Agricultura

Um por todos e todos por um

A união é a base da história de vida da família Janguas, de Engenheiro Beltrão

Família Janguas: União em torno da agricultura

Na região de Engenheiro Beltrão há mais de 40 anos, a família Janguas tem na união a base de uma história de lutas e realizações. O patriarca, Anselmo, chegou ao município no final da década de 50, com a esposa Aparecida e o filho Vilson, ainda de colo. Na bagagem, uns poucos pertences, o sonho de uma vida melhor e muita disposição para o trabalho. A família passou por momentos difíceis até chegar onde está. De empregados nas lavouras de café, hoje os Janguas são bem sucedidos empresários rurais, e não perderam a característica que os tornou fortes: a união familiar.

Os negócios foram crescendo ao longo dos anos, a partir da compra do primeiro sítio, de 2,5 alqueires, onde a família mora até hoje. "Foi o nosso começo na agricultura", lembra o cooperado Anselmo Janguas. Os primeiros cultivos foram o café, a soja e as lavouras para subsistência. Os sete irmãos - quatro homens e três mulheres, sempre estiveram juntos. E com essa união a família cresceu e se desenvolveu, no melhor estilo "um por todos e todos por um".

O que mais chama a atenção quando o visitante chega ao sítio dos Janguas, que fica na localidade de Sussuí, é a quantidade de moradias. É que, com exceção de um que fixou residência na cidade, os filhos moram na mesma propriedade. "Fomos criados assim, todos juntos", revela Vilson Janguas, o filho mais velho, que também é cooperado.

Como na vida, também há união em torno do trabalho. Cada um dos filhos tem o seu próprio seu lote de terras que somados dão um total de 75 alqueires de área própria. A família ainda arrenda outras áreas para a produção de soja. Tirando a parte do pai, as despesas e receitas são divididas proporcionalmente entre os irmãos, com base em uma tabela de percentagem, elaborada por eles. "Juntos somos grandes", salienta Vilson Janguas.

Grande família - Entre filhos, netos e bisnetos, são mais de 20 pessoas. Todos sobrevivem da agricultura. O trabalho na lavoura ocupa a mão-de-obra de oito pessoas. E ainda sobra tempo. "A nossa meta é ampliar as nossas terras para aproveitar melhor a mão-de-obra e elevar o rendimento", prevê Anselmo Janguas.

Nos projetos da família, a Coamo ocupa posição estratégica. "A cooperativa está sempre ao nosso lado. Crescemos com o apoio dela e vamos além, com esta parceria", asseguram. O pai se associou em 1977 e as primeiras produções foram entregues ainda em Campo Mourão. Hoje, os filhos e os netos também são associados. "Somos uma família que acredita nos benefícios do cooperativismo, pois temos uma associação dentro da nossa própria casa", comemoram.

A soja é a cultura principal na propriedade dos Janguas. Na última safra a produtividade média chegou a 145 sacas por alqueire. No inverno, o cultivo fica por conta do milho safrinha, que produziu na última safra uma média de 100 sacas por alqueire. "Nunca imaginava chegar onde estou. Sempre desejei crescer, mas hoje vejo que ultrapassei os meus sonhos. Me sinto realizado e hoje quero trabalhar menos e aproveitar melhor a vida", conclui Anselmo Janguas.