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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 367 | Novembro de 2007 | Campo Mourão - Paraná

Aniversário

Os 37 anos comemorados pela Coamo

Capitalização, estabilidade administrativa e apoio do quadro social estão entre os alicerces básicos da cooperativa

A Coamo é uma cooperativa que nasceu no interior, no dia 28 de novembro de 1970, e que tem na união dos seus cooperados, diretoria e funcionários, motivos que impulsionam o desenvolvimento e o progresso de dezenas de municípios e comunidades nos estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, resultando em benefício direto de milhares de famílias.

“A consolidação dos nossos compromissos com a comunidade, seja ela interna ou externa, tem levado a Coamo a um caminho cada vez mais sólido na construção uma cooperativa capaz de enfrentar todos os desafios dos novos tempos”, afirma José Aroldo Gallassini, diretor-presidente da Coamo. À frente da administração da cooperativa desde o seu início, há 37 anos, Gallassini diz que a Coamo se transformou na grande força do homem do campo.

Alicerce – A Coamo é uma das maiores cooperativas da América Latina, respondendo por 3,5% de toda a produção nacional de grãos e fibras e 16% da safra paranaense. O segredo de todo o sucesso da Coamo está alicerçado em quatro fatores básicos: a política de capitalização, a estabilidade administrativa, o apoio incondicional dos cooperados e a harmonia existente entre a diretoria, cooperados e funcionários.

“A expressiva participação e confiança dos cooperados no dia-a-dia é o que dá sentido à existência e a eficiência da Coamo, uma co-operativa que é orgulho para todos e que tem na melhoria da condição sócio-econômico dos associados um objetivo constante da sua administração. Parabenizamos a todos: cooperados, diretoria e funcionários por mais um ano de bons resultados da Coamo”, acrescenta Gallassini.

Agregação de valor – Entre as estratégias para ganhar mercado estão projetos para aumentar a produtividade e a renda dos co-operados e investimentos na agroindustrialização, como uma forma de agregar maior valor à produção dos associados. “Isto significa que os próprios associados estão sendo mais valorizados, uma vez que a produção está sendo entregue diretamente na mesa do consumidor, gerando mais receita e renda”, destaca o presidente da Coamo.

Envase em pet – A novidade está por conta da nova unidade industrial, implantada em Campo Mourão, para o envase de óleo de soja refinado em garrafas pet. A cooperativa investiu R$ 10 milhões na nova fábrica, cuja capa-cidade no envase é de 15 mil garrafas por hora.

A marca Coamo significa qualidade para os consumidores brasileiros. A linha de produtos alimentícios é composta de óleo de soja, farinha de trigo e café torrado e moído e margarinas. Em 2006, o faturamento global da Coamo atingiu R$ 2,66 bilhões, gerando sobras aos cooperados de R$ 190,30 milhões.

Pedro Jort: um francês urbano que virou agricultor no Brasil

Quando desembarcou no Brasil, no final da década de 30, deixando para trás a Grande Guerra, o francês Pierre Jort, ou Pedro Jort em bom Português, pensou que iria “derreter”. Natural de Strasburgo, no Leste da França – cidade que hoje é sede do Parlamento Europeu e onde faz muito frio, o ano inteiro, ele nunca tinha sentido tanto calor. Na época, com 18 anos, ele veio com a mãe Eva e  o pai, Georges, então engenheiro mecânico. Depois de passar pelo Rio de Janeiro e São Paulo, a família foi para Curitiba, onde a parte brasileira da história dos Jort tem o seu início.

Depois de uma viagem ao interior do Paraná, quando o pai de ‘seo’ Pedro acompanhou o então interventor Manoel Ribas, os Jort adquiriram uma área de 713 alqueires de terras em Campo Mourão (Centro-Oeste do Paraná). “O próprio Ribas afirmou ao meu pai que as terras da região de Campo Mourão eram o futuro do Estado”, afirma, destacando que a região era um grande campo aberto, com muita saúva, rodeado por matas.

Início difícil – A chegada da família a Campo Mourão foi no início de 1941. A mudança veio aos poucos, já que todo o transporte, na época, era muito difícil. Com as dificuldades iniciais, por causa do pouco conhecimento em agricultura, o pai foi trabalhar em uma grande empresa no interior de São Paulo. Pedro Jort e a mãe ficaram no sítio, plantando algumas lavouras manuais com o apoio dos vizinhos.

Com a mudança da mãe para São Paulo, onde o pai estava trabalhando, Jort foi aprender a profissão de agricultor em uma fazenda em Rolândia. Durante dez anos ele trabalhou, principalmente, no cultivo do café. Aproveitou, também, para formar a lavoura de café em parte da sua propriedade. E com os conhecimentos de mecânica, repassados pelo pai, Jort produziu um catador de café magnético, inventado pelo dono da fazenda onde trabalhava, e até vendeu alguns na região. “O instrumento separava o café da terra, após a colheita, facilitando a vida do produtor”, conta.

Mecanização – Depois do casamento com dona Marlis, filha do dono da fazenda onde aprendeu a trabalhar com o café, Pedro Jort se instalou definitivamente em Campo Mourão. Comprou um trator de esteira e iniciou o preparo do solo para o plantio de arroz. “Como a destoca com o esteira deu certo, acabei mecanizando várias propriedades, o que rendeu muito trabalho em toda a região”, lembra. O produtor chegou a ter quatro tratores de esteira.

A dificuldade para explorar toda a propriedade fez a família Jort dividir e vender parte da fazenda. ‘Seo’ Pedro ficou com 120 alqueires, na região de Campo Bandeira, nas proximidades da cidade.

Apoio para o trabalho – Já com os sete filhos nascidos (Nicole, Regina, Cecília, Gabriel, Valéria, Rafael e Daniel), o produtor acompanhou de perto o início da Coamo. Em 1974, tornou-se sócio da cooperativa e deu início a uma nova fase na sua vida como agricultor. “Ficou tudo mais fácil. Ganhamos tranqüilidade e mais certeza para tocar a lavoura. Agora tínhamos insumos certos para a hora certa; apoio para as situações adversas e, principalmente, assistência técnica e vantagens na comercialização da produção”, valoriza.

O filho Gabriel é hoje quem administra os 120 alqueires do ‘seo’ Pedro, que mesmo aos 86 anos ainda realiza negócios com a Coamo. “Não deixei de ser sócio. A minha parte da produção é depositada na cooperativa e eu mesmo me encarrego das vendas”.

Sentimento – Cada vez que “vê” o filme da sua vida o cooperado Pedro Jort sente que poderia ter feito mais para o futuro dos filhos. “Sei que fiz o melhor que pude para chegar onde estou. E o meu maior orgulho não está no patrimônio material e sim no legado de caráter, determinação e vontade de trabalhar que herdei dos meus pais e procurei passar aos meus filhos. Hoje percebo que, apesar de tudo, fiz a coisa certa”, conclui Jort.

Credicoamo na maioridade

Cooperativa completa 18 anos e consolida atuação no atendimento aos seus cooperados fomentando a produção sem burocracia

Fundada no dia 17 de novembro de 1989, a Credicoamo acaba de completar 18 anos. Com base só-lida, a cooperativa está entre as maiores do Paraná e do Brasil, no seu segmento, o crédito rural. Os produtos e serviços da Credicoamo beneficiam 6.872 associados em 18 Postos de Atendimento Cooperativo (PAC’s), que funcionam junto aos entrepostos da Coamo no Paraná e Santa Catarina. Uma forma desburocratizada de fomentar a produção, consolidada nas ações firmes e no trabalho responsável de uma entidade que, na maioridade, está pronta para os desafios do futuro.

Custeio e seguro agrícola – Até o fechamento desta edição a Credicoamo já havia contratado 3.116 projetos de seguro agrícola, perfazendo um total de 221 mil hectares de área e R$ 154 milhões de importância segurada. Em relação ao custeio das lavouras de trigo, milho safrinha, soja e milho verão, a cooperativa atendeu neste ano 5.630 projetos, com o repasse de R$ 222 milhões. “A meta da Credicoamo é alcançar R$ 250 milhões de financiamento de custeio ao quadro social”, revela o diretor-presidente da Credicoamo José Aroldo Gallassini.

Ativo total – O volume de ativos (faturamento) da Credicoamo, até agora, já é superior ao alcançado no ano passado. O resultado é de R$ 400 milhões contra R$ 292 de todo o ano de 2007. “A previsão é fechar o ano em R$ 440 milhões, uma incremento de 51% no resultado final”, comemora Gallassini, apontando o trabalho organizado e a confiança do quadro social como os principais fatores de sucesso da Credicoamo.

Para o presidente da Credicoamo, a cooperativa vem crescendo no caminho certo e ao final de cada exercício distribui sobras aos seus cooperados em razão da sua efetiva movimentação no dia-a-dia da cooperativa. “É um exemplo de que a união faz a força. Estamos felizes em constatar que ela vem cumprindo os seus objetivos, pois é uma cooperativa que funciona como um banco e inteiramente voltada aos interesses dos seus próprios cooperados”, assegura Gallassini.

Cooperados comemoram e valorizam parceria com a Credi

Leonildo Magnabosco, agricultor de Coronel Vivida, no Sudoeste do Paraná, faz parte do quadro social da Credicoamo há três anos. Ele diz que vem utilizando os vários produtos e serviços disponibilizados pela cooperativa e só tem contabilizado vantagens. “Não é só a movimentação da conta-corrente. Conto com toda a estrutura de um banco completo, inclusive com cartão de crédito internacional”, destaca, acrescentando: “estou satisfeito com o desenvolvimento da cooperativa que nos dá muita segurança e facilidades no dia-a-dia”.

Para Alberto Folman, cooperado da Credicoamo em Quinta do Sol, região do Vale do Ivaí, no Paraná, “a Credicoamo presta um grande serviço aos seus associados e faz a diferença no mercado de crédito rural”. Ele enumera que entre as principais vantagens em fazer parte do quadro social da cooperativa está à agilidade e desburocratização em todos os serviços. “A Credicoamo trouxe o que faltava para o cooperativismo de crédito rural. Podemos festejar esses 18 anos com todo êxito, porque temos muito o que come-morar”, valoriza.

E quem também comemora muito o fato de fazer parte da Credicoamo é o Moacir Antonio Batisti, cooperado em Tupãssi, no Oeste do Paraná. Ele afirma que o produtor rural encontra muita facilidade quando trabalha com a Credicoamo. “Sou associado desde 1999 e sempre fui muito bem atendido. É um banco de crédito diferente e que oferece aos agricultores vantagens que não encontramos em outros bancos. Sempre tive bons resultados nesta parceria com a Credicoamo. É uma cooperativa que eu assino embaixo”, afirma Batisti.