Projeto
da Coamo é capa da Globo Rural O
AVANÇO DO SISTEMA DE INTEGRAÇÃO LAVOURA/PECUÁRIA
FOI O TEMA CENTRAL DE REVISTA, EM NOVEMBRO
O
“plantio de bois”, como ficou conhecido o Projeto de
Integração Agricultura/Pecuária, iniciado há
6 anos pela Fazenda Experimental da Coamo, em Campo Mourão
(centro-oeste do Paraná), com apoio do Iapar – Instituto
Agronômico do Paraná, Universidade Federal do Paraná
(UFPR) e Syngenta, foi destaque de capa da revista Globo Rural,
edição de novembro. A reportagem de Luiz Roberto Toledo
e Ernesto de Souza destacou o sistema como opção de
diversificação da propriedade e aumento da rentabilidade
do produtor rural. Entre as principais vantagens do consórcio
de atividades estão a possibilidade de dobrar o lucro da
fazenda, a diluição dos custos e a redução
da incidência de pragas na lavoura, através da rotação
de culturas, racionalizando o uso de insumos.
“Lavoura e pecuária em harmonia”
foi a manchete de capa da revista. A reportagem traz, nas páginas
26 a 34, ampla reportagem sobre o projeto, destacando como título
principal: “Dupla aptidão – Integração
entre a produção comercial de grãos e a pecuária
bovina impõe-se no país como opção de
maior rentabilidade do que a exploração isolada das
atividades”.
Os repórteres da Globo Rural estiveram em
diversas regiões do país, entrevistando agricultores
e pecuaristas que compartilham as atividades. Em Campo Mourão,
Farol e Pitanga, regiões onde a integração
agricultura/pecuária ganhou impulso nos últimos anos,
com apoio da Coamo, eles conversaram com pioneiros do sistema, como
o engenheiro agrônomo José Aroldo Gallassini, diretor
presidente da Coamo, e os cooperados Geraldo Sembarske e Sérgio
Grande.
CORTE – O presidente
da Coamo, Dr. Aroldo Gallassini, definiu em uma única frase
a importância do projeto: “o trigo morre se houver geada
no inverno; o boi, não”, comparando uma das opções
de cultivo de inverno, o trigo, com a manutenção de
bovinos de corte nas áreas de agricultura. Ele, inclusive,
destaca que nas áreas de lavoura, onde o gado pastoreia no
inverno, a produtividade das culturas, no verão, é
mais elevada pela proteção do solo no inverno e até
pela deposição de esterco do gado.
Sérgio Grande, cooperado da Coamo em Pitanga,
é um dos pioneiros na utilização do sistema
integrado em sua região. Ele conta, na reportagem, que o
projeto da Coamo o ajudou a otimizar melhor a sua propriedade no
inverno. “A aveia preta plantada no inverno além de
cobrir o solo também serve para o pastoreio do gado. Assim,
posso manter um plantel elevado na propriedade o ano inteiro”.
LEITE – Pequenos
produtores também têm alcançado excelentes resultados
com a integração agricultura/pecuária. Eles
trabalham o sistema consorciando a produção agrícola
com a pecuária leiteira. É o caso do cooperado da
Coamo em Farol, Geraldo Sembasrke. Ele disse à reportagem
da Globo Rural que o sistema facilitou a utilização
da mão-de-obra familiar, agregando uma nova atividade ao
sítio e maior renda, principalmente com a redução
dos custos de produção. “Enquanto construíamos
a casa nova, utilizando a renda da lavoura, a manutenção
familiar foi garantida pelo leite”, contou. Sembarske e a
família mantém 27 vacas da raça holandesa em
lactação. Juntas, elas rendem uma média dia
de 180 litros de leite.
PROJETO COAMO –
As técnicas para aprimorar o sistema vêm sendo testadas
há seis anos na Fazenda Experimental da Coamo, em Campo Mourão.
Os animais, no verão, pastoreiam em piquetes de pastagem
perene de verão de capim mombaça e grama estrela.
Os testes que estão sendo feitos pela Coamo vão garantir
a expansão da tecnologia, mudando conceitos sobre adubação
de pastos e pisoteio. “O manejo integrado tecnificado não
só demonstrou que a prática é viável
como pode dar retorno superior ao de áreas exclusivamente
agrícolas”, completou.
Dos cerca de 19 mil cooperados da Coamo,
estima-se que entre 5% a 8% já tenham dado ao menos os primeiros
passos para a implantação do sistema.
Coamo ensina a poupar o solo
PROJETO DE FERTILIDADE
DA COOPERATIVA GANHA ESPAÇO EM REVISTA ESPECIALIZADA
DO SISTEMA
“Poupando
o solo para as futuras gerações”. Este
foi o título da reportagem especial de cinco páginas
publicada na edição número 4, de outubro/2004,
da revista Paraná Cooperativo. A matéria retratou
o Projeto Coamo de Fertilidade do Solo e Nutrição
de Plantas, sob o ponto de vista dos próprios cooperados,
os grandes beneficiados com o projeto que revolucionou a exploração
do solo agrícola.
O jornalista Samuel Milleo Filho também
destacou o Projeto Calcário, que marcou o início
do trabalho voltado ao equilíbrio dos macro e micro
elementos do solo. Com os projetos da Coamo, segundo a revista,
foi possível ampliar a produtividade das lavouras e
a renda do cooperado. A média entre os 19 mil produtores
associados à Coamo, atualmente, é de 54 sacas
de soja por hectare e 136 sacas de milho por hectare, resultados
que de acordo com a reportagem, impressionam.
Para o presidente da Coamo, engenheiro
agrônomo José Aroldo Gallassini, os projetos
foram criados a partir da constatação de que
a terra não acaba, mas a sua fertilidade sim. “E
este é um patrimônio que temos que conservar”,
orienta. Segundo Gallassini, produtividade não representa
apenas rentabilidade. “Ela é também sinônimo
de permanência do homem no campo”. Com o equilíbrio
da fertilidade do solo, a Coamo padronizou a produtividade
dos produtores, nas diferentes regiões de sua área
de atuação.
O gerente de Assistência Técnica
da Coamo, engenheiro agrônomo Nei Leocádio Cesconetto,
disse que os reultados alcançados com o projeto são
graças ao comprometimento dos cooperados e a dedicação
do quadro técnico da cooperativa. Ele lembrou que do
projeto também surgiram novos equipamentos que facilitaram
a vida do homem do campo. Como o Trado Coamo De Vidis, que
é um dos mais eficientes aparelhos do mercado para
a coleta de amostras do solo.
PERSONAGENS – O
cooperado Moacir Ferri, de Campo Mourão, no centro-oeste
do Paraná, foi um dos entrevistados pela revista. Ele
conta que mais que dobrou a produtividade média das
suas lavouras depois que investiu na melhoria da fertilidade
do solo. “Meu patrimônio é o meu solo.
A minha propriedade é a garantia da continuidade da
atividade agrícola por meus filhos e meus netos”.
Edemir Motim, também de Campo Mourão,
segue a mesma linha. “Investir no solo significa a permanência
na agricultura. Aprendemos, com a Coamo, a ver a terra como
uma aliada. Assim, precisamos tratá-la com respeito,
tirando dela apenas o necessária e fazendo sempre as
reposições de manutenção para
que ela sempre corresponda às nossas expectativas”,
salienta.
O projeto Coamo de Fertilidade do Solo
e Nutrição de Plantas foi um dos finalistas
entre os projetos brasileiros na categoria Inovação
Tecnológica do prêmio OCB/Globo Rural 2004. Em
seis anos do programa, já foram investidos pela Coamo
mais de R$ 52 milhões, na forma de financiamentos a
3,4 mil produtores cooperados. O total de área corrigida
pelo projeto é de 305 mil hectares.
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