Maratona da Informação
Maratona da informação

Diretoria percorre mais de três mil quilômetros em dez dias para manter quadro social bem informado e auxiliar a tomada de decisões para a safra de verão

Peabiru
A Coamo realizou, no período de 07 a 23 de agosto, as tradicionais Reuniões de Campo, que são promovidas todos os anos - sempre no início e final de cada safra, desde a fundação da cooperativa. Neste ano, foram dez dias de uma verdadeira maratona da informação, quando a diretoria percorreu mais de três mil quilômetros para cumprir uma agenda de 34 encontros, 
envolvendo perto de seis mil cooperados de todas as regiões da área de atuação da cooperativa.

A participação expressiva do quadro social foi motivada pelo bom momento que o setor agrícola está atravessando. Na avaliação do diretor-presidente da Coamo, engenheiro agrônomo José Aroldo Gallassini, os cooperados estão satisfeitos com os resultados alcançados nos últimos dois anos com a agricultura e com a constante evolução da Coamo. "Toda essa situação tem possibilitado um reflexo altamente positivo no quadro social, que por conseqüência está mais capitalizado", comemora. Segundo Gallassini, o crescimento da Coamo foi significativo no ano passado e será maior ainda neste ano. "Essa condição positiva proporciona muita animação entre os cooperados. Assim, todos ficamos contentes em perceber uma participação cada vez maior do quadro social na vida da cooperativa", valoriza o presidente da Coamo.

Agricultura em alta - Neste início de ano o setor agrícola está repetindo o crescimento alcançado no ano passado. O Produto Interno Bruto (PIB) agrícola cresceu 8,18% no primeiro semestre de 2002 e deve fechar o ano com um volume de R$ 59 bilhões, ante os R$ 54 bilhões do ano passado. "Essa é a resposta do setor agrícola à maior aplicação de recursos pelo governo federal", assegura Gallassini, lembrando o avanço na produção, que saltou de 70 para 98 milhões de toneladas de grãos e devendo chegar a 100 milhões na próxima safra. Sem contar o incremento nas exportações, com a agricultura respondendo hoje por mais de 40% das exportações brasileiras.

"Esse é um momento especial para o setor agrícola. O governo já anunciou que vai continuar incentivando a atividade, ao confirmar a aplicação de R$ 21 bilhões no setor neste ano agrícola 2002/2003", ressaltou.

Auxiliando a tomada de decisões - O objetivo de todo esse trabalho de educação cooperativista é informar o quadro social sobre a real situação da cooperativa e da agricultura em geral, com toda a transparência. É, também, oferecer ferramentas concretas e eficazes para que os cooperados possam tomar as decisões corretas para uma melhor exploração das suas atividades, levando em conta, principalmente, os instrumentos de comercialização da safra e custos de produção. "Orientamos os nossos produtores a vender em função de custos, de forma escalonada, e aproveitando melhores oportunidades de mercado para fazer uma boa média", destaca Gallassini.

Ele enfatiza a modalidade de aquisição de insumos com venda antecipada de soja e trava de dólar. "Essa condição foi muito bem absorvida pelo quadro social. Assim, já pelo segundo ano, conseguimos oferecer aos cooperados um custo reduzido dos insumos na produção de soja", sustenta. E isso, segundo Gallassini, é muito favorável, porque barateando o custo de produção e o os cooperados já iniciam a safra com uma grande vantagem competitiva, com menor custo de produção. "Além do que eles contam com todas as ferramentas para a alta produtividade das suas lavouras, oferecidas pela assistência técnica da Coamo".

As constantes alterações do dólar, nos dois últimos anos, na opinião do presidente da Coamo, proporcionaram bons preços para os grãos, em reais. Com isso, os cooperados puderam retomar a condição de capitalização e hoje estão em situação privilegiada.

 

Produtividade:
Médias evoluem e impulsionam renda do cooperado

Campo Mourão 
Na média geral da Coamo a produtividade do milho chega a 307 sacas por alqueire e da soja a 123 sacas por alqueire. Apesar da estiagem que limitou o desenvolvimento das lavouras, números refletem bom desempenho dos cooperados na aplicação das tecnologias preconizadas pela assistência técnica da cooperativa

Novas tecnologias, projetos voltados para a melhoria da fertilidade do solo, assistência técnica personalizada e informações privilegiadas, geradas por uma unidade de pesquisa própria. Tudo isto, aliado ao trabalho consciente do cooperado, tem propiciado uma elevação significativa nos níveis de produtividade entre os agricultores assistidos pelo Departamento Técnico da Coamo. Diante dos maiores volumes de produção, os cooperados também comemoram a ampliação da renda na propriedade. Com o trabalho da Coamo as faixas de produtividades baixas estão diminuindo ano após ano ou até mesmo desaparecendo. Em contrapartida as faixas de altas produtividades estão crescendo.

Toledo

Guarapuava
O engenheiro agrônomo Nei Leocádio Cesconetto, gerente de Assistência Técnica da Coamo, explica que esses fatores combinados fazem uma grande diferença. "O nosso cooperado sabe disso e não abre mão de utilizar o que de mais moderno existe no mercado, em informações e produtos, para manter os índices de evolução". Ele apresentou os números com as produtividades médias de cada região da cooperativa, durante as Reuniões de Campo, realizadas no período de 07 a 23 de agosto pela diretoria da Coamo. Segundo Cesconetto, a evolução das produtividades nos últimos anos, de forma contínua e constante, revela que a estratégia de trabalho da Coamo, com apoio do quadro social, está correta.

O milho foi uma das culturas que mais evoluiu. Há pouco tempo atrás, produtividades de 250 sacas por alqueire eram consideram expressivas. Hoje esse volume de produção não é suficiente para que o agricultor alcance uma boa rentabilidade com a cultura. "O milho é uma cultura que responde bem ao incentivo tecnológico e os cooperados estão conscientes disto e, assim, investindo mais e alcançando produtividades cada vez mais expressivas", informa Cesconetto.

Na última safra, segundo o agrônomo, a média geral de milho entre todos os cooperados da região de atuação da Coamo foi de 307 sacas por alqueire, com 43% dos cooperados produzindo acima de 301 sacas por alqueire. "Em algumas regiões, mais favoráveis ao cultivo, em função de altitude e clima, os cooperados alcançaram médias de 350 sacas por alqueire", revela.

No caso da soja, a evolução também foi significativa. Na última safra 89% dos cooperados da Coamo produziram acima de 101 sacas por alqueire, sendo que 21% desse total alcançaram médias superiores a 141 sacas por alqueire. A média entre todos os cooperados da Coamo, na última safra, ficou em 123 sacas por alqueire. "Tivemos problemas climáticos durante o ciclo das lavouras, o que acabou limitando o potencial produtivo na maioria da regiões da área de ação da cooperativa", lembra Cesconetto.

A meta da Coamo para esta safra é atingir uma média de 130 sacas de soja por alqueire, entre todos os cooperados atendidos na área de ação. No entanto, com a produtividade atual, os cooperados da Coamo estão bem à frente das médias dos produtores paranaenses e brasileiros. No caso da soja, por exemplo, a média dos cooperados da Coamo está 5% acima da paranaense e 19% acima da brasileira.


Fala Cooperado:

Antonio Tavares Filho - Ivaiporã: "As informações que recebemos são fundamentais para o nosso dia-a-dia. Ficamos por dentro e podemos tomar as decisões certas na propriedade".
Ricardo Friedrich - Pinhão: "Todos os anos reservo esse tempo para renovar os conhecimentos. Com estas informações é possível prever melhor os resultados da nossa atividade.