Um corredor formado por centenas Flamboyants revela uma arquitetura que parece coroar o portal de entrada do Parque Estadual de Vila Rica do Espírito Santo, em Fênix, na região Noroeste do Paraná. De grande valor histórico e arqueológico, o parque é palco de uma história de 433 anos, desconhecida de boa parte da população brasileira, e que tem uma relação direta com a formação do país. A mata abriga o que restou das ruínas de Villa Rica del Espiritu Santu, fundada pelos espanhóis em 1576.
História viva – O ambientalista Rubens Vasconcelos Calixto, empresário em Fênix, é quem conta um pouco desta história. Segundo ele, pelo Tratado de Tordesilhas, a região pertencia à Espanha, que fundou a vila. “Houve progresso e o vilarejo foi entregue aos padres jesuítas espanhóis, em 1650”, lembra. Mas por volta de 1800 os evangelizadores foram expulsos pelos portugueses, que romperam o tratado. “Muitos índios e padres morreram no confronto, e o que restou dos jesuítas foi escoltado pelos portugueses até Foz do Iguaçu”, afirma Calixto.
Acervo – Hoje a região é preservada pelo Governo do Estado. As ruínas da cidade são constantemente avaliadas por historiadores e arqueólogos de todas as partes do mundo. Parte do que foi encontrado no local (sino e chave da igreja, telhas, urnas funerárias e parte da arquitetura das casas) está exposto no Museu paranaense, em Curitiba).
Sobre o parque – Criado em 1955, o parque ocupa uma área de 353,8 hectares, inserido no Bioma Mata Atlântica. Conta museu, sala de exposições e trilhas. Anual-mente, milhares de estudantes visitam o parque.

