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Órgão de divulgação da COAMO Agroindustrial Cooperativa | Edição 345 | novembro de 2005 | Campo Mourão - Paraná

Agricultura

Soja:

Qualidade no controle de plantas daninhas

ORIENTAÇÃO É DO AGRÔNOMO SERGIO BERTOLLA, DO DETEC DA COAMO EM JURANDA

No início da safra de soja 2005/2006, em algumas regiões da área de atuação da Coamo os técnicos estão preocupados com as aplicações em pós-emergência para o controle de plantas daninhas. A preocupação se baseia no aumento da população e do número de espécies de plantas daninhas resistentes aos herbicidas do grupo dos inibidores da Enzima ALS, o que aumentou muito a utilização dos produtos chamados de herbicidas de contato. Segundo o agrônomo Sérgio Bertolla, do Detec da Coamo em Juranda (Centro-Oeste do Paraná), estes produtos exigem um maior número de gotas em toda a superfície foliar das plantas daninhas, ou seja, é necessário molhar toda a folha do mato sem que ocorra escorrimento. “Para se obter isso, o ideal é utilizar bicos e volume de calda adequados, bicos que produzam gotas de médias a finas e volume de calda de 200 a 250 litros por hectare”, orienta.

Segundo Bertolla, quando se opta por esta tecnologia de aplicação deve-se redobrar os cuidados com as condições climáticas, como: temperatura abaixo de 30°C; umidade relativa do ar acima de 60%; ventos que mexam suavemente as folhas superiores da soja, tomando cuidado com a ausência de ventos; e a presença de orvalho, que pode levar ao escorrimento do produto para o solo.

Qualidade da água – Em algumas regiões, principalmente quando se utiliza água de poços artesianos, tem-se observado níveis de PH elevados, o que causam a redução da eficiência de alguns produtos. “Devido à necessidade de se monitorar as condições climáticas, uma ferramenta de grande valia é o termo-higrômetro. Outro cuidado muito importante é em relação ao tamanho das plantas a serem controladas. Os produtos chamados de contato exigem que elas tenham entre duas a quatro folhas para que tenhamos sucesso em seu controle”, salienta Bertolla.

De acordo o agrônomo, a pesquisa já comprovou que a maior competição da planta daninha com a soja, acontece nos primeiros 30 dias. “Por este motivo, em áreas de grande infestação devemos optar por aplicações seqüenciais, controlando-as ainda pequenas e evitando a competição com a soja”, completa.

Manejo contra a ferrugem

A ferrugem da soja é uma doença muito agressiva e tem a capacidade de evoluir muito rapidamente, com potencial de dano elevado, em alguns casos podendo comprometer quase toda a produção de uma lavoura.

Diante disso, o controle químico preventivo é fundamental para o sucesso no combate e prevenção dessa doença.

O engenheiro agrônomo Kleber Nilson Geller, do Detec da Coamo em Mamborê, afirma que o produtor que fez a semeadura no início da época recomendada para a sua região e utilizou de cultivares de ciclo precoce poderá evitar a maior carga de esporos do fungo que irá iniciar a multiplicação nas primeiras semeaduras. “Com isso, a lavoura atingiria a maturação fisiológica mais cedo, normalmente ‘escapando’ da época com maior ocorrência da ferrugem”, orienta. Para quem plantou mais tarde ou variedades de ciclo mais longo é bom ficar atento, pois a planta ficaria mais tempo exposta ao fungo da ferrugem, exigindo uma atenção e controle químico maiores.

Geller orienta que cooperado deve ficar atento à ocorrência da ferrugem principalmente naquelas cultivares que estão próximos do período reprodutivo e estabelecidos em locais onde as condições climáticas (temperatura, umidade) são mais favoráveis ao estabelecimento da doença. Segundo ele, o monitoramento da doença e sua identificação nos estágios iniciais são essenciais para a utilização eficiente do controle químico, devendo ser realizada a vistoria freqüente da lavoura para que não haja surpresas com um possível ataque agressivo do fungo.

Palestra sobre pastagem em Pinhão

O entreposto de Pinhão, no Centro-Sul do Paraná, realizou no dia 28 de outubro uma palestra com o tema Implantação, Renovação e Adubação em Pastagens. O evento aconteceu na sede local da Arcam e reuniu 125 cooperados. O tema foi abordado pelo professor da Sebastião Brasil, da Unicentro, de Guarapuava.

“Estamos cientes do interesse dos nossos cooperados e trabalhando para ampliar o conhecimento de todos, melhorando, assim, a exploração da agricultura e pecuária na região”, comemora Valdomiro Nesi, gerente do entreposto da Coamo em Pinhão.