Os preços da soja e do milho seguem em alta e alcançaram, neste mês, as maiores cotações desde 2004. Em dólar, o preço da saca de soja está ao redor de US$ 22. E os especialistas analisam que o mercado deve permanecer aquecido, sobretudo em função dos projetos de biodiesel, no Brasil, e do etanol, nos Estados Unidos. A expectativa é de que os valores permaneçam favoráveis ao agricultor pelos próximos dois anos.
O diretor-presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini, diz que a melhora dos preços durante a sa-fra foi a grande novidade. “O interessante foi que 60% da soja e 75% do milho ficaram para ser vendidos depois que os preços subiram. E os produtores aproveitaram as boas cotações, uma vez que apenas 20% da safra ainda está por vender”, revela Gallassini.
Futuro – Os cooperados também estão realizando bons negócios com os contratos para a colheita da nova safra, sobretudo na soja. Os preços para a entrega em março do próximo ano é de R$ 36,00 a saca, enquanto que para maio é de R$ 35,00. “As cotações na Bolsa de Chicago estão com os mais altos níveis dos últimos anos. Se esta condição for mantida e o câmbio melhorar poderemos ter preços ainda melhores”, considera o presidente da Coamo.
Soja
Com o fim da safra americana o mercado de soja passa a olhar para a safra sul-americana, a qual está susceptível ao clima e com os estoques mundiais baixos qualquer problema climático pode pressionar os preços para cima, e para o mercado financeiro, que tem injetado quantias recordes de dinheiro nos mercados de commodities, e no caso de uma crise financeira mundial eles podem retirar parte desse dinheiro e derrubar os preços das commodities. Em relação ao câmbio, o mercado financeiro mundial continua injetando dinheiro nos países emergentes o que é baixista, porém uma possível alta se daria com a saída desse fluxo, o que poderia ocorrer no caso de uma crise como a crise imobiliária nos EUA, em agosto.
Milho
O mercado interno explica a boa fase e a firmeza dos preços do milho. A demanda interna continua boa, fruto dos ótimos resultados da exportação de carne de frango, da alta do suíno e do boi gordo. Na outra ponta, as exportações do grão contribuíram sobremaneira para a redução da oferta, resultando em um quadro ajustado entre oferta e demanda. À medida que se avança em direção da safra nova, as atenções se concentram para o bom volume de oferta que estará disponível ao mercado, o que exigirá uma retomada das exportações. Nesta situação, encontraremos um mercado externo já acomodado, com preços inferiores aos praticados nesta safra.
Trigo
O mercado brasileiro de trigo segue travado, principalmente devido à liberação das exportações Argentinas, como os grandes moinhos tinham suas posições compradas já garantiram o abastecimento para os próximos meses. Num primeiro momento, a liberação dos registros de exportação resultou em arrefecimento nas cotações nos negócios futuros, no entanto, esta queda ocorreu basicamente porque os exportadores tinham mais de 5 milhões de toneladas em mãos e precisavam desovar. O excesso de oferta acabou resultando na queda dos preços. A partir do momento que os exportadores voltarem ao mercado argentino para comprar, a tendência é que encontrem preços mais firmes, refletindo assim perspectivas de alta no mercado brasileiro.
Café
O mercado interno continua travado, com oscilações negativas nas bolsas internacionais. Investidores, baseando-se nas notícias de clima chuvoso nas regiões produtoras, resolveram liquidar um pouco suas posições compradas. O mercado tende ser guiado por fatores fundamentais, por exemplo, o número da safra brasileira. O momento é de acomodação e grande incerteza, com preços oscilando dentro dos limites praticados.
VARIAÇÕES |
jun/07 |
jul/07 |
ago/07 |
set/07 |
out/07 |
Acumulado Período |
Acumulado 12 meses |
IGPM (% AO MÊS) |
0,26% | 0,28% | 0,98% | 1,29% | 1,05% | 3,96% | 6,28% |
TR (% AO MÊS) |
0,15% | 0,15% | 0,15% | 0,35% | 0,11% | 0,71% | 1,60% |
DÓLAR COMERCIAL (%AO MÊS) |
-0,14% | -2,52% | 4,50% | -6,28% | -5,16% | -9,76% | -14,36% |
TJLP (% AO MÊS) |
6,50% | 6,25% | 6,25% | 6,25% | 6,25% | ||
SOJA |
4,87% | 11,92% | 13,83% | 12,15% | 6,18% | 63,86% | 135,95% |
MILHO |
1,45% | 16,00% | 24,14% | 13,33% | 10,27% | 82,57% | 178,07% |
ALGODÃO |
0,00% | 0,00% | 0,00% | 0,00% | 0,00% | 0,00% | 0,00% |
TRIGO (PH 78) |
2,00% | 3,85% | 24,44% | 4,46% | 0,00% | 37,70% | 78,55% |
MÁQUINAS/ INSUMOS X PRODUTOS |
jun/07 |
jul/07 |
ago/07 |
set/07 |
out/07 |
MÉDIA
DO PERIODO |
MÉDIA ULT. 12 MESES |
TRATOR NEW HOLLAND TM-135 - 125 CV (COMPLETO) |
|||||||
SOJA |
4.388 | 4.356 | 3.980 | 3.524 | 4.337 | 4.169 | 5.037 |
MILHO |
8.633 | 8.889 | 7.385 | 6.250 | 7.815 | 7.924 | 9.403 |
ALGODÃO (TIPO 6) |
8.000 | 8.000 | 8.000 | 8.000 | 10.133 | 8.356 | 10.305 |
TRIGO (PH 78) |
4.706 | 4.528 | 3.960 | 3.493 | 4.856 | 4.399 | 5.597 |
COLHEITADEIRA NEW HOLLAND TC 57 (COMPLETA) |
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SOJA |
10.969 | 10.889 | 9.950 | 8.517 | 8.417 | 9.851 | 10.279 |
MILHO |
21.583 | 22.222 | 18.462 | 15.104 | 15.167 | 18.816 | 19.277 |
ALGODÃO (TIPO 6) |
20.000 | 20.000 | 20.000 | 19.333 | 19.667 | 19.667 | 20.908 |
TRIGO (PH 78) |
11.881 | 11.321 | 9.901 | 8.443 | 9.425 | 10.414 | 11.363 |
PLANTADEIRA PSE 8 2S (COM CÂMBIO) |
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SOJA |
1.539 | 1.528 | 1.396 | 1.236 | 1.113 | 1.394 | 1.416 |
MILHO |
3.029 | 3.119 | 2.591 | 2.193 | 2.005 | 2.657 | 2.654 |
ALGODÃO (TIPO 6) |
2.807 | 2.807 | 2.807 | 2.807 | 2.600 | 2.772 | 2.875 |
TRIGO (PH 78) |
1.667 | 1.589 | 1.389 | 1.226 | 1.246 | 1.470 | 1.561 |
PULVERIZADOR COLUMBIA MAXTER FLOW |
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SOJA |
1.432 | 1.422 | 1.000 | 1.150 | 1.117 | 1.311 | 1.318 |
MILHO |
2.818 | 2.901 | 2.410 | 2.040 | 2.014 | 2.497 | 2.469 |
ALGODÃO (TIPO 6) |
2.611 | 2.611 | 2.611 | 2.611 | 2.611 | 2.611 | 2.677 |
TRIGO (PH 78) |
1.551 | 1.478 | 1.293 | 1.140 | 1.251 | 1.383 | 1.453 |
CALCÁRIO |
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SOJA |
2 | 2 | 2 | 1 | 1 | 2 | 2 |
MILHO |
3 | 3 | 3 | 2 | 2 | 3 | 3 |
ALGODÃO (TIPO 6) |
3 | 3 | 3 | 3 | 3 | 3 | 3 |
TRIGO(PH 78) |
2 | 2 | 2 | 1 | 2 | 2 | 2 |
Para o cálculo da pariedade dos produtos X máquinas e insumos foram utilizados os preços praticados no último dia do mês. |
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