Localizado na região central Paraná, o município de Cândido de Abreu é conhecido por suas serras. A cidade é cercada de belíssimas paisagens. E é pelo alto que se percebe o grande potencial produtivo das áreas rurais. “Quem passa por aqui não imagina a aptidão da terra que estão por detrás dos morros”, argumenta o agrônomo Laércio Stabille Júnior, responsável pelo Detec do entreposto local da Coamo. Segundo ele, aos poucos os agricultores estão descobrindo os caminhos para a produção, lançando mão, principalmente, do investe-mento em tecnologia e da diversificação das propriedades. “antes, a base da economia local era o feijão e o milho. Hoje esta realidade mudou. A soja foi incorporada ao esquema de produção dos cooperados. A cultura ganhou espaço e tem colaborado para garantir maior estabilidade e rentabilidade no campo”, afirma o técnico.
O cooperado Adriano Valecki, que possui propriedades nas regiões de Palmital e Rio do Baile, foi o pioneiro no plantio da soja em Cândido de Abreu. Há 12 anos ele semeou a primeira área com a cultura. Até então, a família dele resistira à novidade. “Os mais antigos comentavam que a nossa região não era boa para a produção de soja”, lembra. Valecki resolveu fazer a experiência no sistema de rotação com o feijão. Não parou mais de plantar a soja. Nesta safra, que já foi semeada por ele, são 70 alqueires.
Cultivo certo – Com uma produtividade média de 140 sacas por alqueire, a soja se transformou na cultura principal na propriedade de Valecki. No esquema de cultivo junto com o feijão ela tem garantindo um excelente retorno financeiro ao cooperado. Ele diz que quando o feijão rende bem – o que foi o caso deste ano, o resultado da soja sobra líquido. “Daí é só sorriso”, brinca.
O apoio que recebe da Coamo tem sido um grande aliado no dia-a-dia de Valecki. “As informações trazidas pela cooperativa são fundamentais para o incremento da produção através do uso maior da tecnologia”, garante.
Quem também anda comemorando os resultados alcançados com a soja é o cooperado Claudemir dos Santos Peruzzi. Ele chegou a Cândido de Abreu há 17 anos e nos primeiros sete cultivou basicamente o feijão. “A soja, no meu caso, foi a união da necessidade com a oportunidade”, co-menta o cooperado, que iniciou o cultivo da oleaginosa em uma área de cinco alqueires. “Costumo dizer que redescobri a agricultura. A soja, sem dúvida, tem sido um bom negócio para o meu esquema de produção, principal-mente pela estabilidade em produtividade e a garantia de mercado o ano inteiro”, valoriza.
Nesta safra Peruzzi semeou 65 alqueires com a soja. A expectativa do cooperado é manter os níveis de produtividade que tem alcançado nas últimas safras: 150 sacas por alqueire. “Aos poucos estou me tornando um especialista na produção de soja. Com apoio da Coamo, que nos auxilia em todos os momentos da nossa vida, certamente vamos avançar ainda mais nos caminhos da produção”, salienta.
Vida melhor – O cultivo da soja trouxe uma segurança a mais para os negócios de Peruzzi. “Desta forma, posso planejar melhor os investimentos na propriedade e, também, investir mais na qualidade de vida da minha família”, ressalta, garantindo que a incorporação da soja no seu esquema de trabalho contribuiu para uma grande virada na sua vida. “Tenho que agradecer a Coamo, que foi fundamental para a minha tomada de decisão e que mantém o seu braço estendido não só em minha direção, mas para todos os agricultores nas regiões onde ela está”, conclui o cooperado.
Na opinião do agrônomo Laércio Stabille Júnior, a soja veio para somar às demais culturas da região de Cândido de Abreu. O avanço da cultura no município tem girado em torno de 20% a cada ano, levando em conta o plantio no ano anterior. Para ele, os produtores encaram a soja como uma cultura de segurança. “Tem mercado o ano inteiro e as produtividades são sempre mantidas dentro da média”, avalia, apontando um levantamento do entreposto que mostra o crescimento da produtividade média da soja entre os cooperados. Os dados dão conta de que em 2004 a produtividade média da soja era de 94 sacas por alqueire, enquanto que na última safra esta média cresceu para 121 sacas por alqueire.
“A grande contribuição da Coamo para este avanço está na disseminação da tecnologia, no repasse da informação aos produtores e na garantia de fornecimento dos insumos no momento certo para o cultivo”, avalia o técnico da Coamo.