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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 367 | Novembro de 2007 | Campo Mourão - Paraná

Agromercado

Mercado animador

Em dólar, o preço da saca de soja está ao redor de US$ 22

Os preços da soja e do milho seguem em alta e alcançaram, neste mês, as maiores cotações desde 2004. Em dólar, o preço da saca de soja está ao redor de US$ 22. E os especialistas analisam que o mercado deve permanecer aquecido, sobretudo em função dos projetos de biodiesel, no Brasil, e do etanol, nos Estados Unidos. A expectativa é de que os valores permaneçam favoráveis ao agricultor pelos próximos dois anos.

O diretor-presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini, diz que a melhora dos preços durante a sa-fra foi a grande novidade. “O interessante foi que 60% da soja e 75% do milho ficaram para ser vendidos depois que os preços subiram. E os produtores aproveitaram as boas cotações, uma vez que apenas 20% da safra ainda está por vender”, revela Gallassini.

Futuro – Os cooperados também estão realizando bons negócios com os contratos para a colheita da nova safra, sobretudo na soja. Os preços para a entrega em março do próximo ano é de R$ 36,00 a saca, enquanto que para maio é de R$ 35,00. “As cotações na Bolsa de Chicago estão com os mais altos níveis dos últimos anos. Se esta condição for mantida e o câmbio melhorar poderemos ter preços ainda melhores”, considera o presidente da Coamo.

Agroanálises

 

Soja
Com o fim da safra americana o mercado de soja passa a olhar para a safra sul-americana, a qual está susceptível ao clima e com os estoques mundiais baixos qualquer problema climático pode pressionar os preços para cima, e para o mercado financeiro, que tem injetado quantias recordes de dinheiro nos mercados de commodities, e no caso de uma crise financeira mundial eles podem retirar parte desse dinheiro e derrubar os preços das commodities. Em relação ao câmbio, o mercado financeiro mundial continua injetando dinheiro nos países emergentes o que é baixista, porém uma possível alta se daria com a saída desse fluxo, o que poderia ocorrer no caso de uma crise como a crise imobiliária nos EUA, em agosto.

Milho
O mercado interno explica a boa fase e a firmeza dos preços do milho. A demanda interna continua boa, fruto dos ótimos resultados da exportação de carne de frango, da alta do suíno e do boi gordo. Na outra ponta, as exportações do grão contribuíram sobremaneira para a redução da oferta, resultando em um quadro ajustado entre oferta e demanda. À medida que se avança em direção da safra nova, as atenções se concentram para o bom volume de oferta que estará disponível ao mercado, o que exigirá uma retomada das exportações. Nesta situação, encontraremos um mercado externo já acomodado, com preços inferiores aos praticados nesta safra.

 

Trigo
O mercado brasileiro de trigo segue travado, principalmente devido à liberação das exportações Argentinas, como os grandes moinhos tinham suas posições compradas já garantiram o abastecimento para os próximos meses. Num primeiro momento, a liberação dos registros de exportação resultou em arrefecimento nas cotações nos negócios futuros, no entanto, esta queda ocorreu basicamente porque os exportadores tinham mais de 5 milhões de toneladas em mãos e precisavam desovar. O excesso de oferta acabou resultando na queda dos preços. A partir do momento que os exportadores voltarem ao mercado argentino para comprar, a tendência é que encontrem preços mais firmes, refletindo assim perspectivas de alta no mercado brasileiro.

Café
O mercado interno continua  travado,  com oscilações negativas nas bolsas internacionais. Investidores, baseando-se nas notícias de clima chuvoso nas regiões produtoras, resolveram liquidar um pouco suas posições compradas. O mercado tende ser guiado por fatores fundamentais, por exemplo, o número da safra brasileira. O momento é de acomodação e grande incerteza, com preços oscilando dentro dos limites praticados.

 

 

Indicadores Econômicos
VARIAÇÕES
jun/07
jul/07
ago/07
set/07
out/07
Acumulado
Período
Acumulado
12 meses
IGPM (% AO MÊS)
0,26% 0,28% 0,98% 1,29% 1,05% 3,96% 6,28%
TR (% AO MÊS)
0,15% 0,15% 0,15% 0,35% 0,11% 0,71% 1,60%
DÓLAR COMERCIAL (%AO MÊS)
-0,14% -2,52% 4,50% -6,28% -5,16% -9,76% -14,36%
TJLP (% AO MÊS)
6,50% 6,25% 6,25% 6,25% 6,25%
SOJA
4,87% 11,92% 13,83% 12,15% 6,18% 63,86% 135,95%
MILHO
1,45% 16,00% 24,14% 13,33% 10,27% 82,57% 178,07%
ALGODÃO
0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00%
TRIGO (PH 78)
2,00% 3,85% 24,44% 4,46% 0,00% 37,70% 78,55%

Poder de Troca mês a mês
MÁQUINAS/
INSUMOS X PRODUTOS
jun/07
jul/07
ago/07
set/07
out/07
MÉDIA DO
 PERIODO
MÉDIA ULT.
12 MESES
TRATOR NEW HOLLAND TM-135 - 125 CV (COMPLETO)
SOJA
4.388 4.356 3.980 3.524 4.337 4.169 5.037
MILHO
8.633 8.889 7.385 6.250 7.815 7.924 9.403
ALGODÃO (TIPO 6)
8.000 8.000 8.000 8.000 10.133 8.356 10.305
TRIGO (PH 78)
4.706 4.528 3.960 3.493 4.856 4.399 5.597
COLHEITADEIRA NEW HOLLAND TC 57 (COMPLETA)
SOJA
10.969 10.889 9.950 8.517 8.417 9.851 10.279
MILHO
21.583 22.222 18.462 15.104 15.167 18.816 19.277
ALGODÃO (TIPO 6)
20.000 20.000 20.000 19.333 19.667 19.667 20.908
TRIGO (PH 78)
11.881 11.321 9.901 8.443 9.425 10.414 11.363
PLANTADEIRA PSE 8 2S (COM CÂMBIO)
SOJA
1.539 1.528 1.396 1.236 1.113 1.394 1.416
MILHO
3.029 3.119 2.591 2.193 2.005 2.657 2.654
ALGODÃO (TIPO 6)
2.807 2.807 2.807 2.807 2.600 2.772 2.875
TRIGO (PH 78)
1.667 1.589 1.389 1.226 1.246 1.470 1.561
PULVERIZADOR COLUMBIA MAXTER FLOW
SOJA
1.432 1.422 1.000 1.150 1.117 1.311 1.318
MILHO
2.818 2.901 2.410 2.040 2.014 2.497 2.469
ALGODÃO (TIPO 6)
2.611 2.611 2.611 2.611 2.611 2.611 2.677
TRIGO (PH 78)
1.551 1.478 1.293 1.140 1.251 1.383 1.453
CALCÁRIO
SOJA
2 2 2 1 1 2 2
MILHO
3 3 3 2 2 3 3
ALGODÃO (TIPO 6)
3 3 3 3 3 3 3
TRIGO(PH 78)
2 2 2 1 2 2 2
Para o cálculo da pariedade dos produtos X máquinas e insumos foram utilizados os preços praticados no último dia do mês.