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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 389 | Novembro de 2009 | Campo Mourão - Paraná

Negócios internacionais

Diretores da Bolsa de Chicago na Coamo

Charles Carey, vice-presidente do Grupo CME, elogiou profissionalismo da cooperativa e valorizou parceria para gerenciamento de riscos

Para trocar experiências e avaliar as operações de mercado e as projeções de modalidades para a próxima safra, a diretoria da Coamo recebeu no dia 21 de novembro, em Campo Mourão, a visita de parte da diretoria da Bolsa de Chicago (Grupo CME). Charles Carey, vice-presidente do grupo, elogiou o profissionalismo da cooperativa e valorizou a parceria de 30 anos no gerenciamento de riscos. “A Coamo é uma referência mundial com grande importância para o agronegócio nacional e internacional”, apontou Carey.

Para o presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini, o encontro com a Bolsa de Chicago sempre é muito positivo e reforça a importância da organização no sentido de efetivar as operações para proteção de preços das commodities agrícolas. “A bolsa de Chicago tem expandido suas atividades no Brasil e há vários anos conta com a Coamo para identificar a necessidade dos produtores brasileiros com relação à proteção dos preços”, explicou.

A parceira da cooperativa com o Grupo CME já rendeu ao pre-sidente da Coamo, no ano pas-sado, a participação em uma cam-panha publicitária mundial de pro-moção da gestão dos riscos de preços na Bolsa de Chicago.

MERCADO – Charles Carey, em entrevista à imprensa, destacou a importância do grupo CME para o mercado mundial e os investimentos realizados no Brasil. “A Bolsa de Chicago começou suas operações em 1848, ela é importante não só para Chicago como também para o mundo todo. No Brasil estamos investindo na parceria com a BMPF/Bovespa para aumentar os volumes de negócios. Saímos de zero para 150 mil contratos diários e estamos animados com as possibilidades de sucesso junto ao mercado brasileiro”, comemorou Carey.

Com relação a crise mundial que afetou diretamente os EUA, o dirigente explica que o problema maior foi com os bancos e não com a Bolsa de Chicago. “O modelo implantando pela Bolsa pode ser usado como modelo de sobrevivência diante da crise. Os clientes perderam dinheiro fora da bolsa. Oferecemos produtos com proteção e transparência no mercado, com os ajustes nos preços sendo feito diariamente. Mas, agora passados os efeitos da crise os volumes de negócios retornaram a normalidade”, destacou.

COOPERATIVA – O cooperativismo foi outro tema abordado por Carey. Segundo ele, o Brasil está bem estruturado e quem ganha com isso são os agricultores. “É muito importante um país ter uma empresa bem administrada como é a Coamo, que tem bom profissionalismo e investe na tecnologia para a produção dos seus cooperados”, considerou.

COMERCIALIZAÇÃO – Perguntado sobre a maneira como o produtor brasileiro vende sua safra esperando por preços altos para efetivar suas fixações, o americano respondeu: “No mundo todo é assim. Todos esperam para vender na alta”. Por sua vez, o presidente da Coamo, Dr. Aroldo Gallassini, aproveitou a questão para destacar que a cooperativa sempre orienta os associados a venderem a safra em função dos custos. “É fácil saber o custo para produzir cada saca de soja, por exemplo. Com essa informação, é possível calcular o lucro da comercialização. A dica, então, é evitar, sempre, a especulação de preços”, orientou.

Coamo se mantém no topo da exportação

De janeiro a outubro deste ano a Coamo participou com 6,19% do total das exportações brasileiras no Paraná. Em relação ao mesmo período do ano anterior, a variação no total exportado pela Coamo foi de 33,74%, enquanto a maioria das empresas que figuram na lista das principais exportadoras teve queda nos volumes enviados para fora do país.

Em valores F.O.B. a Coamo ex-portou no período US$ 598,16 milhões, mantendo a sua posição no ranking como a maior empresa ex-portadora do Paraná.

Do total das exportações efetivadas nos dez primeiros meses desse ano, as empresas que mais tiveram participação no ranking foram a Coamo (6,19%); a Sadia (5,89%); a Bunge (5,83%); a Volkswagem (4,45%); a Renaut (4,25%), a Cargill (3,81%), a Usina de Açúcar Santa Terezinha (3,48%); a CHS do Brasil (3,04%); a ADM do Brasil (2,86%) e a Petrobrás (2,59%). As informações constam do relatório das exportações brasileiras, levantado pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Para o diretor-presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini, o diferencial está na qualidade, origem e estabilidade da cooperativa, medidas que garantem maior segurança ao comprador internacional. “Nossa meta é chegar a US$ 750 milhões em 2009, superando os US$ 550 milhões em 2008”.

A Coamo tem como principal via das exportações o Porto de Paranaguá, no Paraná. O farelo de soja é o produto de destaque da cooperativa no mercado internacional. “Fretamos navios que chegam à Alemanha e França e seguimos por toda a Europa”, acrescenta Galassini. (Com informações da Agência de Notícias do Governo do Paraná)