A Coamo é uma cooperativa que nasceu no interior, no dia 28 de novembro de 1970, e que tem na união dos seus cooperados, diretoria e funcionários, motivos que impulsionam o desenvolvimento e o progresso de dezenas de municípios e comunidades nos estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, resultando em benefício direto de milhares de famílias.
“A consolidação dos nossos compromissos com a comunidade, seja ela interna ou externa, tem levado a Coamo a um caminho cada vez mais sólido na construção uma cooperativa capaz de enfrentar todos os desafios dos novos tempos”, afirma José Aroldo Gallassini, diretor-presidente da Coamo. À frente da administração da cooperativa desde o seu início, há 37 anos, Gallassini diz que a Coamo se transformou na grande força do homem do campo.
Alicerce – A Coamo é uma das maiores cooperativas da América Latina, respondendo por 3,5% de toda a produção nacional de grãos e fibras e 16% da safra paranaense. O segredo de todo o sucesso da Coamo está alicerçado em quatro fatores básicos: a política de capitalização, a estabilidade administrativa, o apoio incondicional dos cooperados e a harmonia existente entre a diretoria, cooperados e funcionários.
“A expressiva participação e confiança dos cooperados no dia-a-dia é o que dá sentido à existência e a eficiência da Coamo, uma co-operativa que é orgulho para todos e que tem na melhoria da condição sócio-econômico dos associados um objetivo constante da sua administração. Parabenizamos a todos: cooperados, diretoria e funcionários por mais um ano de bons resultados da Coamo”, acrescenta Gallassini.
Agregação de valor – Entre as estratégias para ganhar mercado estão projetos para aumentar a produtividade e a renda dos co-operados e investimentos na agroindustrialização, como uma forma de agregar maior valor à produção dos associados. “Isto significa que os próprios associados estão sendo mais valorizados, uma vez que a produção está sendo entregue diretamente na mesa do consumidor, gerando mais receita e renda”, destaca o presidente da Coamo.
Envase em pet – A novidade está por conta da nova unidade industrial, implantada em Campo Mourão, para o envase de óleo de soja refinado em garrafas pet. A cooperativa investiu R$ 10 milhões na nova fábrica, cuja capa-cidade no envase é de 15 mil garrafas por hora.
A marca Coamo significa qualidade para os consumidores brasileiros. A linha de produtos alimentícios é composta de óleo de soja, farinha de trigo e café torrado e moído e margarinas. Em 2006, o faturamento global da Coamo atingiu R$ 2,66 bilhões, gerando sobras aos cooperados de R$ 190,30 milhões.
Quando desembarcou no Brasil, no final da década de 30, deixando para trás a Grande Guerra, o francês Pierre Jort, ou Pedro Jort em bom Português, pensou que iria “derreter”. Natural de Strasburgo, no Leste da França – cidade que hoje é sede do Parlamento Europeu e onde faz muito frio, o ano inteiro, ele nunca tinha sentido tanto calor. Na época, com 18 anos, ele veio com a mãe Eva e o pai, Georges, então engenheiro mecânico. Depois de passar pelo Rio de Janeiro e São Paulo, a família foi para Curitiba, onde a parte brasileira da história dos Jort tem o seu início.
Depois de uma viagem ao interior do Paraná, quando o pai de ‘seo’ Pedro acompanhou o então interventor Manoel Ribas, os Jort adquiriram uma área de 713 alqueires de terras em Campo Mourão (Centro-Oeste do Paraná). “O próprio Ribas afirmou ao meu pai que as terras da região de Campo Mourão eram o futuro do Estado”, afirma, destacando que a região era um grande campo aberto, com muita saúva, rodeado por matas.
Início difícil – A chegada da família a Campo Mourão foi no início de 1941. A mudança veio aos poucos, já que todo o transporte, na época, era muito difícil. Com as dificuldades iniciais, por causa do pouco conhecimento em agricultura, o pai foi trabalhar em uma grande empresa no interior de São Paulo. Pedro Jort e a mãe ficaram no sítio, plantando algumas lavouras manuais com o apoio dos vizinhos.
Com a mudança da mãe para São Paulo, onde o pai estava trabalhando, Jort foi aprender a profissão de agricultor em uma fazenda em Rolândia. Durante dez anos ele trabalhou, principalmente, no cultivo do café. Aproveitou, também, para formar a lavoura de café em parte da sua propriedade. E com os conhecimentos de mecânica, repassados pelo pai, Jort produziu um catador de café magnético, inventado pelo dono da fazenda onde trabalhava, e até vendeu alguns na região. “O instrumento separava o café da terra, após a colheita, facilitando a vida do produtor”, conta.
Mecanização – Depois do casamento com dona Marlis, filha do dono da fazenda onde aprendeu a trabalhar com o café, Pedro Jort se instalou definitivamente em Campo Mourão. Comprou um trator de esteira e iniciou o preparo do solo para o plantio de arroz. “Como a destoca com o esteira deu certo, acabei mecanizando várias propriedades, o que rendeu muito trabalho em toda a região”, lembra. O produtor chegou a ter quatro tratores de esteira.
A dificuldade para explorar toda a propriedade fez a família Jort dividir e vender parte da fazenda. ‘Seo’ Pedro ficou com 120 alqueires, na região de Campo Bandeira, nas proximidades da cidade.
Apoio para o trabalho – Já com os sete filhos nascidos (Nicole, Regina, Cecília, Gabriel, Valéria, Rafael e Daniel), o produtor acompanhou de perto o início da Coamo. Em 1974, tornou-se sócio da cooperativa e deu início a uma nova fase na sua vida como agricultor. “Ficou tudo mais fácil. Ganhamos tranqüilidade e mais certeza para tocar a lavoura. Agora tínhamos insumos certos para a hora certa; apoio para as situações adversas e, principalmente, assistência técnica e vantagens na comercialização da produção”, valoriza.
O filho Gabriel é hoje quem administra os 120 alqueires do ‘seo’ Pedro, que mesmo aos 86 anos ainda realiza negócios com a Coamo. “Não deixei de ser sócio. A minha parte da produção é depositada na cooperativa e eu mesmo me encarrego das vendas”.
Sentimento – Cada vez que “vê” o filme da sua vida o cooperado Pedro Jort sente que poderia ter feito mais para o futuro dos filhos. “Sei que fiz o melhor que pude para chegar onde estou. E o meu maior orgulho não está no patrimônio material e sim no legado de caráter, determinação e vontade de trabalhar que herdei dos meus pais e procurei passar aos meus filhos. Hoje percebo que, apesar de tudo, fiz a coisa certa”, conclui Jort.
Fundada no dia 17 de novembro de 1989, a Credicoamo acaba de completar 18 anos. Com base só-lida, a cooperativa está entre as maiores do Paraná e do Brasil, no seu segmento, o crédito rural. Os produtos e serviços da Credicoamo beneficiam 6.872 associados em 18 Postos de Atendimento Cooperativo (PAC’s), que funcionam junto aos entrepostos da Coamo no Paraná e Santa Catarina. Uma forma desburocratizada de fomentar a produção, consolidada nas ações firmes e no trabalho responsável de uma entidade que, na maioridade, está pronta para os desafios do futuro.
Custeio e seguro agrícola – Até o fechamento desta edição a Credicoamo já havia contratado 3.116 projetos de seguro agrícola, perfazendo um total de 221 mil hectares de área e R$ 154 milhões de importância segurada. Em relação ao custeio das lavouras de trigo, milho safrinha, soja e milho verão, a cooperativa atendeu neste ano 5.630 projetos, com o repasse de R$ 222 milhões. “A meta da Credicoamo é alcançar R$ 250 milhões de financiamento de custeio ao quadro social”, revela o diretor-presidente da Credicoamo José Aroldo Gallassini.
Ativo total – O volume de ativos (faturamento) da Credicoamo, até agora, já é superior ao alcançado no ano passado. O resultado é de R$ 400 milhões contra R$ 292 de todo o ano de 2007. “A previsão é fechar o ano em R$ 440 milhões, uma incremento de 51% no resultado final”, comemora Gallassini, apontando o trabalho organizado e a confiança do quadro social como os principais fatores de sucesso da Credicoamo.
Para o presidente da Credicoamo, a cooperativa vem crescendo no caminho certo e ao final de cada exercício distribui sobras aos seus cooperados em razão da sua efetiva movimentação no dia-a-dia da cooperativa. “É um exemplo de que a união faz a força. Estamos felizes em constatar que ela vem cumprindo os seus objetivos, pois é uma cooperativa que funciona como um banco e inteiramente voltada aos interesses dos seus próprios cooperados”, assegura Gallassini.
Leonildo Magnabosco, agricultor de Coronel Vivida, no Sudoeste do Paraná, faz parte do quadro social da Credicoamo há três anos. Ele diz que vem utilizando os vários produtos e serviços disponibilizados pela cooperativa e só tem contabilizado vantagens. “Não é só a movimentação da conta-corrente. Conto com toda a estrutura de um banco completo, inclusive com cartão de crédito internacional”, destaca, acrescentando: “estou satisfeito com o desenvolvimento da cooperativa que nos dá muita segurança e facilidades no dia-a-dia”.
Para Alberto Folman, cooperado da Credicoamo em Quinta do Sol, região do Vale do Ivaí, no Paraná, “a Credicoamo presta um grande serviço aos seus associados e faz a diferença no mercado de crédito rural”. Ele enumera que entre as principais vantagens em fazer parte do quadro social da cooperativa está à agilidade e desburocratização em todos os serviços. “A Credicoamo trouxe o que faltava para o cooperativismo de crédito rural. Podemos festejar esses 18 anos com todo êxito, porque temos muito o que come-morar”, valoriza.
E quem também comemora muito o fato de fazer parte da Credicoamo é o Moacir Antonio Batisti, cooperado em Tupãssi, no Oeste do Paraná. Ele afirma que o produtor rural encontra muita facilidade quando trabalha com a Credicoamo. “Sou associado desde 1999 e sempre fui muito bem atendido. É um banco de crédito diferente e que oferece aos agricultores vantagens que não encontramos em outros bancos. Sempre tive bons resultados nesta parceria com a Credicoamo. É uma cooperativa que eu assino embaixo”, afirma Batisti.
