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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 389 | Novembro de 2009 | Campo Mourão - Paraná

Safra

Plantio com otimismo no MS

Cooperados estão confiantes em bons resultados com a nova safra de verão. Lavouras sulmatogrossenses acabam de ser semeadas

A semeadura da safra de verão 2009/2010 está praticamente concluída. Pelo menos em algumas regiões da área de ação da Coamo, como o Sul do Mato Grosso do Sul, por exemplo, onde a cooperativa está há praticamente cinco anos. Em Caarapó, a propriedade do cooperado Evandro Crudo, de 100 alqueires de plantio, já foi toda semeada, e a soja novamente é o carro-chefe da safra.

Cercado de boa expectativa por conta de notícias sobre as boas condições climáticas para os próximos meses, Evandro conta que caprichou no plantio e utilizou toda tecnologia recomendada pela assistência técnica da Coamo, escalonando não apenas o plantio para não comprometer a colheita, mas também as variedades de soja. “Eu fiz a semeadura do começo ao fim com 15 dias de diferença e também procurei escalonar as variedades, utilizando diferentes ciclos já prevendo alguma estiagem, que se Deus quiser não vai acontecer”, explica o cooperado, que a agora se volta às atenções ao monitoramento da lavoura. “Terminamos o plantio no inicio de novembro e correu tudo bem. Minha área está toda semeada e germinada e tudo que foi planejado com o Detec da Coamo foi seguido à risca, agora, é ficar atento aos tratos culturais e torcer para o clima contribua. No nosso ramos não se admite erros e estamos procurando fazer tudo certo para não ter prejuízo”, diz o produtor.

Seguidor das recomendações técnicas, o planejamento adotado por Evandro Crudo é apoiado pelo agrônomo José Carlos de Andrade, encarregado do Detec da Coamo em Caarapó. Ele observa que o agricultor é referencia na região, aposta em tecnologia e por isso está sempre à frente. “O Evandro de fato é um bom exemplo a ser seguido aqui no Mato Grosso do Sul, porque ele procura informação e gosta de seguir as tendências, sem ficar arriscando. A parte dele ele faz bem feita, o resto é como o clima”, elogia o agrônomo, lembrando que diferente dos anos anteriores, neste os produtores da região terão uma safra bem mais didática, por conta do atraso no plantio provocado pelas chuvas de outubro, que de certa forma contribuiu para a instalação da lavoura dentro da época mais recomendada. “Isso obrigou a grande maioria dos produtores daqui a plantar dentro da época mais recomendada, respeitando o zoneamento. Pelo menos 80% da soja ou até mais, foi semeada dentro da melhor época possível para a nossa região”, relata José Carlos.

Outro ponto apontado como positivo pelo agrônomo, é o fato de a maioria dos produtores adotarem o escalonamento de plantio e de variedades. “É uma ótima alternativa, pois, evita que o manejo e a colheita das lavouras coincidam. Isso ajuda bastante na parte operacional e dá mais segurança para a nossa atividade”, afirma Crudo.

A história se repete em Amambai

Em Amambai, também na região sulmatogrossense, a história se repete com o cooperado Wagner Dias dos Santos, que cultiva 610 alqueires na localidade conhecida como Sertãozinho. Com toda a área semeada, o cooperado comemora o clima favorável para o desenvolvimento da cultura na região, uma vez que chuva não tem faltado. “Caprichei no plantio e agora é ficar atendo com os tratamentos, e torcer para que o clima continue ajudando”, espera.

O cooperado planejou colher, pelo menos, 120 sacas de soja em cada alqueire que plantou. “Essa é a nossa média aqui da região e eu estou perseguindo essa produtividade”, analisa Santos, que elogia o trabalho desenvolvido pela Coamo na região. “A cooperativa tem nos ajudado bastante porque passamos por um momento difícil e fomos muito bem amparados. Tenho um ótimo relacionamento com a Coamo e essa filosofia cooperativista desenvolvida por ela tem feito a diferença, certamente”, elogia.

Numa área com o tamanho da que o cooperado trabalha não é permitido errar no cultivo. Se isso acontecer, todo esforço empregado durante a safra pode ser em vão e custar caro. Mas esse é um problema que passa longe da propriedade de Santos, como lembra o agrônomo Nivaldo Nogueira Júnior, do Detec da Coamo em Amambai. “O plantio aqui foi todo feito em escalas, bem como os tratos culturais e a colheita serão desenvolvidos da mesma forma. Tudo de acordo com o parque de máquinas da fazenda e a mão-de-obra disponível. O cooperado aplicou uma boa tecnologia no cultivo e deve colher bem, porque o ano promete. Tivemos algumas frustrações nos anos anteriores e a expectativa de uma boa safra está estampada nos sorrisos de cada produtor rural”, completa o técnico.

Rotação é estratégia dos cooperados

Na região da Coamo, associados apostam no cultivo rotacionado entre a soja e o milho, o que garante estabilidade ao sistema de produção

Na região Centro-Oeste do Paraná, para compensar o atraso no plantio causado pelo excesso de chuvas no mês passado, os sojicultores tiveram de correr contra o tempo. Eles aproveitaram o sol forte e o calor intenso que predominam desde a primeira semana de novembro para avançar com as plantadeiras e concluir a semeadura da oleaginosa. Está foi a realidade de muitos cooperados cujas propriedades estão localizadas nessa região. Como Paulo Ferrari, que planta 90 alqueires na comunidade de Campina do Amoral, em Campo Mourão.

Como a maioria dos mais de 22 mil cooperados à Coamo, a soja é prioridade e o alicerce da propriedade de Ferrari. Entretanto, o milho também tem espaço garantido no esquema de produção do agricultor. Todo ano, 25% da área é ocupada pelo cereal, que entra no esquema de rotação, independentemente do preço do produto no mercado.

O produtor lembra que o seu planejamento foi mantido e o cultivo do milho, em sistema de rotação com soja, ajuda a equilibrar o seu sistema de produção, que no inverno tem o trigo e o próprio milho como protagonistas. “De fato o milho sempre esta presente no meu esquema e no verão ele ocupa cerca de 25 a 30% da área. Fiz um plantio todo escalonado, inclusive com variedades diferentes, e estou confiante em uma boa colheita”, afirma.

O agrônomo Roberto Bueno Silva, do Detec da Coamo em Campo Mourão, acompanha e orienta o trabalho desenvolvido pelo co-operado Paulo Ferrari há mais de dez anos. Ele elogia a forma como o produtor conduz a sua atividade, lembrando que o diferencial é que Ferrari enxerga a propriedade a médio e longo prazo, e não de forma imediata. “Por isso, os resultados do produtor, anualmente, são satisfatórios e frustração é uma palavra que não existe no dicionário do cooperado”, revela Bueno.

O técnico afirma que o cooperado utiliza todas as informações que ele recebe e empregar na propriedade. “Assim, os resultados são sempre satisfatórios”, aponta Bueno, destacando que Ferrari enxerga a propriedade como uma empresa e procura trabalhar bem dentro e fora da porteira.