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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 367 | Novembro de 2007 | Campo Mourão - Paraná

Plantio de Verão

Otimismo com a nova safra

Em Mamborê, lavouras de milho e soja  do cooperado Edelfonso Becker se desenvolvem bem, com o clima favorável

A falta de chuva que acabou atrasando o plantio das lavouras de verão na maioria das regiões produtoras do Estado no Paraná não foi problema para o cooperado Edelfonso Becker, de Mamborê, no Centro-Oeste do Estado. Otimista com o futuro, ele conta que é um privilegiado, uma vez que as áreas onde planta suas lavouras estão localizadas em regiões do município, onde quase não existe problema de déficit hídrico. “Tirando o início do plantio do milho, praticamente não tivemos falta de chuva aqui nesta região, o que acabou favorecendo o plantio da soja. Tive até de segurar um pouco o plantio para não semear toda a área no mesmo período”, comenta.

Becker semeou neste ano 170 alqueires divididos com 63 de milho e 107 de soja. Adepto do sistema de rotação de culturas ele não deixa de cultivar milho, no verão, em pelo menos 30% da área e sempre teve bons resultados. “A rotação é determinante para o sucesso de todo nosso esquema de produção, por isso, não deixo de plantar milho no verão junto com a soja”, explica o cooperado que no inverno divide a área com milho safrinha, trigo, aveia para cobertura e para semente, também no esquema de rotação.

Pelo menos na região de Becker não está ocorrendo a estiagem que tanto se comentou anteriormente e as lavouras do cooperado estão sendo favorecidas pelo clima, se comportando muito bem. Ele revela que a esperança com relação a produção da safra, tanto de milho como soja, são grandes. “Tenho fé que o ano será muito promissor. Até aqui pelo menos não posso reclamar, está tudo como planejado”, adianta. Na última safra de verão Becker colheu uma média 136 sacas de soja e 367 de milho. Resultado positivo também com a safrinha que foi fechada em 170 sacas de milho, nos 46 alqueires que foram semeados.

Investimento – Mas todo o sucesso do cooperado não é conquistado por acaso. Ele investe no seu sistema de produção, apostando na atividade. Todo o solo do cooperado é corrigido anualmente. “Cada safra deve ser planejada a partir das necessidades do solo, fazendo analises e as correções necessárias. Não adianta fazer economia onde não se pode fazer. É preciso devolver ao solo o que se retira dele”, opina o produtor.

Visão – Bem informado e atento as mudanças, Edelfonso Becker prevê um futuro melhor para a agricultura. Ele acredita no crescimento do setor agrícola com a chamada bioenergia. “O etanol está ai e o biodiesel também e por isso precisamos nos motivar, pois os próximos anos serão do agricultor, com a promessa de grandes safras e bons preços. A Europa está consumindo mais e produzindo menos, o que é ótimo para nós produtores. Basta aproveitarmos os melhores preços e comercializar no momento certo”, acredita.

Parceria forte – Há quase vinte anos Becker é associado a Coamo e revela que não tem outra cooperativa igual. Para ele a liquidez, segurança e as facilidades proporcionadas pela cooperativa ao associado não se encontra em lugar nenhum. “Compro e entrego toda minha produção na Coamo. As garantias que tenho aqui nunca encontrei em outro lugar. Aqui tenho atendido todas as necessidades da minha pessoa e da minha lavoura. É uma segurança que não se compra, se conquista”, agradece Becker.

Milho ganha espaço

De acordo com levantamento da Supervisão Técnica da Coamo, a área de milho foi incrementada em 12,3% em relação à safra anterior. Em 2006/07 os cooperados cultivaram 92 mil alqueires com o cereal e neste ano a área plantada é de 103,5 mil alqueires. Para o engenheiro agrônomo Antonio Carlos Ostrowski, supervisor de Assistência Técnica da Coamo, este quadro deve-se à previsão de bons preços do milho; a necessidade de rotação de culturas e aos projetos de bioenergia. “Animado com os ótimos preços, tanto na soja como no milho, o agricultor está melhor capitalizado e voltou a investir nas lavouras”, explica Ostrowski.

Com o aumento da área de milho a soja perde espaço e terá uma redução de aproximadamente 2% em toda área de ação da cooperativa. Enquanto na safra passada os cooperados da Coamo semearam 573,2 mil alqueires com a oleaginosa, nesta safra a área plantada será de 762,3 mil alqueires. “Essa diferença será ocupada basicamente pela cultura do milho, que voltou a atingir preços atrativos e é excelente para a rotação de culturas, encaixando perfeitamente no sistema de produção da propriedade”, analisa o agrônomo.

Apesar das previsões climáticas não muito animadoras, que apontam uma forte influência do fenômeno La Niña, Ostrowski acredita que os resultados serão bons. “Até agora o clima vem se comportando bem e as culturas se desenvolvem conforme o previsto”, finaliza.