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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 367 | Novembro de 2007 | Campo Mourão - Paraná

Editorial

Editorial:

Cooperativismo de sucesso

Engenheiro agrônomo José Aroldo Gallassini, idealizador e diretor-presidente da Coamo Agroindustrial Cooperativa

O plantio da safra 07/08 está na reta final e as atenções dos cooperados ficam por conta do acompanhamento e monitoramento das lavouras, através dos controles fitossanitários. Com as lavouras implantadas, esperamos com a graça de Deus por uma safra bem-sucedida, com chuvas regulares, bom desenvolvimento das culturas e bons preços na comercialização.

Sempre ao lado dos seus cooperados, a Coamo está disponibilizando novamente nesta safra um importante benefício para o desenvolvimento e boas produtividades das lavouras. Trata-se de programas específicos com apoio de empresas parceiras, que através de laboratórios farão análises das doenças da soja, principal-mente a ferrugem, que vem crescendo e preocupando muito os agricultores brasileiros nos últimos anos.

As condições climáticas da safra 07/08 estão dentro da normalidade, porém, houve atrasos no plantio em algumas regiões, que podem determinar a redução do plantio da próxima safrinha. Por sua vez, os cooperados da Coamo após semear as lavouras de verão, já estão se planejando para a próxima “safrinha”, esperando boas produtividades e rentabilidade.

A Coamo fez novamente um relevante trabalho fornecendo os insumos necessários na hora certa e uma assistência de qualidade para o sucesso desta nova safra agrícola dos seus cooperados. Com o trabalho de uma equipe de profissionais capacitados e comprometidos, os cooperados têm a certeza de que todas as atividades da cooperativa visam o desenvolvimento técnico, social e econômico, aumento de produtividades, renda e qualidade de vida da família co-operada.

Para a satisfação dos cooperados, o ano de 2007 deve marcar o início da recuperação da atividade agrícola, motivada por fatores que vêm impulsionando o bom desempenho do nosso setor, da Coamo e da própria economia brasileira. É uma situação bem diferente daquela vivida nos anos anteriores, que registrou graves problemas de preços e clima, influenciaram diretamente na queda da renda dos produtores.

A Credicoamo completou 18 anos de fundação no dia 17 de novembro e a Coamo, 37 anos em 28 de novembro. São duas histórias de sucesso, de duas cooperativas que são motivos de orgulho para o cooperativismo e o agronegócio brasileiro, e que estão sempre ao lado e na defesa dos interesses dos seus milhares de cooperados.

Um dos motivos do sucesso da Coamo e da Credicoamo é, seguramente, a participação maciça dos cooperados que dão a confiança, o apoio e o sentido à existência das cooperativas. Um exemplo dessa participação ocorre nas atividades promovidas ao longo do ano junto aos cooperados, esposas e filhos. Recentemente, dentro do Programa Coamo de Integração da Família Cooperativista, a diretoria recebeu em Campo Mourão a visita de 1.500 mulheres cooperadas e esposas de cooperados, de todas as unidades da cooperativa. Foram promovidos dez eventos com absoluto sucesso, propiciando à família cooperada um maior conhecimento dos serviços e benefícios disponibilizados pela Coamo e também a valorização do cooperativismo. Desta forma, somente neste ano, a Coamo contabiliza a participação de 4.041 mulheres em centenas de eventos.

Os bons resultados e a filosofia de trabalho mostram que a Coamo e a Credicoamo estão no caminho certo. Com a união, o trabalho e a cooperação entre diretoria, co-operados e funcionários, está se construindo uma bonita história, incrementando produtividade e renda, e agregando valor à produção dos cooperados. Assim, com profissionalismo, competência e qualidade nos serviços,  a Coamo e a Credicoamo estão fazendo a sua parte e colaborando para um Brasil melhor, gerando empregos, riquezas, tributos, e qualidade de vida para milhares de pessoas.

Ponto de Vista:

A prática da cooperação através do esporte

João Paulo Koslovski, presidente do Sistema Ocepar

A promoção de eventos esportivos pelas cooperativas paranaenses é um indicativo da preocupação dos seus dirigentes com ações de responsabilidade social. Além disso, o esporte contribui para a o aperfeiçoamento da prática da doutrina cooperativista que exige, por excelência, a interação entre pessoas, a cooperação mesmo diante de situações de conflito e competição, pois na cooperativa o objetivo maior é a satisfação dos desejos da maioria.

Campeonatos de longa duração, festivais de canção, torneios de fim-de-semana e festas de integração com grande diversidade de disputas (bocha, vôlei, futebol de salão, truco, corridas, etc.) são eventos saudáveis realizados no meio cooperativista, onde cada instituição os organiza de acordo com o desejo dos membros da cooperativa.

Embora nas empresas sejam mais comuns os eventos esportivos realizados entre os trabalhadores, nas cooperativas passou-se a realizar torneios específicos para os cooperados, o que demonstra a vertente social e democrática da ação cooperativa.

Afinal, a empresa cooperativa existe porque um grupo de pes-soas se organizou para constituí-la a fim de lhes prestar serviços.

Estruturadas, as cooperativas ou suas associações de funcionários montaram áreas de lazer, construíram canchas esportivas, algumas de fazer inveja a muitas instituições. E além de reunir os colaboradores, passaram a servir, democraticamente, também aos associados, que mesmo indiretamente possibilitaram que essas estruturas fossem edificadas.

A edição de setembro da revista Paraná Cooperativo focalizou a realização do maior campeonato de futebol suíço do mundo, a Copa Coamo, e julgamos oportuno traçar um paralelo entre as diversas práticas esportivas e o cooperativismo.

As duas reúnem pessoas interessadas em dar sua contribuição para alcançar objetivos comuns aos integrantes do “time”. A co-operação, que é a base de qualquer equipe, em si só não garante a vitória, pois há outros times a serem vencidos. Para vencer a concorrência é preciso que cada integrante seja solidário, fiel e deixe o individualismo de lado.

Além de ser um bom jogador, precisa dar o máximo de si para que sua equipe seja vencedora. Para fazer gol é preciso dividir a responsabilidade com os demais integrantes do time. Ninguém joga sozinho.

Como em qualquer atividade humana, tanto no jogo como na cooperativa há diferenças a superar, idéias próprias a serem abandonadas em nome da coesão, pois só esta conduz à vitória. O gol, embora seja concretizado por um integrante do time, é resultado das ações do conjunto dos atletas, de sua capacidade de organização, cooperação e coesão.

Entre os maiores benefícios das atividades lúdicas estão a sociabilização das pessoas, a liderança, a disciplina, o controle das emoções e a cooperação, sem esquecer, obviamente, a saúde. Contribui para solucionar problemas de auto-estima, aceitação e aprendizagem. E isso tem repercussão na inter-relação dos associados e destes com a administração da cooperativa. Por isso, é louvável a atitude das cooperativas que promovem atividades esportivas entre seus associados e colaboradores como forma de integração. Mais que uma ação de marketing institucional, essas atividades aproximam pessoas e comunidades, proporcionando uma integração que beneficia a todos.

Viva os jogos cooperativos. Viva a prática da cooperação!