenha novos fatos ou boatos não deve ter grandes oscilações. O mercado interno que predomina e tem sustentado o preço começa a perder força em função das paradas das indústrias para manutenção, algumas já estão paradas e outras necessitam de muito pouco volume para acabar de cumprir seus compromissos. Sendo assim, podemos dizer que o grande percentual de ganho o mercado já gerou e de agora em diante vai depender de negócios isolados para se manter.

MILHO
Quando o mercado interno não mais apresentava forças, elas surgiram do mercado externo que ganhou em função das liberações de cotas por parte do mercado europeu, autorizando importação por motivo da seca que assolou a região, adicionado ao bom momento do câmbio. Não podemos, com isso, achar que de agora em diante é só alta, pois o volume a ser comercializado ainda é muito grande e o comprador do mercado interno sabe que os estoques de passagem serão altos e que não vai faltar produto. Portanto, estão comprando estritamente o necessário e até meados de janeiro já teremos nova safra sendo colhida e na seqüência vem a colheita Argentina e o novo plantio americano.

CAFÉ
O mercado enfrenta a melhora no clima nas regiões produtoras e promessa de uma safra melhor em 2004/2005. Em função disso os preços internacionais permanecem baixos com pouco volume sendo negociado. Os produtores estão entregando para a Conab o café vendido via leilão de opções contribuindo para a calma do mercado.

TRIGO
O mercado não está refletindo as altas ocorridas no mercado internacional, face à redução da produção mundial provocada por secas em diversos países, o que está proporcionando um dos estoques de passagem mais baixo da história. As indústrias mantiveram-se reticentes às compras do produto nacional e a única saída está sendo buscar mercado lá fora, o que ocorreu já com o Paraná, onde várias cooperativas, dentre elas a Coamo, se uniram e já exportaram um navio de 50.000 toneladas. Quanto ao Rio Grande do Sul, celeiro do trigo brando do Brasil, as exportações já se aproximam das 300.000 toneladas. Os reflexos das exportações foram positivos e começaram a movimentar o mercado interno, porém ainda muito distante da paridade do produto importado, o que poderá levar o Paraná a novas exportações. Os próximos 30 dias serão decisivos para o mercado do trigo, pois teremos de forma mais concreta as reais conseqüências da seca para a safra Argentina que começa a ser colhida e para o trigo duro de inverno americano, que não se consegue plantar em grande parte da área por falta de umidade no solo.

ALGODÃO
O mercado internacional vem registrando significativas altas nas cotações do produto, provocadas pela redução da safra americana e chinesa, abrindo espaço para que o Brasil se consolide como potencial fornecedor do produto para o mercado internacional, cujo interesse dos importadores vem crescendo a cada ano, face à qualidade do produto brasileiro, principalmente do Mato Grosso e Goiás, o que nos mostra que para o Paraná deveremos ter novamente um bom ano para o cotonicultor comercializar sua safra, cujos preços tenderão a se repetir.


Indicadores Econômicos 


VARIAÇÕES mai/03 jun/03 jul/03 ago/03 set/03 out/03 Acumulado
Período
Acumulado
12 meses
IGPM (% AO MÊS) -0,26% -0,26% -0,42% 0,38% 1,18% 0,38% 0,25% 17,33%
TR (% AO MÊS) 0,47% 0,42% 0,40% 0,34% 0,32% 0,18% 2,14% 4,53%
DÓLAR COMERCIAL (% AO MÊS) 2,62% -3,16% 3,26% 0,03% -1,45% -2,30% -1,16% -21,65%
TJLP (% AO MÊS) 12,00% 12,00% 12,00% 12,00% 12,00% 11,00%    
SOJA 7,69% 6,25% 8,06% 11,61% 14,71% 16,54% 84,49% 202,76%
MILHO 3,33% 17,69% 8,33% 10,00% 5,26% 7,69% 64,29% 201,03%
ALGODÃO (TIPO 6) 21,21% 3,13% 0,00% 3,13% 0,00% 0,00% 28,91% 96,84%
TRIGO (PH 78) 0,00% 0,00% 9,80% 3,92% 0,00% 0,00% 14,11% 47,51%


Poder de Troca mês a mês


MÁQUINAS/INSUMOS X PRODUTOS mai/03 jun/03 jul/03 ago/03 set/03 out/03 MÉDIA
DO
PERÍODO

MÉDIA ULT.
12 MESES

TRATOR NEW HOLLAND TM-135 - 125 CV (COMPLETO)
SOJA 4.296 4.606 4.651 4.878 4.247 3.478 4.359 3.813
MILHO 9.508 10.742 12.245 12.698 11.355 10.963 11.252 9.077
ALGODÃO (TIPO 6) 7.945 9.354 9.375 9.846 9.394 8.970 9.147 8.193
TRIGO (PH 78) 5.179 5.429 5.607 6.154 5.849 6.167 5.731 5.073
COLHEITADEIRA NEW HOLLAND TC 57 (completa)
SOJA 8.593 8.939 9.302 8.994 8.219 7.004 8.508 7.332
MILHO 19.016 20.848 24.490 23.413 21.978 22.074 21.970 17.482
ALGODÃO (TIPO 6) 15.890 18.154 18.750 18.154 18.182 18.061 17.865 15.793
TRIGO (PH 78) 10.357 10.536 11.215 11.346 11.321 12.417 11.199 9.764
PLANTADEIRA PSE 8 2S (COM CÂMBIO)
SOJA 1.129 1.155 1.182 1.162 1.044 896 1.095 980
MILHO 2.500 2.694 3.112 3.025 2.793 2.824 2.825 2.325
ALGODÃO (TIPO 6) 2.089 2.346 2.383 2.346 2.310 2.310 2.297 2.118
TRIGO (PH 78) 1.361 1.361 1.425 1.466 1.438 1.588 1.440 1.307
PULVERIZADOR COLUMBIA MAXTER FLOW
SOJA 809 864 884 874 813 697 824 723
MILHO 1.791 2.015 2.328 2.275 2.173 2.197 2.130 1.722
ALGODÃO (TIPO 6) 1.497 1.755 1.782 1.764 1.798 1.798 1.732 1.564
TRIGO (PH 78) 976 1.019 1.066 1.102 1.119 1.236 1.086 966
CALCÁRIO
SOJA 1 1 1 1 1 1 1 1
MILHO 3 3 4 4 3 3 3 3
ALGODÃO (TIPO 6) 3 3 3 3 3 3 3 3
TRIGO (PH 78) 2 2 2 2 2 2 2 2
Para cálculo da paridade de produtos X máquinas e insumos foram utilizados os preços praticados no último dia do mês.

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