Site Coamo
Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 378 | Novembro de 2008 | Campo Mourão - Paraná

Plantio de verão

Soja no cedo, safrinha promissora

Cooperado de Juranda opta por variedades de soja precoces de olho na melhor época de cultivo da safrinha de milho

Em Juranda, região centro-oeste do Paraná, a segunda safra de milho é alternativa principal para o período de inverno entre os co-operados da Coamo. Neste ano, 80% da área cultivada na região foram cobertos com o cereal. E a expectativa para o próximo inverno é de que os números em torno da safrinha sejam semelhantes, sobretudo em função das condições favoráveis de clima e solo para este tipo de exploração. “Estamos acompanhando de perto o comportamento do mercado, já que a proposta é ampliar os investimentos para a safrinha”, revela o cooperado Hélio João Tobaldini, ao encerrar o plantio da soja em sua propriedade.

O produtor semeou 74 alqueires de soja neste verão. O trabalho de plantio, ajudado pelo clima, foi antecipado em dez dias, buscando adequar a melhor época para o cultivo da safrinha. “Para o meu projeto de trabalho o plantio da soja mais cedo é fundamental. Esse tempo vai fazer uma grande diferença na hora de plantar e colher a safrinha de milho”, afirma.

Ganhando nas duas pontas – O projeto de cultivar a soja pensando na safrinha é muito comum na região de Juranda. “E com as novas opções de soja precoce, mais produtivas, a possibilidade de o produtor ganhar nas duas pontas é cada vez maior”, admite o agrônomo Ércio Coldebella, responsável pelo Detec da Coamo em Juranda. Ele salienta que a última safra de soja rendeu para a região uma produtividade média de 139 sacas por alqueire, enquanto que o histórico de milho safrinha é de uma produtividade média na região de 165 sacas por alqueire. “Os produtores sempre se preparam para recolher do campo o máximo do rendimento dos materiais cultivados. E o fato de plantar na hora certa, sobretudo lançando mão de alta tecnologia é meio caminho andado. A idéia é ganhar na escala, ou seja, produzir em quantidade para baratear o custo, sem reduzir os investimentos”, completa o técnico da Coamo.