Opinião
Editorial:
Informação é essência do desenvolvimento

Engenheiro agrônomo José Aroldo Gallassini, diretor-presidente da Coamo

Dr. Aroldo Gallassini: "informação é a base do sucesso"
A comunicação é um instrumento fundamental para o planejamento estratégico do agronegócio. Com essa premissa, a Coamo vem há mais de três décadas promovendo o desenvolvimento da educação cooperativista e estreitando o relacionamento com o seu quadro social através dos inúmeros eventos realizados anualmente. Recentemente, a diretoria da Coamo percorreu todas os entrepostos para mais 
um encontro com os seus cooperados, nas tradicionais Reuniões de Campo do segundo semestre. 

Com satisfação, tivemos uma participação de mais de seis mil cooperados interessados e receptivos às valiosas informações repassadas sobre diversos assuntos, como a situação da Coamo, comercialização e expectativas da próxima safra. Enfim, foi mais um encontro de sucesso. Um encontro que possibilitou conversa agradável e proveitosa, sempre de maneira clara, transparente e objetiva, mostrando uma visão da agricultura nacional e mundial. Aos cooperados, os nossos agradecimentos pela confiança, participação, entusiasmo e apoio nos negócios da sua cooperativa. 

Os dois últimos anos podem ser avaliados como de muito sucesso para a nossa agricultura e de modo especial, para os nossos cooperados que, de maneira geral, vivem um momento de alto astral, pelos bons preços da soja, milho e trigo. A desaceleração da economia mundial, as incertezas eleitorais e a estrutura da dívida pública brasileira foram motivos para que o dólar alcançasse este mês as maiores cotações desde a criação do Plano Real, em 1994. A soja foi uma das comodities mais beneficiadas com a valorização do dólar, proporcionando uma maior capitalização aos produtores nesse período do ano. 

Como tradicionalmente acontece, a Coamo segue realizando os seus encontros técnicos e três deles são destaques nesta edição do Jornal Coamo. Os realizados em Faxinal, Ivaiporã e Fênix, no Vale do Ivaí. A mensagem principal que está sendo levada ao nosso quadro social é a da necessidade da busca da eficiência, equilíbrio e fertilidade do solo, para elevação dos índices de produtividades. Produtividades que mostramos nas Reuniões de Campo, com a realidade de cada região visando estimular o desenvolvimento das potencialidades produtivas e incrementos dos resultados. 

Quando tudo indicava que teríamos neste ano uma boa safra de trigo apesar da estiagem, considerando o bom nível dos preços, fomos surpreendidos pela ocorrência de geadas, em pleno mês de setembro. Uma fatalidade que provoca conseqüências não desejáveis, mas, como sabemos que a agricultura é uma atividade de riscos, quando acontece intempéries, precisamos levantar a cabeça e dar a volta por cima. 

Por outro lado, depois das chuvas, estamos semeando as lavouras de milho em ritmo intenso, iniciando a implantação da safra de verão 2002/2003. Para o sucesso na colheita é preciso que plantemos bem e, um bom plantio na época e condição certa, representa em torno de 50% do resultado da safra. 

Devido aos preços altos da soja em função da cotação do dólar, os produtores estão empolgados e apostando no aumento da área da soja no País; ao contrário do milho, que deverá sofrer uma pequena redução. Vamos semear a safra com eficiência e torcer, acreditando sempre no desenvolvimento satisfatório das nossas lavouras e expectativas renovadas de boas colheitas e renda, para consolidar o bom momento e a valorização da nossa agricultura.

 

Ponto de vista:
Os resultados da cooperação

*João Paulo Koslovski
Quando analisamos o desempenho do Cooperativismo agropecuário paranaense nos últimos anos, verificamos com muita ênfase o quanto importante tem sido o papel das sociedades cooperativas no desenvolvimento e defesa intransigente dos interesses econômicos e sociais de mais de 100 mil agricultores, 85% trabalhando em áreas menores que 50 hectares.

Com um crescimento superior a 20% em seu faturamento em 2001 em relação ao ano anterior, as cooperativas agropecuárias faturaram R$ R$ 6,8 bilhões. São incontáveis as ações das cooperativas em apoio ao trabalho de seus integrantes: repasse de crédito rural, informações
estratégicas sobre plantio, assistência técnica, fornecimento de insumos a preço competitivo, armazenagem, processamento e comercialização. A  comercialização, a etapa final do processo produtivo, é respaldada em negócios internos e externos, em alguns casos com preço CIF, isto é, com o produto colocado no destino indicado pelo comprador.

O resultado do profissionalismo das cooperativas têm sido safras mais abundantes que acabam, novamente, beneficiando os cooperados.

Outro diferencial do Cooperativismo é a sua ação sócio-educativa junto aos seus cooperados, familiares e própria comunidade onde atua. Em 2001, com apoio do Sescoop (Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo), as cooperativas treinaram mais de 63 mil pessoas, numa clara demonstração do nível de profissionalização que o Cooperativismo vem alcançando nos últimos anos e da sua preocupação em reduzir custos de produção, melhorar a qualidade dos produtos e contribuir de maneira decisiva para o controle ambiental, temas centrais dos eventos da área de desenvolvimento humano.

Não menos importante é a ação das cooperativas em benefício dos municípios, quer através da geração de empregos, da abertura de novas frentes de desenvolvimento e, ainda, pelo que representam no recolhimento de tributos, pois quase sempre funcionam como coletoras de impostos para o Estado. 

Esta rápida análise permite-nos conhecer a importância do Cooperativismo como instrumento de defesa e distribuição de renda junto às comunidades. As vivências têm nos mostrado, na prática, que nas comunidades onde não há cooperativa, o agricultor recebe menos pela sua produção, paga mais pelos insumos e não tem o benefício da distribuição das sobras no final do ano.

O Cooperativismo é exatamente isto: o melhor instrumento de defesa, de geração de emprego, de distribuição de renda, de desenvolvimento econômico e social. 

Você que é cooperado, participe e se comprometa com a sua cooperativa. Só assim ela pode propiciar melhores condições de vida a você e à sua família.

* João Paulo Koslovski - Presidente do Sistema Ocepar