“É bom acompanhar o desenvolvimento do Brasil nas questões de preservação ambiental. E o país tem avançado muito nesta área não só por uma questão humana e social, mas por sobrevivência. Por isso, não é demais afirmar que estamos construindo um instinto de preservação da natureza”. A análise foi feita recentemente pelo presidente do InpEV – Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias, João Cezar Meneguel Rando. Ele esteve em Campo Mourão para participar da abertura do projeto “Planeta Água – Mata Atlântica e Paisagens, realizado pela Coamo em parceria com a Basf, uma das principais empresas de produtos agroquímicos. Ele diz que é possível perceber uma mudança no comportamento das pessoas, quando o sistema brasileiro de recolhimento caminha para a sua consolidação.
O InpEV é o órgão que coordena todo o trabalho de retirada da natureza e destinação final das embalagens vazias de agrotóxicos. Os números divulgados pela entidade dão conta de que o processamento de embalagens cresceu 28,2% até o mês de outubro, em comparação com o mesmo período de 2004. Segundo o instituto, já foram recicladas ou incineradas 15.075 toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas.
No período compreendido entre janeiro e outubro, o Paraná foi o Estado que mais encaminhou embalagens para o destino final: 3.255 toneladas de embalagens (14,4% a mais do que o devolvido no mesmo período de 2004 quando foram processadas 2.846 toneladas). “O Brasil continua marchando e cada vez mais líder em valores absolutos no mundo, em termos de retiradas de embalagens vazias do meio ambiente”, destaca Rando.
Tríplice-lavagem – Do total das embalagens recebidas pelo InpEV até agora, 88% foram recicladas. O restante teve que ser incinerado por estarem contaminadas. “Um ponto fundamental para reduzir o número de contaminadas é a realização da tríplice-lavagem. Se os produtores adotarem efetivamente essa prática podemos chegar a índices de 90 a 95% de reciclagem do que é recolhido”, alerta Rando.
Coamo – Hoje o Brasil possui mais de 350 unidades de recebimento de embalagens vazias de agrotóxicos. No Paraná, são cerca de 80 e só a Coamo possui a metade delas. “Todo esse apoio nos dá muita confiança que nós estamos no caminho certo. Já somos líderes e temos que continuar nessa luta”, confirma o presidente do InpEV, ressaltando que para a meta do instituto é projetar uma visão de futuro para que o sistema possa encontrar uma maneira de se tornar auto-sustentável.