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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 378 | Novembro de 2008 | Campo Mourão - Paraná

Biotecnologia

O avanço da transgenia no Brasil

Diretor da Coodetec informa que produtores rurais terão grande leque de alternativas para as próximas safras

“Os produtores brasileiros estão experimentando nos últimos anos uma grande fase na agricultura e nas próximas safras acompanharão um grande avanço na área de biotecnologia que mudará o cenário agrícola do país”. A afirmação é do diretor-executivo da Cooperativa Central de Pesquisa Agrícola (Coodetec), Ivo Marcos Carraro. Em entrevista concedida ao Jornal Coamo, ele lembrou que apenas a partir da década de 90 o Brasil iniciou os primeiros trabalhos de pesquisa na área de biotecnologia. “A primeira lei de biossegurança foi aprovada em 1995 (Lei 8974/95) estabelecendo normas e procedimentos relativos ao uso das técnicas de engenharia genética. Dois anos depois vieram as leis de Patentes e de Cultivares. Desta maneira, o que outros países já faziam há mais de 50 anos o Brasil está fazendo há menos de duas décadas”.

O ingresso de empresas multinacionais e nacionais realizando investimentos na área de pesquisa transgênica possibilitou um avanço na agricultura brasileira que deve ser beneficiada com um grande leque de alternativas já a partir das próximas safras de verão e inverno. Segundo o dirigente da Coodetec, as empresas de pesquisa beneficiam um grande número de agricultores que, por sua vez, fazem uso das novas tecnologias e aumentam as produtividades das suas lavouras e com o advento da biotecnologia, devolvem um pouco as empresas na forma de royalties para que o trabalho de pesquisa continue sendo realizado. “Com essa abertura de mercado estamos vivendo uma nova fase na agricultura brasileira em face da quebra de barreiras, que pouco a pouco foram sendo rompidas, em função da coragem, curiosidade e ânsia do nosso agricultor por novas e modernas tecnologias”.

Novidades – O diretor da Coodetec anuncia que o Brasil já conta com nove eventos trans-gênicos aprovados pela CTNBio – Comissão Técnica Nacional de Biossegurança, sendo um para a soja, três para o algodão e cinco para o milho, que estarão a disposição dos produtores a partir das próximas safras. Além dos novos ventos transgênicos aprovados, Carraro informa que existem muitos outros que estão na fila de espera para receber aprovação da CNTBio que é o órgão que avalia tecnicamente todas as atividades desenvolvidas com uso da engenharia genética no Brasil. “Levamos quase 20 anos para viver este momento fantástico na nossa agricultura, e a partir de agora vamos ter um leque de alternativas que possibilitará aos produtores plantar uma tecnologia segura e rigorosa, e essa é a realidade que teremos que conviver daqui para frente”.

O pesquisador considera ser muito importante o momento da biotecnologia no Brasil. Segundo ele, “é momento de todos acordarem – técnicos, dirigentes, agricultores, para essa nova realidade e acompanhar essa tendência, já que todos teremos muita coisa nova para aprender com o advento dessas novas tecnologias que certamente, farão a diferença nos campos dos produtores brasileiros”.

Fundamental – O fato da Coodetec ser uma cooperativa de pesquisa que reúne as 36 mais importantes cooperativas de produção agrícola do país, e de representar quase 200 mil agricultores, é relevante na medida em que a instituição está participando ativamente como protagonista e não como coadjuvante neste processo de discussão científica para os avanços da biotecnologia no Brasil. “Temos um bom relaciona-mento com outras empresas globais e atuamos dentro de campo e não na arquibancada. Desta maneira, contribuímos com diversos segmentos para que as tecnologias cheguem o mais rápido possível aos produtores rurais”, assegura Carraro.

Encontro de núcleos cooperativos da Ocepar

Lideranças cooperativistas de todo o Paraná participaram de 17 a 20 de novembro do Encontro de Núcleos Cooperativos, realizado pelo Sistema Ocepar. As reuniões iniciaram pela região Sudoeste, tendo como cooperativa anfitriã a Cocamp, de Palmas. Depois foi a vez da região Oeste, tendo como cooperativa anfitriã a Coodetec, de Cascavel. Em seguida, o encontro aconteceu na Cocari, em Mandaguari. E fechando a semana com a reunião realizada no Centro-sul, na Castrolanda.

Avaliação – João Paulo Koslovski, presidente do Sistema Ocepar, comentou sobre o trabalho realizado pela entidade de representação das cooperativas no Estado. “Estamos vivendo um momento conturbado na economia, diferente porque vem do exterior para cá, antes era daqui para lá. Com reflexos ainda pequenos este ano, mas com certeza com reflexos fortes para o ano que vem. Hoje temos a oportunidade de discutir o que vamos fazer em 2009 e mostrar o que a Ocepar fez em 2008”.

O superintendente da Ocepar, José Roberto Ricken, falou sobre o Plano de Ação para 2009. Segundo ele foram mais de 3.000 eventos e treinamentos realizados em 2008 pelo Sistema Cooperativista Paranaense e a expectativa é que esse número cresça em 2009. (Com informações Paraná Cooperativo)