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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 389 | Novembro de 2009 | Campo Mourão - Paraná

História

Coamo comemora 30 anos em Pitanga

Cooperativa colaborou para o desenvolvimento da comunidade local e ajudou a garantir maior produtividade e renda para o campo

Em julho de 1979 a Coamo chegava à região de Pitanga, no Centro do Paraná. Na época, o município buscava consolidar a sua vocação para a o desenvolvimento da agricultura e da pecuária. E ao implantar a sua filosofia de trabalho junto aos produtores, a Coamo colaborou para o crescimento da economia local, com produtos e serviços que garantiram maior produtividade e renda para a família rural pitanguense.

Natural de Pitanga, o cooperado Alcindo Volski, que possui propriedade na região da comunidade Carazinho, acompanhou de perto toda a história de consolidação do trabalho da Coamo no município. Ele, inclusive, se tornou sócio da Coamo meses antes dela concluir as negociações de incorporação da antiga Copercentro. “Passa um filme na cabeça quando lembro daquela época. Tudo era muito difícil, mas vibrávamos a cada conquista”, assinala Volski.

O produtor conta que a região de Pitanga era conhecida como a “terra dos três éfes”, já que a tecnologia adotada até então no campo era a do “fogo, foice e folga”. “A chegada da Coamo mudou radicalmente essa realidade. Tivemos acesso à tecnologia, como a correção da acidez do solo, e passamos a produzir mais e melhor. Assim, passamos a construir uma nova realidade, com um futuro bem mais promissor”, valoriza Volski.

Hoje, os negócios da propriedade do cooperado Alcindo Volski têm à frente os três filhos (Nelson, Nelton e Neudi) e um neto (Nelson Júnior) do produtor, que também são cooperados. “Trabalhamos em parceria para fortalecer as nossas atividades e garantir melhores resultados. Por isso é que mantemos essa forte união dentro da família e, também, com a nossa cooperativa”, comemoram. No esquema de trabalho do campo, os Volski cultivam soja e milho no verão e, no inverno, eles plantam principalmente o consórcio de aveia e azevém, como forma de oferecer pastagem para o gado. Os resultados do último verão foram os seguintes: 370 sacas de milho e 119 sacas de soja, em média, por alqueire.

COOPERATIVISMO NO SANGUE – Ao chegar à Pitanga, em 1980, o agricultor João Marco Nicareta tratou logo de buscar informações sobre a cooperativa que estava se instalando na região e, como já conhecia bem o sistema, já que sempre trabalhou com o cooperativismo, não teve dúvidas: se tornou sócio da Coamo no momento em que conheceu a filosofia de trabalho da cooperativa. “A Coamo foi tudo o que a região precisava. A seriedade no trabalho e a implementação da tecnologia garantiram uma parceria sólida com os produtores locais e um amplo desenvolvimento regional”, salienta Nicareta.

Com propriedades nas regiões de Cascata, Susto e Três Tombos, o cooperado, a exemplo da Coamo, também possui uma história de lutas e realizações. Ele lembra que quando chegou à região as terras eram bastante ácidas. “Com o tempo, a cooperativa foi implantando as correções do solo e os técnicos foram nos orientando para uma melhor produção. Assim, fomos crescendo juntos”, valoriza, considerando que as primeiras produtividades do sítio eram bem pequenas. “No primeiro ano que plantei soja consegui colher apenas 30 sacas por alqueire, sem contar que ficávamos quase uma semana na fila para descarregar a safra”, conta. Hoje, segundo o produtor, tudo mudou, para melhor. “As descargas são rápidas e ágeis e a produtividade das lavouras cresceu. Com isso, a rentabilidade também aumentou. Aqui no sítio já chegamos a produzir 420 sacas de milho e 150 sacas de soja, em média, por alqueire”, co-memora Nicareta, que toca as lavouras em parceria com os filhos Marcos e Milton, que também são associados. “Acredito na força da Coamo, principalmente porque ela é uma cooperativa que pratica o trabalho em família. É assim que nós também trabalhamos aqui no sítio. Desta forma, quem tem no sangue o cooperativismo só tem a visar bons resultados com isso. Estamos bem servidos no campo e com muita alegria”, concluiu Nicareta.

EVOLUÇÃO SUSTENTÁVEL – Para o diretor-presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini, come-morar as três décadas de estabelecimento da cooperativa em Pitanga é lembrar do desenvolvimento econômico em torno da história recente do município. “Os produtores souberam assimilar a filosofia de trabalho da cooperativa e construíram uma nova realidade. E com o incremento da tecnologia no sistema de produção, impulsionaram as produtividades e a renda no campo, ampliando a qualidade de vida sem descuidar da sustentabilidade do ambiente produtivo. Por estar e muitas outras razões, a comunidade pitanguense, sobretudo os nossos cooperados, estão de parabéns!”, ressaltou.

Estrutura da Coamo em Pitanga

O entreposto de Pitanga, conta, hoje, com a participação de 758 associados, numa área atendida de 60 mil hectares, entre propriedades de agricultura e pecuária. Juntamente com a unidade de Arroio Grande, recebeu 132 mil toneladas de produtos, para uma capacidade estática de armazenagem de 70 mil toneladas. Na última safra, os cooperados de Pitanga produziram uma média de 117 sacas de soja, 333 sacas de milho e 125 sacas de soja por alqueire. Com essas médias, o entreposto ocupa o 9º lugar em produtividade de milho e o 10º lugar em produtividade de soja, entre todas as unidades da Coamo no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. Setenta e um funcionários atendem os cooperados em Pitanga e Arroio Grande.