Em Juranda, região centro-oeste do Paraná, a segunda safra de milho é alternativa principal para o período de inverno entre os co-operados da Coamo. Neste ano, 80% da área cultivada na região foram cobertos com o cereal. E a expectativa para o próximo inverno é de que os números em torno da safrinha sejam semelhantes, sobretudo em função das condições favoráveis de clima e solo para este tipo de exploração. “Estamos acompanhando de perto o comportamento do mercado, já que a proposta é ampliar os investimentos para a safrinha”, revela o cooperado Hélio João Tobaldini, ao encerrar o plantio da soja em sua propriedade.
O produtor semeou 74 alqueires de soja neste verão. O trabalho de plantio, ajudado pelo clima, foi antecipado em dez dias, buscando adequar a melhor época para o cultivo da safrinha. “Para o meu projeto de trabalho o plantio da soja mais cedo é fundamental. Esse tempo vai fazer uma grande diferença na hora de plantar e colher a safrinha de milho”, afirma.
Ganhando nas duas pontas – O projeto de cultivar a soja pensando na safrinha é muito comum na região de Juranda. “E com as novas opções de soja precoce, mais produtivas, a possibilidade de o produtor ganhar nas duas pontas é cada vez maior”, admite o agrônomo Ércio Coldebella, responsável pelo Detec da Coamo em Juranda. Ele salienta que a última safra de soja rendeu para a região uma produtividade média de 139 sacas por alqueire, enquanto que o histórico de milho safrinha é de uma produtividade média na região de 165 sacas por alqueire. “Os produtores sempre se preparam para recolher do campo o máximo do rendimento dos materiais cultivados. E o fato de plantar na hora certa, sobretudo lançando mão de alta tecnologia é meio caminho andado. A idéia é ganhar na escala, ou seja, produzir em quantidade para baratear o custo, sem reduzir os investimentos”, completa o técnico da Coamo.