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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 378 | Novembro de 2008 | Campo Mourão - Paraná

Planejamento

O campo faz a lição de casa

Calejados pelas experiências de vida nem sempre positivas, cooperados descobrem no planejamento a estratégia para garantir resultados mais estáveis na propriedade

Um velho ditado popular é categórico em afirmar que “dos tempos bicudos ficam as maiores lições”. É preciso, sempre, aprender com as dificuldades. enxergar o lado positivo diante das experiências enfrentadas no trabalho e na vida. Com este conceito incorporado ao dia-a-dia do campo, muitos cooperados estão garantindo resultados mais estáveis na propriedade. A estratégia adotada por eles tem base na execução de um planejamento elaborado a partir de informações que recebem, principalmente, de fora da porteira.

Dirceu Pinto Ferreira, de Fênix, no Noroeste Paranaense, é um dos que mantém o foco nos resultados, a partir da antecipação de objetivos. Ele já encerrou o plantio da safra de verão em sua propriedade. Seguiu o planeja-mento estabelecido em parceria com a assistência técnica da co-operativa, ainda no ano passado. “A meta é sempre olhar para o sistema como um todo e não uma única cultura, isoladamente”, re-vela Ferreira, que já definiu, inclusive, as áreas que receberão a safrinha de milho no inverno. “Esta é uma região em que é preciso adiantar um pouco o plantio da soja para fugir do risco de geada na safrinha. Uma decisão bem pensada, capaz de garantir bons resultados nas duas safras”.

Ótimo rendimento – O custo do cooperado com a aquisição de insumos para a safra de verão ficou em torno de 63 sacas de soja por alqueire. “Em relação ao ano passado, houve um aumento de cerca de 15%, por causa da alta do adubo”, destaca Ferreira. Ele admite que o custo poderia ser maior, não fosse o Plano Safra da Coamo, que possibilitou a compra antecipada dos insumos. “Além das vantagens na compra, também assegurei que os insumos estivessem em minha propriedade no momento do plantio. Assim, ganhei dinheiro e tempo”, agradece.

Na área de 235 alqueires, Dirceu e o irmão Alceu semearam soja neste verão. As plantas se desenvolvem bem e a expectativa dos dois é de colher uma safra de 135 sacas, em média, por alqueire. “Desde a escolha das sementes e insumos a serem utilizados, até o preparo do solo e o plantio, tudo foi planejado com muito cuidado para não haver erros”, destaca o cooperado, que faz questão de manter um alto investimento tecnológico para a condução das suas lavouras.

 

“Sucesso não é ter sorte”

Na opinião do agrônomo Antonio Carlos Ostrowski, supervisor de Assistência Técnica da Coamo, o sucesso no campo é fruto do encontro entre o preparo com a oportunidade. “Não se trata apenas de sorte. É preciso que haja preparo, que é conquistado através do planejamento, uma ferramenta usada para que as oportunidades oferecidas pelo mercado sejam, de fato, aproveitadas pelo produtor”, explica Ostrowski.

Segundo o agrônomo, mesmo diante do aumento entre 40% a 45% dos custos diretos da soja para esta safra de verão, em comparação com o ano anterior, os cooperados não deixaram de investir em suas lavouras. Isto aconteceu porque os agricultores estão preparados para a produção. “Os nossos cooperados não enxergam apenas uma safra. Eles olham para todos os lados e mantêm o foco no objetivo de fazer a lavoura produzir”, avalia, opinando que este é um dos motivos pelo qual os produtores da Coamo estão sempre preparados para ganhar nos anos bons ou ruins.

As oportunidades apontadas por Ostrowski fazem parte do contexto da parceria existente entre a Coamo e o seu cooperado. “Há uma relação de reciprocidade nos negócios, uma vez que os produtores são sempre informados, antecipadamente, dos acontecimentos e tomam as decisões conscientes de que o investimento é sempre o melhor caminho”, afirma.

Entre as opções oferecidas pela Coamo para um bom planejamento dos cooperados está a disponibilidade do Plano Safra, que garante os insumos aos cooperados a preços e prazos especiais. “O produtor também tem as modalidades de comercialização antecipada e, ainda, a logística dos insumos, que são entregues aos cooperados na hora certa do plantio e manejo das lavouras”, destaca o agrônomo.

Safra cheia pela frente

O cooperado Osamu Sato, de Quinta do Sol, também no Noroeste do Paraná, é outro que leva o planejamento a sério. Quando pensa os novos cultivos, o agricultor sempre tem em mãos os números de safras anteriores. “É para evitar surpresas”, diz.

Neste ano, Sato já encerrou o plantio do milho e da soja. O co-operado prevê uma safra cheia neste verão, com bons resultados nos 45 alqueires de soja e seis de milho que ele está cultivando. “Estou realmente confiante porque se o clima continuar ajudando certamente vamos ter uma colheita farta”, afirma.

Tranqüilidade – O único fator capaz de tirar o sono de Sato é o comportamento do mercado. “Esta sempre será uma preocupação do agricultor, que faz bem a sua lição de casa, que é produzir, mas que encontra dificuldades na hora de vender a safra”, salienta.

Para que o resultado da propriedade seja sempre o melhor, o cooperado procura estar sempre sintonizado nas informações, principalmente na hora de fechar os seus negócios. “Quando mais bem informado estiver, maiores serão as chances de acertar, em qualquer etapa do trabalho no campo”, ressalta Sato. O cooperado cita como exemplos as reuniões e dias de campo da Coamo. “Estes eventos antecipam as novidades e possibilitam que o produtor rural saia na frente quando o assunto é fazer propriedade render”.

Diante do volume de informações que recebe, Sato espera manter as altas médias de produtividade que colhe em seu sítio. Com a soja, por exemplo, a expectativa é de que a nova safra alcance um rendimento de 150 sacas por alqueire. O milho tem uma perspectiva de produzir 390 sacas em cada alqueire plantado. “Esta tem sido a minha média de produção dos últimos anos. Se eu conseguir manter estes resultados já posso me considerar, de novo, um grande vencedor”, finaliza.

Escalonamento para melhorar rendimento do trabalho

Na propriedade do cooperado Wilson Pereira de Godoy, em Campo Mourão (Centro-Oeste do Paraná), a estratégia de planejar os resultados se repete. Nesta safra, ele plantou 70 alqueires de soja. Como faz todos os anos, Godoy iniciou a semeadura da soja na segunda quinzena de outubro e terminou em meados de novembro. O cultivo é feito de forma escalonada para aproveitar as melhores épocas, dividir o trabalho e ter diversas variedades no campo, com ciclos diferentes. “A colheita também é levada em conta. Se o plantio é feito todo na mesma época as lavouras chegarão juntas e isto pode dificultar o nosso trabalho”, aponta.

Os talhões que receberam a soja mais precoce serão cultivados, no inverno, com o milho safrinha. “Esta é uma estratégia que sempre fazemos aqui no sítio, e tem garantido bons resultados para o nosso esquema de produção”, afirma Godoy.

Lavoura bem adubada – Ao manter os investimentos em tecnologia, mesmo diante do aumento no custo dos insumos, sobretudo do adubo, o cooperado busca garantir os níveis de produtividade das suas lavouras. “Não há como abrir mão de um bom pacote tecnológico. O investimento é a base da produção no campo”, orienta o cooperado, que revela a meta para o final da safra: um resultado médio de 140 sacas de soja por alqueire.

Wilson Godoy lembra que mesmo com organização e planeja-mento o produtor pode sentir os momentos mais difíceis. “É aí que entra a Coamo. A cooperativa é o nosso braço forte. Ela auxilia todo o nosso processo de gestão e garante que nós, agricultores, possamos exercer a nossa profissão com orgulho e com a certeza de que estaremos sempre amparados em todos os momentos da nossa vida”, assinala o cooperado.