Uma das formas mais rápidas e eficientes de fornecer nutrientes para a planta de soja é através da adubação foliar. “A prática vem sendo utilizada há vários anos pelos agricultores, na forma de suplementação da adubação de base, com o propósito de corrigir deficiências nutricionais das plantas”, afirma o engenheiro agrônomo Juliano Seganfredo, do Detec da Coamo em Dez de Maio (Oeste do Paraná). Ele orienta que o adubo deve ser aplicado na folha depois de 30 dias da emergência da lavoura, “observando recomendação técnica, que deve ser baseada em análise foliar”, alerta.
Na região, com a estiagem ocorrida nas últimas safras, os produtores rurais que utilizaram adubação foliar na soja tiveram resultados, na média, melhores. É o caso do cooperado Ademir Felipe Richetti, que planta 20 alqueires de soja em Dez de Maio. A falta de chuvas reduziu em cerca de 30% a produtividade da cultura. “A média caiu para 110 sacas por alqueire, por causa da seca”, lamenta.
Mas, apesar dos resultados inferiores, o cooperado não descuidou, em nenhum momento da tecnologia. “Nós temos que acreditar, sempre. Afinal: como vamos produzir se não investimos? O pacote tecnológico adotado na propriedade é fundamental para a construção dos resultados positivos da lavoura”, enaltece Richetti, que vem utilizando a adubação foliar a cinco anos. “A prática tem sido bastante vantajosa, para o meu esquema de produção, proporcionando um rendimento maior da lavoura, em cerca de 10%, apesar da estiagem”, comemora.
Custo/benefício – A adubação foliar, no custo de produção do cooperado, representa cerca de duas sacas de soja por alqueire. “Investimento com retorno garantido, caso seja mantida a proporção de ganho em produtividade”, avalia Seganfredo. Ele diz que as principais vantagens da adubação foliar são: cargas estáveis e grãos mais pesados. “As folhas ficam mais verdes e as plantas maiores e mais sadias”, acrescenta o agrônomo.
A cultura do milho requer cuidados especiais para o seu bom desenvolvimento, desde o plantio do híbrido até a colheita. Para o engenheiro agrônomo Álvaro Vicente Reffatti, do Detec da Coamo em Abelardo Luz (Extremo-Oeste de Santa Catarina), seguir as recomendações da pesquisa, de acordo com a análise do solo, e caprichar na adubação são medidas essenciais para o sucesso do cereal no campo. “Para se obter altas produtividades com o milho é preciso investir. A adubação, quando for de cobertura, deve ser feita de preferência em duas vezes: a primeira com duas a quatro folhas verdadeiras e a segunda com seis a oito folhas. A fonte de nitrogênio é um dos itens importantes a serem observados, uma vez que responde direta-mente para a produtividade da cultura”, alerta Reffatti.
Outra orientação do agrônomo é manter a cultura no limpo pelo menos até aos 50 dias pós-emergência, período ideal para não haver mato/competição com o milho. Geralmente há a ocorrência da praga “lagarta do cartucho” que, dependendo do nível de infestação, pode comprometer seriamente a cultura. “O ideal é ficar atento; monitorar a lavoura e se necessário buscar informação com a assistência técnica, por se tratar de uma praga comum e de difícil controle, em virtude do local onde ela se aloja na cultura”, alerta.
Segundo o agrônomo, nos últimos anos, inclusive, tem havido um crescente aumento do pulgão do milho, praga antes considerada secundária. “Os produtores devem ficar atentos para o ataque dos pulgões e buscar informações sobre seu manejo para evitar perdas de produtividade”, sugere, ressaltando que o segredo é fazer monitoramento constante, principalmente quando as condições ambientais forem propícias para o aparecimento da praga nas fases de polinização e pendoamento, onde os danos são maiores.