Agromercado     



AGRONEGÓCIO:
Superávit soma US$ 29,03 bilhões no ano

O superávit da balança comercial do agronegócio somou US$ 29,03 bilhões no acumulado de janeiro a outubro deste ano, mostram dados divulgados há pouco pela Secretaria de Produção e Comercialização do Ministério da Agricultura. O resultado é 34,7% superior ao registrado em igual período de 2003, quando o saldo comercial foi de US$ 21,551 bilhões. O superávit é recorde para períodos de janeiro a outubro.

De acordo com o governo, as exportações de produtos agrícolas somaram US$ 33,054 bilhões no acumulado até outubro, também recorde para o período. Os embarques de produtos agrícolas cresceram 29,5% na comparação com igual período de 2003. Entre janeiro e outubro do ano passado, as exportações foram de US$ 25,524 bilhões. O agronegócio foi responsável por 41,78% das vendas externas totais do País neste ano, que somaram US$ 79,121 bilhões, informou a área técnica do ministério.

No acumulado de janeiro a outubro, as importações cresceram 1,31% em relação a igual período de 2003. Em 2004, os gastos com importações de produtos agrícolas somaram US$ 4,025 bilhões, contra US$ 3,972 bilhões nos dez primeiros meses de 2003.

 

Agroanálises
(Comercialização Coamo – 19/11/2004)

 SOJA
No último relatório do USDA, do mês de outubro, foi projetado uma produção americana de 85,74 milhões de toneladas. Mesmo com notícias de ferrugem asiática em alguns estados daquele país, a produção foi 1,4% maior que a anterior, ou seja, a ferrugem pode ser motivo de preocupação para a próxima safra. Nesta não teve influência porque foi detectada quando o grão já estava formado, não causando perdas significativas. No mercado interno, o volume ofertado começa aumentar e o interesse é cada vez menor, pois a maioria das indústrias entraram em manutenção e acreditam ter um bom volume a ser ofertado para o início do próximo ano. Se pensarmos desta forma e adicionarmos mais o volume que deixou de ser comercializado antecipado, realmente deveremos ter uma grande oferta num curto período, o que também não deixa de ser negativo para o preço.

 MILHO
Cada vez mais aumenta a oferta e conseqüentemente o desinteresse do comprador que com toda oferta existente, adicionada as ótimas condições até o momento das lavouras, fica em posição muito tranqüila. Para termos melhora no preço dependemos da recuperação do câmbio ou alguma frustração. Caso contrário, desde já, ficamos na dependência de como será a próxima safrinha.
 CAFÉ
Os fundos e especuladores mais uma vez tomaram a frente do mercado cobrindo suas posições vendidas e mesmo estabelecendo posições compradas. A falta de café de qualidade no mercado é cada vez mais notória e a diferença de preço para com os cafés mais fracos aumenta muito. Os torradores foram ativos compradores nos níveis anteriores às altas, o que também motivou os fundos a comprarem. Do lado da oferta, os produtores estão vendendo pouco e os níveis de estoque, mesmo que ainda altos, diminuem paulatinamente. Aliado a tudo isso, o dólar fraco em relação às outras moedas torna o preço do café barato em dólar.
 ALGODÃO
O mercado vem apresentando um comportamento baixista ao longo do último mês, atingindo cotações abaixo do preço mínimo de garantia do Governo Federal. O quadro se revela principalmente por conta do grande volume a comercializar por parte dos cotonicultores Matogrossenses, Goianos e Baianos, frente à grande pressão de venda existente no mercado internacional. A pressão é resultante de uma produção superior ao consumo, obtida neste ano-safra. Este panorama deverá permanecer inalterado pelo menos até o início do próximo ano-safra, quando então teremos um panorama de como será a tendência da produção nos principais países produtores.
 TRIGO
Continuamos com a comercialização do trigo no Estado do Paraná quase que paralisada, onde apesar das indústrias estarem utilizando na moagem pouco trigo importado, a demanda continua sensivelmente abaixo da oferta. Esta posição faz com que os poucos negócios estejam sendo realizados a preços muito abaixo da expectativa dos produtores, onde os produtores Goianos e Paulistas levam a vantagem de situarem-se mais próximo ao maior centro comprador de trigo do país que é a cidade de São Paulo. Outro fator que está contribuindo para a dificuldade da comercialização do trigo nacional é a baixa cotação do produto argentino, já que pela primeira vez na história o trigo argentino vem sendo comercializado por preços abaixo do trigo para biscoito dos Estados Unidos, em decorrência do grande aumento do plantio de variedades de trigo com baixa qualidade industrial para panificação. É que parte do trigo produzido na Argentina não vem apresentando as características necessárias para atender o mercado de panificação brasileiro, como também não atende o mercado de biscoito, provocando uma desvalorização do produto e consequentemente deprimindo os preços do produto brasileiro, apesar de parte do trigo do Estado do Paraná já apresentar qualidade industrial para panificação superior ao argentino.

 

Indicadores Econômicos  

VARIAÇÕES jun/04 jul/04 ago/04 set/04 out/04 Acumulado
Período
Acumulado
12 meses
IGPM (% AO MÊS) 1,38%
1,31% 1,22%
0,69% 0,39%
6,46%
11,91%
TR (% AO MÊS)

0,20%

0,20%

0,20%

0,17% 0,11% 1,01% 1,83%
DÓLAR COMERCIAL (%AO MÊS)

-0,69%

-2,60%

-3,07%

-2,56% -0,07% -3,00% 0,01%
TJLP (% AO MÊS)

9,75%

9,75%

9,75%

9,75% 9,75%    
SOJA

5,06%

19,40%

12,12%

13,85% 6,56% 113,83% 237,66%
MILHO

9,09%

13,79%

2,07%

7,14% 7,69% 52,70% 112,08%
ALGODÃO

0,00%

5,33%

0,00%

0,00% 0,00% 30,87% 57,75%
TRIGO (PH 78) 9,09% 9,76% 6,96% 4,55% 0,00% 43,45% 61,26%


Poder de Troca mês a mês

MÁQUINAS/INSUMOS X PRODUTOS mai/04 jun/04 jul/04 ago/04 set/04 out/04 MÉDIA
DO PERÍODO

MÉDIA ULT.
12 MESES

TRATOR NEW HOLLAND TM-135 - 125 CV (COMPLETO)
SOJA 3.573 3.704 3.817
5.000
5.180 5.556
4.624
4.122
MILHO 8.641 8.696
10.112 11.945
12.414 12.963
10.981 10.858
ALGODÃO (TIPO 6) 8.595 9.091
8.682 11.667
12.000 11.667 10.720 9.372
TRIGO (PH 78) 5.483 5.217 6.455 7.353 8.000 8.333 6.855 6.820
COLHEITADEIRA NEW HOLLAND TC 57 (completa)
SOJA 7.865 8.889 8.020
10.571
10.647
12.063
9.995
8.616
MILHO 19.022 20.870
20.875 25.256
25.517 28.148 23.727 22.489
ALGODÃO (TIPO 6) 18.919 21.818
18.339 24.667
24.667 25.333 23.184 19.645
TRIGO (PH 78) 12.069 12.522 13.427 15.546 16.444 18.095 14.804 14.178
PLANTADEIRA PSE 8 2S (COM CÂMBIO)
SOJA 961 1.056 987
1.221
1.230
1.357
1.165
1.048
MILHO 2.323 2.478
2.607 2.918 2.948 3.167 2.766 2.762
ALGODÃO (TIPO 6) 2.311 2.591
2.247 2.850
2.850 2.850 2.705 2.384
TRIGO (PH 78) 1.474 1.487 1.663 1.796 1.900 2.036 1.725 1.734
PULVERIZADOR COLUMBIA MAXTER FLOW
SOJA 712 772 710
893
900 1.063
865
755
MILHO 1.722 1.813
1.871 2.134
2.156 2.481 2.054 1.977
ALGODÃO (TIPO 6) 1.713 1.895
1.622 2.084
2.084 2.233 2.007 1.721
TRIGO (PH 78) 1.093 1.088 1.192 1.314 1.390 1.595 1.282 1.244
CALCÁRIO
SOJA 1 1 1 1 1 2
1
1
MILHO 3 3
3 3 3 4
3
3
ALGODÃO (TIPO 6) 3 3
3 3 3 3
3
3
TRIGO(PH 78) 2 2 2 2 2 2
2
2
Para cálculo da paridade de produtos X máquinas e insumos foram utilizados os preços praticados no último dia do mês.
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