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Plantas daninhas:
Mapeamento confirma gravidade da resistência
Trabalho inédito da Coamo mostra evolução
das plantas daninhas resistentes a herbicidas nas lavouras dos cooperados
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Lançado no mês
de junho, o Programa Coamo de Manejo de Plantas Invasoras Resistentes
a Herbicidas acaba de concluir um levantamento inédito no
Brasil, que expõe a evolução das plantas daninhas
resistentes nas lavouras dos cooperados. O projeto vem sendo considerado
um marco importante na pesquisa nacional, constituindo-se em grande
investimento da Coamo na valorização e capacitação
da sua equipe técnica, bem como na padronização
das informações que serão repassadas aos cooperados.
Parceiros no programa, os especialistas em plantas daninhas Dionísio
Pisa Gaziero, da Embrapa Soja; Jamil Constantin, da Universidade
Estadual de Maringá (UEM); e Cláudio Puríssimo,
da Universidade Estadual de Ponta Grossa, foram os convidados para
atuar na reciclagem da equipe técnica da Coamo. Representantes
de empresas parceiras e fornecedoras da Coamo (Bayer, Basf, Syngenta,
Monsanto, Hokko e Du Pont) também estão atuando no
projeto.
Os números
ainda são parciais mas mostram um quadro preocupante, confirmando
que a resistência de plantas daninhas a herbicidas –
apesar de ser uma grande e antiga preocupação da cooperativa,
é maior do que técnicos e agricultores imaginavam.
Numa grande cruzada contra a resistência e em favor dos interesses
do seu quadro social, a Coamo vem sendo decisiva para o estabelecimento
de uma linha de pesquisa que certamente irá beneficiar toda
a cadeia produtiva, na agricultura. “Quando se trata em gerar
informações para verticalizar a produção
do seu quadro social, a Coamo está na vanguarda. São
produtos e serviços que nascem dentro da cooperativa e vão
muito além da função comercial, atuando decisivamente
para a melhoria da qualidade de vida dos agricultores e do meio
ambiente”, esclarece o engenheiro agrônomo José
Aroldo Gallassini, diretor presidente da Coamo.
Com o apoio dos cooperados, os técnicos da Coamo fizeram
a coleta de 450 amostras de solo em áreas consideradas com
suspeita de resistência. No total, foram coletadas 15 toneladas
de solo em praticamente todos os municípios da região
de abrangência da Coamo. Duzentas e cinqüenta amostras
já foram analisadas em laboratório de campo, montado
especialmente para o programa na Fazenda Experimental da cooperativa.
O resultado foi surpreendente: 87% das análises confirmaram
efetivamente a resistência, demonstrando um avanço
significativo e rápido do problema nos últimos anos.
O trabalho de mapeamento da resistência contou com apoio do
engenheiro agrônomo Edson Sawada, da Syngenta, que é
um dos idealizadores do sistema de testes de resistência em
estufas.
“Não esperávamos um impacto como esse no resultado
do trabalho. As informações que tínhamos até
o momento davam conta de que da área agricultável
na região da cooperativa, em cerca de 3% havia suspeita ou
confirmação de plantas daninhas resistentes a herbicidas”,
lembra o engenheiro agrônomo Joaquim Mariano Costa, da Fazenda
Experimental Coamo. “Com esses novos dados em mãos
vamos propor uma verdadeira cruzada aos cooperados para controlar
o problema e estabelecer uma convivência pacífica com
ele”, analisa Costa. As informações, segundo
o agrônomo, servirão como ferramentas para que o Detec
oriente adequadamente os cooperados na atuação no
manejo das plantas daninhas resistentes, planejando as ações
para não encarecer o sistema de produção ou
mudar radicalmente as atitudes do agricultor.
O levantamento realizado pela Coamo também esclareceu uma
dúvida dos cooperados a respeito da eficiência ou não
da tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas.
Havia suspeita de que em grande parte das áreas com dificuldades
para o controle de plantas daninhas, a origem estava no sistema
de aplicação. “Agora sabemos que o problema
é bem o inverso, ou seja, efetivamente apenas 10% do problema
está relacionado diretamente com erros na tecnologia de aplicação
de defensivos”, garante Costa.
“Sempre estivemos à frente na busca de soluções
sustentáveis aos nossos cooperados”, enfatiza o presidente
da Coamo. Ele diz que o alerta da cooperativa vem sendo feito há
vários anos, inclusive nos encontros anuais com os cooperados
na Fazenda Experimental. “Agora, sabendo o tamanho do problema,
vamos diretamente às ações, com a consciência
e apoio dos cooperados”, afirma.
COAMO
SAI NA FRENTE
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O mapeamento da atual situação da resistência
de plantas invasoras na região da Coamo fez parte das
ações integradas propostas no lançamento
do programa. Antes, todo o quadro técnico da cooperativa
participou de treinamentos para reciclagem no assunto e, em
seguida, realizaram encontros com os associados em suas regiões,
enfatizando as estratégias de trabalho para controlar
o problema.
O engenheiro agrônomo Jamil Constantin, doutor em plantas
daninhas e professor da Universidade Estadual de Maringá
(UEM), é um dos parceiros no programa da Coamo. Ele
tem acompanhado de perto o trabalho e participado dos encontros
com os cooperados, para esclarecimentos sobre o problema.
“Nós, da pesquisa, sabemos o quanto esse programa
da Coamo é inédito e o quanto é importante.
O pioneirismo da Coamo vai além dessas ações:
ela é a única que está realmente preocupada
com a grave situação da resistência de
plantas daninhas. A cooperativa é um exemplo para toda
a pesquisa brasileira, pois sempre busca implementar ações
que vão ao encontro do interesse do seu quadro social,
de olho em melhores resultados para todos e uma melhor qualidade
de vida no campo, num ambiente produtivo altamente sustentável”,
considera.
Gargalo – Entre os principais fatores que contribuíram
para o avanço rápido e significativo da resistência
de plantas daninhas nas lavouras estão a falta de rotação
de culturas, da rotação de produtos com diferentes
mecanismos de ação e o manejo adequado das invasoras,
tanto na safra quanto na entressafra. “E o programa
da Coamo foi lançado justamente para estabelecer uma
mudança nas atitudes do produtor rural.Desenvolvemos
uma nova metodologia de trabalho que servirá de suporte
para o controle do problema na região”, informa
Joaquim Costa.
Do ponto de vista de resultados, uma simples mudança
no manejo das operações já pode assegurar
benefícios. Principalmente diante do fato de que o
dano provocado pelas plantas daninhas resistentes é
constante. “Todos os anos as invasoras estarão
comendo parte do lucro do produtor. E essa situação
vai sendo acumulada com o passar dos anos. Por isso, a necessidade
de uma ação concentrada e imediata no controle
e na prevenção do problema”, orienta o
engenheiro agrônomo Nei Leocádio Cesconetto,
gerente de Assistência Técnica da Coamo. O agricultor,
segundo ele, deve adotar uma postura de sensibilidade diante
da situação. “Se possível, aberto
para mudanças no seu planejamento de trabalho, visando
combater o problema já na próxima safra”,
conclui.
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